sexta-feira, 1 de junho de 2007

Vou ser tia...

... pela segunda vez! Da outra mana, a do meio. Recebi a notícia com uma alegria tremenda, por saber que este era o maior desejo e o motivo de uma felicidade extrema da mana. Da primeira vez que fui tia, tinha 16 anos e, confesso, nessa altura, o impacto não foi nem metade do que foi agora. Mesmo com a notícia de que seriam gémeos. A reacção foi mais do género: "Ya, vou ser tia de gémeos". E os amigos: "Já viste, isso quer dizer que podes vir a ser mãe de gémeos também". Claro, aos 16 anos a primeira coisa que se pensa é em ser-se mãe e logo de gémeos. Agora, é diferente. Não a vontade em ser mãe, mas a motivação em voltar a ser tia, ao fim de 11 anos. Pelo meio, as sobrinhas emprestadas. Mas o sentimento é diferente. Já aqui referi que a minha postura perante os gémeos sempre foi a de tia mais desligada, a que não lhes faz as vontades todas, a que não tem muita paciência, a que não lhes compra carros e doces todas as semanas, sem que isso comprometa o orgulho que sinto em vê-los crescer... Bolas, já têm 11 anos, lembro-me que vieram os dois da maternidade na mesma alcofa, pequeninos... Lembro-me de os adormecer deitados de barriga para baixo sobre o meu peito... E que sensação! Agora, com esta sobrinha - acredito que será uma menina e que, se conseguir dar a volta à minha irmã, se chamará Sofia... - tenho vontade de fazer isso e muito mais. Tenho vontade de ficar a tomar conta dela, tenho vontade de lhe comprar aqueles vestidinhos de boneca, os sapatinhos de princesa, peluches, brinquedos. Tenho vontade de a levar a passear no carrinho ao fim-de-semana, de a adormecer ao meu colo na cama de rede. Tudo isto é a alegria de ser tia, e nem por um segundo, a vontade em ser mãe.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Há maneiras...

... e maneiras de lidar com um escândalo! Os japonas não brincam em serviço. Podem ter pilas pequenas (dizem) mas têm tomates para fazer isto. Por cá, ficamos apenas pelos desmentidos e "não era isso que eu queria dizer".

domingo, 27 de maio de 2007

O estranho mundo do balneário feminino do Holmes Place

Decidi, em boa hora, inscrever-me no Holmes Place, aquela cadeia de ginásios que mais parece uma seita e que envia sms intimidatórias caso a nossa assuiduidade registe quebras, do tipo, ir apenas duas vezes numa semana - se a semana tem 7 dias, ir apenas 2 constitui uma falha grave e é o primeiro indício de que estamos a fraquejar no objectivo que prometemos cumprir quando assinamos a bendita proposta de adesão. Enfim... Por várias razões, inscrevi-me. A minha primeira aula foi no Holmes de Cascais. Entro no balneário, como é a primeira vez, demoro algum tempo a descobrir o sítio das coisas. Escolho o cacifo (196), junto aos espelhos e aos secadores. Começo a equipar-me e, de repente, vejo-me rodeada de mulheres nuas, o que é normal, visto estar num balneário feminino. Mas elas estão nuas, passeiam-se pelo balneário nuas, sem toalha enrolada, secam o cabelo nuas em frente ao espelho, falam umas com as outras nuínhas, e vão juntas para os duches nuas... Eu sei que somos todas mulheres (pelo menos, aparentemente), que mamas, rabos, tufos de pêlo e depilação integral é tudo igual, mas não deixa de ser constrangedor (ainda não vi MAMAS PRETAS E GRANDES). Lembro-me que da primeira vez, fiquei especada a olhar para uma senhora a secar alegremente o cabelo em frente ao espelho com tudo ao léu. Ao princípio, estranha-se, mas depois, continua-se a estranhar até que se acaba por ignorar. É também verdade que depois acabo sempre por olhar para a outra que tem mais celulite no rabo do que eu, que tem mais barriga do que eu, e claro, as outras pirosas que têm tudo no sítio e que me fazem querer despir e vestir fechada na casa-de-banho.
Isto poderia ficar por aqui, não fosse o facto de, num ginásio, termos pessoas de todas as idades. E então, estas visões tornam-se tão mais horripilendas e dantescas quanto mais velhas elas são. Sim, porque estas também gostam de andar a mostrar as peles e aquilo que já foi um dia, um rabo e umas mamas, difíceis de distinguir agora no meio daquelas peles.



terça-feira, 22 de maio de 2007

A doença dos tempos modernos

Hoje em dia, está na moda dizer que se anda stressado e é fácil culpar o stress de todos os problemas da nossa vida. O trabalho é um stress, chegar a casa e ter de fazer o jantar é um stress, o trânsito é um stress, receber aqueles amigos em casa é um stress, ir às compras é um stress. Tudo está mal por causa do stress. Até o stress é um stress. Uma vida stressada deixa-nos pouco tempo para fazer uma série de coisas. O trabalho ocupa-nos 80% do dia, e quando chegamos a casa, a vontade de ocupar os 20% que sobram é muito limitada. Falo por mim. Não tenho vontade de fazer nem uma sandocha, muito menos de passear o Bono ou de manter um diálogo interessante. A única coisa que consigo fazer é sentar-me no sofá, ligar a televisão e fazer zapping pelos 400 canais. Isto durante uma hora, no máximo, porque depois, arrasto-me até à cama. Com um bocadinho de sorte, ainda me lembro de dizer até amanhã. Os dias seguintes são uma repetição dos anteriores, and so on and so on. A chegada do fim-de-semana, à primeira vista animadora, acaba por revelar-se um exercício de ócio, puro ócio, onde a vontade de não fazer nenhum se sobrepõe à vontade de pensar em qualquer coisa de interessante. Resultado: preguicite aguda, um termo que só agora me faz sentido e que sempre associei a uma brincadeira para definir alguém que não gosta de trabalhar e que vive encostado à parede. A verdade é que isto pode, a longo prazo, tornar-se uma doença, esta sim, a doença do século XXI. Marcamos um jantar lá em casa com os amigos ao fim-de-semana porque dá mais jeito e temos mais tempo, mas depois, a preguiça inventa uma desculpa para marcarmos para outro dia. Combinamos ir ao cinema porque não temos de nos levantar cedo no dia seguinte, mas a preguiça tem um programa melhor. Durante a semana não temos tempo, nas horas vagas a preguiça encarrega-se de tomar conta da nossa vontade.
Qual stress... O estilo de vida moderno esconde outras doenças muito mais perigosas... Que não matam, mas moem, e definham...

domingo, 13 de maio de 2007

A minha fé é maior que a tua!

João das Neves bem tentou manter-se acordado, mas o cansaço da viagem foi mais forte. A mulher, Conceição das Neves, lá estava com a sua fé inabalável, de joelhos no chão, a segurar firmemente a vela nas mãos secas (Conceição esquecera-se de levar o creme Nívea, da lata azul, que há anos, décadas, usa para tudo, até para as assaduras...). Rezava convicta de todas aquelas palavras. As crianças estavam entretidas com a PSP (leia-se Playstation Portable). João das Neves pensou na bênção que era ter aquela família. Uma mulher devota, cumpridora das suas obrigações como esposa e mãe, fiel, trabalhadora e... gorda. Afinal, com tanta dedicação aos outros, pouco tempo sobra para cuidar de si. Ele, João das Neves, era assistente no departamento comercial de uma empresa. Ganhava razoavelmente bem, o suficiente para ter um carro mediano, uma casa mediana e um estilo de vida mediana. Não me posso queixar, podia ser pior, pensava. E pensava na bela da secretária do patrão, que de vez em quando, lhe dava um carinho, quando o patrão não estava.
De volta a casa, de espírito lavado, João e Conceição estavam felizes. Entraram no carro, tudo a postos para o regresso. De repente, o caos. O trânsito parado, filas intermináveis, impaciência, comichões.
- É sempre a mesma coisa, todos os anos é isto, pá. Pra qué que insistes nisto, hã?
- Mas queres ver agora, hã? Fazemos isto todos os anos, não me imagino a não vir a Fátima.
- Então passas a vir tu, pá. Aqui o burro é que tem de vir a conduzir e a gramar com estas merdas.
- Não digas asneiras em terreno sagrado e em frente aos miúdos, hã?
- Ó pá, os miúdos dizem bem pior!
- Ó mãe, o Rúben lá do colégio diz que a professora é uma puta!
- Nossa Senhora, Carminho, limpa a boca.
- Ó mãe, tou aflito pra mijar...
- Luisinho, não é mijar, é fazer chichi, filho.
- É mijar sim senhor. Homem que é homem mija, e é de pé, não faz chichi sentado.
- Mas que coisa, João!
- Olha-me este a querer passar à má fila... O que é que tu queres, ó espertinho? Aqui não passas tu, chico esperto!
- João, calma, não te enerves, não é preciso.
- Ai não? Está aqui um gajo horas a andar meio metro e vem um espertinho e passa-me à frente. Era só o que me faltava.
- Mãe, tou mesmo aflito pra mijar.
- Agora não, Luisinho. Aguenta mais um bocadinho...
- Vou fazer nas calças...
- Tu tás mas é maluco, miúdo, sujas-me os estofos e levas uma galheta que nem sabes de onde vens!!
- João, não fales assim pró miúdo.
- Cala-te mulher! Reza, reza para que isto ande rápido e pra que o puto não me suje os bancos, se não quem paga és tu!

sexta-feira, 27 de abril de 2007

L'Enfant Terrible!

Não sei se vos acontece o mesmo, mas nos meus almoços, lanches e jantares de família, o tema principal de conversa acaba sempre por ser o mesmo: a nossa infância. Então quando está a família toda, mãe, filhas, netos, maridos e namorados, cruzam-se episódios e comparam-se as histórias. Estórias, portanto. A mãe é quem, quase sempre, dá o mote. "Aquela", referindo-se à mais velha, era a líder, e esta (referindo-se à do meio) fazia tudo o que ela dizia e andava sempre atrás dela. Depois veio a outra (eu) e faziam dela uma boneca. Acordavam-na, faziam dela a filha quando brincavam às casinhas". A mais velha acrescenta mais alguns pormenores. Claro que passamos a maior parte do tempo a rir, e isto, para os meus sobrinhos, é ouro sobre azul, ouvir falar da mãe e das tias quando eram pequeninas. "A do meio era a mais calminha. Assim que se levantava, abria a porta da cozinha e perguntava: Vó, há xôpa? A Lena já não brincava tanto e então, arrumava os brinquedos todos, nas prateleiras, direitinhos e não deixava a mais nova (eu) mexer. Nem a deixava brincar com elas, dizia que ela era uma pirralha e que não sabia brincar. Bem, dava-lhe (a mim) a 'veneta', ia ao quarto e atirava os brinquedos todos ao chão, pisava-os. Depois a mais velha batia-lhe, ela vinha chorar para o pé de mim e dizia que as mais velhas não a deixavam brincar. Depois começou na fase de arrancar os cabelos quando ficava irritada (continuamos a falar de mim), e um dia ouviu-me, escapou-se-me, a dizer 'puta' e começou nisso. Quando se chateava, arrancava os cabelos e gritava para mim a chamar-me puta." Devia ter uns 3/4 anos. Grande lição para os adultos: nunca dizer asneiras ao pé de crianças na fase do papagaio, em que repetem tudo o que ouvem.
Claro que estas coisas depois têm as suas repercussões anos mais tarde. Eu e a mana mais velha somos como cão e gato, apesar de termos o mesmo feitio. O dela muito, mas muito pior do que o meu. A do meio continua a ser a mais meiguinha, apesar de ter os seus 'vaipes'. Fazia sempre o que lhe pedia, dáva-me tudo, e eu, claro, de vez em quando, tratava-a mal. Agora já não, mas ela continua a ser meiguinha, trata-me como a mana mais nova. E isso, sabe bem.
Eu, opinião geral da audiência familiar, continuo a ser a enfant terrible.


Há coisas que nunca mudam!

terça-feira, 24 de abril de 2007

De volta às botifarras!!!

Assumo, como ainda não o tinha feito, que também eu tenho uma cena com os pés. Seja homem ou mulher, se me aparece à frente com os pés à mostra, é para eles que desvio o olhar imediatamente. Nestes últimos dias de calor, era vê-los por aí à doida, livres e leves sem as botas de Inverno (eu mantive-me fiel às botas, é que, apesar do calor, sou um bocado friorenta nos pés e sandalinha, só mesmo no Verão). Elas, as gajas, também andavam doidas, numa corrida desenfreada às lojas para comprar os últimos modelos, que as do ano passado já cheiram a mofo e se é para mostrar os pezunhos que andaram durante seis meses apertados e fechadinhos, então, que seja com um modelito novo. Douradas, de preferência, que estão aí a bombar.
Bom, o problema surge quando se tem esta mania de olhar para os pés das pessoas, ao ponto de, por vezes, nem conseguir tirar os olhos do chão. E então, vêem-se coisas arrepiantes, agoniantes, e que em alguns casos, até fazem comichão!! Não vou aqui descrever o que são pés bonitos e o que são pés feios, isso fica ao critério de cada, que eu cá, tenho o meu. Mas se é para andar com os pés ao léu, então que se faça um pequenito esforço de cortar as unhas, limpá-las, tirar aquele sebum negro que aparece por baixo das unhas quando não são limpas, pôr um creminho nos pés só para estes não ficarem com aquele aspecto de lixa e, no caso de se ter as unhacas amarelas, grossas e cheias de risquinhas, passar um verniz também não é má ideia. É que ver certas e determinadas coisas logo de manhã, causa uma certa indisposição...

Vá, agora que vem aí a chuvinha, toca a esconder os pezinhos outra vez!!

terça-feira, 17 de abril de 2007

As maravilhosas invenções deste admirável mundo

- Boa tarde. O que vai pedir?
- Quero uma água com gás. Castelo ou Vimeiro, por favor.
- Natural?
- Não, com gás.
- Sim, mas sem sabores.
- Sabores??
- Sim, quer experimentar, por exemplo, a Frize Limão?
- Hmmm... E isso é bom?
- Experimente.
(...)
- Peço desculpa, mas já não temos Frize Limão. Pode ser a Limão-Cola? Ou Morango-Framboesa, ou ainda Pêssego? Ou só Morango...?
- Acho que prefiro mesmo sem sabores...
- Não, mas experimente. De certeza que vai gostar. É como se fosse um sumo mas sem açúcar e mais leve.
- Não me parece... Não quero mesmo. Prefiro a água com gás simples!!
- Pois, mas não temos.
- Não...? E sem gás...?
- Só um momento...
(...)
- Lamento, mas também não temos. Sabe, as novas águas vendem-se muito melhor...
- E por isso acabam com as outras?
- Olhe, recomendo também a Vitalis de Maçã e Chá Branco, que até lhe faz bem ao organismo, é boa para purificar. Já viu?
(Silêncio, inspiração profunda, expiração...)
- Acho que afinal vou querer uma Super-Bock, normal, por favor...
- Não temos... (e treme). Mas temos a nova Super-Bock Pêssego...

Vai ser MUNTA BOUM!!!!!!!!!!!!


segunda-feira, 16 de abril de 2007

Tss, Tss!!

Já o disse uma vez, mas repito, que não se usa cueca / tanga preta com calças brancas. Numa mulher dá um certo ar de desleixo e, acho, de vulgaridade... Agora, num homem, é um bocado estranho, a nossa mente perversa leva-nos a pensar automaticamente que é gay. Afinal, de calça branca e tanga preta só pode. Mas se tivermos em conta que este homem é o nosso professor de Step, então, está tudo explicado.

É gay, na mesma!!

sexta-feira, 13 de abril de 2007

And then...


... it rained

like that first November day.

It washed away all the signs you left untouched upon my body.

And then I died.

And I never became a butterfly.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

A nova oportunidade de Sócrates!

Estão espalhados por toda a cidade de Lisboa e arredores e a nova versão recorre à velha (mas sempre eficaz e rentável) estratégia das figuras públicas. Os outdoors e pubs Novas Oportunidades mostram um Carlos Queiroz de impermeável e luvas na mão e um cortador de relva como instrumento de trabalho. Chamada de atenção: "Este é o Carlos Queiroz que não acabou os estudos". O timing da campanha não podia ser o mais apropriado, ou não estivesse em causa e em debate público a licenciatura de José Sócrates, para mim, um assunto de vital importância para o meu dia-a-dia e que me tem ocupado os serões lá em casa com fervorosos debates. Afinal, ele é ou não é engenheiro? É que isto de termos um Primeiro Ministro sem canudo, quer dizer, não pode ser, não é? Fala-se que Portugal ainda tem uma taxa de analfabetização elevada, que a maioria dos portugueses (e dos funcionários públicos) não tem a escolaridade mínima, quanto muito, a 4.ª classe, ou 1.º ciclo, como lhe chamam agora, e depois, vem a público que o nosso PM é tão engenheiro como o Guterres é bom a fazer contas de cabeça! Mas se todos merecem uma segunda oportunidade, então, vamos dá-la também ao Sócrates. Ele também vai fazer campanha pela iniciativa Novas Oportunidades e vai ser fotografado com um capacete, um tijolo numa mão e uma colher com cimento na outra e atrás dele, vai ver-se o novo empreendimento turístico de Tróia. O slogan: "Este é o José Sócrates que acabou os estudos. O que não acabou, é agora Primeiro-Ministro. Por isso, se queres seguir carreira política e ocupar um cargo de chefia, caga na licenciatura."

terça-feira, 3 de abril de 2007

Ainda dizem mal dos espanhóis!

Lili e Andrea saem tarde do trabalho e preparam-se para apanhar o metro, quando a Lili se lembra que ainda não comprou o passe. A bilheteira já estava fechada e toca a comprar nas máquinas. Ainda estamos a colocar as moedas quando passa um casal de espanhóis, estende-nos dois cartões de 10 viagens e diz:
- Podem ficar com estes cartões que ainda têm 3 viagens cada um. Nós vamo-nos embora amanhã. Fiquem com eles.
- Hã?

sábado, 31 de março de 2007

Homens: rebelem-se!

Revoltem-se! Exerçam o vosso direito! Exijam! Protestem! Reclamem! Esmurrem! Esperneiem!
A capa da FHM com a Sofia Aparício e a sessão fotográfica são uma fraude, meus queridos, por MUNTA BOUM que aquilo vos pareça. A Sofia Aparício, pura e simplesmente, não tem aquele rabo. Aliás, ela não tem rabo. Nem aquelas pernas. Bolas... não quero acreditar que vocês acreditam naquelas imagens! Photoshop... diz-vos alguma coisa?
Atenção: isto não é inveja. Estou apenas a zelar pelos vossos interesses.

quinta-feira, 29 de março de 2007

Uma questão de cheiro - outra vez

O tema não é nenhuma novidade, mas volta vai que alguém se lembra de fazer um debate sobre os chats e os casalinhos que se conhecem através da net. Alguns insistiam no perigo dessas relações, das mentiras que se dizem, da facilidade em conhecermos verdadeiros psicopatas. Outros assumiam que usavam estes canais para trair as mulheres e os maridos, sem considerarem tratar-se de uma traição, no verdadeiro sentido da palavra. Se não havia contacto físico, também não havia traição. Contacto físico, era aqui que eu queria chegar. Na minha modesta opinião, que para mim vale muito, para os outros, valerá o que vale, é-me difícil imaginar a excitação que se pode obter ao flirtar com outras pessoas através da net, sem as conhecer pessoalmente. Podem dizer que são assim e assado, e se parecem não sei com quem, e que fazem isto e aquilo. Mas há detalhes que fazem toda a diferença e que só com o contacto visual é que nos podemos aperceber. A primeira impressão é sempre o exterior, não me venham cá dizer que o que interessa é o interior e cenas. Sejamos honestos. Isso acontece, sim, mas só depois de gostarmos do que vemos. Certo? Há mulheres que atentam nas mãos, no rabo, nos olhos, nos lábios, nas pernas... Para mim, é tudo uma questão de cheiro. E não me refiro ao perfume x e y, que é muito importante, também. Afinal, se o perfume for piroso, não é preciso saber mais nada. Falo do cheiro natural, daquele que sobressai ao gel duche, ao creme, aquele que se sente mesmo sem nos pendurarmos no pescoço. Aquela cena. Isto sim, é o verdadeiro cartão de visita.
Agora, a não ser que inventem e dotem os computadores dessa capacidade olfactiva, então, eu mudo de conversa!

segunda-feira, 26 de março de 2007

Novidades precisam-se!

É impressão minha ou isto está um marasmo só? Faltam notícias interessantes (ou, como diria uma ex-directora minha, excitantes), faltam acontecimentos realmente bombásticos, faltam novidades!
- Salazar foi considerado, por este povo português intelegentíssimo, o Grande Português de toda a História de Portugal
- A bebé raptada em Penafiel voltou para a família verdadeira e daqui a uns tempos vai estar numa CPCJ por falta de condições dessa família
- Aconteceu mais uma tragédia à Elsa Raposo
- Os combustíveis estão (cada vez) mais caros
- A Selecção deu uma goleada à Bélgica
- A RTP fez a grande estreia da 3.ª série de Perdidos, que já circula na net há quilhões
- A RTP anunciou que o Dança Comigo vai voltar
- A Catarina Furtado vai apresentar o Dança Comigo
- O metro do Terreiro do Paço continua sem data definida de abertura
- O caso Apito Dourado conta com novas escutas, das mesmas pessoas e sobre o mesmo
- As taxas de juro do crédito habitação vão voltar a subir
- Vai abrir mais um mega centro comercial não sei onde

E isto já cansa um bocadinho!!!

domingo, 25 de março de 2007

Momento Puro Danone

Há dias que são como uma salada envinagrada... Mas depois vêm aqueles momentos Puro Danone (para quem não sabe, as tampinhas destes iogurtes têm umas frases muito mimosinhas a que ninguém liga mas que às vezes, dão jeito):

"Tens carinhos para a troca?"

quinta-feira, 22 de março de 2007

A sério que não percebo!

De vez em quando, aparece nos jornais e nas revistas ditas do social, uma notícia sobre um famoso a cumprir pena de trabalho comunitário. Regra geral, os motivos são sempre os mesmos: condução com excesso de álcool e substâncias ilícitas no organismo, mau-comportamento em locais públicos causado pelo excesso de álcool e abuso de substâncias ilícitas, cenas de pancadaria causadas pela ingestão de álcool e o uso de substâncias ilícitas. Basicamente, são uns alcoólicos e uns drogados. Como figuras públicas que são, normalmente, cantores, modelos e actoresl, tidos (dizem) como referência para os jovens, vai de castigá-los com trabalho comunitário, que é como quem diz, varrer a rua e despejar os caixotes do lixo, durante uma semana. E para o castigo ser ainda maior, bora lá mandar os fotógrafos e publicar as fotos. Humilhação pública, portanto. A mais recente cara conhecida apanhada no trabalho comunitário foi Naomi Campbell. A legenda da foto era a seguinte: "Naomi compareceu no local com saltos agulha mas calçou botas de luta para varrer as ruas". A minha questão é: que resultados efectivos isto tem? É suposto eles varrerem as ruas e pensarem: "Bolas, é desta que vou deixar. Isto de facto, fez-me repensar o que ando aqui a fazer. Vou mudar de vida! Vou deixar de conduzir embriagada e toda cocaínada. Vou deixar de ir a festas privadas e sair de lá toda queimadinha. Vou deixar de filmar com a ajuda da garrafinha e daquela linha. Vou deixar de desfilar com a ajuda da branca. Vou tentar ter um orgasmo, normal."

A sério, não consigo perceber!

quarta-feira, 21 de março de 2007

Agora sim - Roma: o texto que ninguém vai ler porque é ENORME!

Destino: Roma, 4 dias. Podia terminar já aqui este post e deitar por terra um mito que persiste entre as mentes femininas e algumas masculinas: os italianos são lindos de morrer. Tomem nota: os italianos são feios, porcos, falam alto e vestem-se mal. Pelo menos, os romanos. As italianas, algumas são bonitas, sim, bem arranjadas, mas não são um fenómeno. Além disso, têm o nariz empinado. Primeira impressão: a amostra da espécie masculina italiana no avião não augurava nada de bom.

I
Viajar em trabalho pode ser um grande pesadelo quando se tem de tomar conta de 21 adolescentes. Ou então não... É difícil estar numa posição que exige respeito, criar aquela distância que nos permite ter alguma autoridade. É mesmo difícil. Além disso, não gosto dessa postura. Prefiro entrar na onda deles. E deu resultado. qualquer coisinha "Ó Andrea, agora vamos onde? E amanhã vamos fotografar onde? E onde é que vamos comer?". Alguns insistem em tratar-me por "você". Os 12 anos de diferença falam mais alto!

II
Roma é barulhenta. Vozes em volume exagerado, carros, sirenes dos carabinieri (polícia municipal), indianos que nos impingem miniaturas do Coliseu, Piazza S. Pietro, bustos do Papa. Do novo, que de João Paulo II pouca coisa se vê.
A responsabilidade de estar em trabalho e o cansaço não me deixam ver o muito que há para ver. E descobrir. A sensação de caminhar pelas ruas de Roma é tal e qual isto: depois de "resgatar" um grupinho que tinha ficado para trás, aliciado por um indiano que vendia cintos D&G, chego a uma praça e do lado direito estava a Fontana di Trevi, uma verdadeira nascente. Perfeita, alva, limpa. Uma surpresa, portanto. Aproveito a pausa para entrar numa sapataria e dou uso à carteira. Afinal, estou em Roma, sei lá quando cá volto.
Mais uma caminhada por entre as ruas estreitas até ao Panteão. Mais do que as contrafacções Prada, Gucci e Louis Vuitton, que prometo comprar no último dia, com calma para negociar, desvio o olhar para os posters de cenas de filmes: La Dolce Vita, Ben Hur, James Bond, Bucha e Estica, Um Eléctrico Chamado Desejo. Há um em particular que me chama a atenção e que penso em comprar para lhe oferecer.

III
O bom (ou mau) de Roma é que convida insistentemente para pararmos num café para degustar, sem pressas e sem pensar nas calorias, um gelado ou uma sanduíche deliciosa com tomate e mozzarella.
Dos ex-libris, vi apenas dois com atenção. A missa de domingo do Papa não conta, para quem não é dada a essas coisas. Vê-se ao longe a cabecita branca. Do que diz, não percebo niente.

Na mesma Piazza di S. Pietro, o destaque vai para a Basílica. A energia positiva que concentra assusta-me, não por sentir qualquer proximidade com o que representa, mas pela perfeição imaculada. As cúpulas são minuciosamente pintadas, milimetricamente graciosas. A acústica dos passos... Reparo num grupo de turistas japoneses que faz fila para passar a mão no pé da estátua de um Papa, e benzem-se de seguida. Confesso que não tentei saber o porquê daquele gesto. E continuo sem saber.
Sigo para o Coliseu de táxi. Está um calor primaveril intenso e a caminhada a pé ainda é custosa. No entanto, o meu conselho é que escolham o táxi apenas em caso de extrema necessidade. Se há coisa que os italianos não são é bom condutores. Atravessar nas passadeiras também não é aconselhável!

Chegada ao Coliseu, mais uma fila. Pensei em desistir e aproveitar para passear pela Via Del Corso, comprar uma daquelas Prada que vendem nas ruas, às escondidas da polícia. Má sorte de um que não conseguiu fugir a tempo e foi de braço preso com a mercadoria.
A entrada custa 11 euros. Aqui, a sensação é outra. Dentro das ruínas do Coliseu, sente-se uma carga negativa que se respira logo a partir do primeiro segundo em que nos demoramos a olhar para o que já foi o grande Coliseu romano. A arena está aberta e deixa ver as catacumbas. Muros de pedra, labirintos, jaulas. Não optei pela visita guiada e por isso, a tentativa de reconstruir na minha cabeça cada pedra foi bem difícil.
O cansaço acumulado dos dias anteriores leva-me a apanhar outro táxi. Paragem seguinte: gelataria na Piazza Veneza. Como, regaladamente, uma concha com 3 sabores. O último gelado que como em Roma não é dos melhores, nem tão pouco dos mais baratos.

IV
Na viagem até ao aeroporto Leonardo Da Vinci, é altura dos "Adorámos", "vou ter saudades tuas" e das tradicionais lágrimas de despedida entre os miúdos. Claro, as perguntas: "quando é que as fotos estão prontas? E o book?"
Hora de aterrar. Acho que o sentimento comum a todos os que viajam, a lazer ou em trabalho, é a tranquilidade de chegar a Portugal e ver as luzinhas da cidade de Lisboa. No meu caso, acrescentem-se as saudades da minha querida almofada.

quinta-feira, 15 de março de 2007

Ainda antes de Roma...

A mámi faz 60 anos. Podia dizer que é uma mulher de força, de coragem, que passou dificuldades, que teve grandes desgostos, tantos como teve alegrias. Podia dizer também que é a melhor mãe do mundo, que a amo e admiro, e que quando for grande quero ser como ela. Não. A mámi é um ser humano como todos nós, tem as suas fraquezas, os seus defeitos, o feitio torcido, que eu herdei integralmente. Passou por várias dificuldades como tantas outras mães. Passou por um divórcio, teve as dores de cabeça normais de quando se fica sozinha em casa com três filhas, duas adolescentes e uma petiz, ainda. Passou pela descriminação local de ser divorciada. De ser trocada por outra. Nesta minha ainda curta existência, sei que contribuí para algumas dores de cabeça. Mas sei também que lhe dei muita coisa. Que continuo a dar, da mesma forma que continuo a receber. Andamos muitas vezes às turras, resultado do mesmo mau-feitio. Amo-a. Amo-lhe os olhos verdes, como nunca vi iguais. Amo-lhe o cabelo curto sempre despenteado. Amo-lhe o vestir um número de roupa abaixo do meu. Amo-lhe a beleza de chegar aos 60 sem rugas. Amo-lhe quando me repreende e olha para mim, e sabe que já não vale a pena. Amo-lhe quando se vira para mim e diz que eu já estou pior do que ela...

Parabéns, mámi!

quinta-feira, 8 de março de 2007

Is this it?

Sun... Hot... Smells like spring... But my head thinks forward... Summer!! I put my hair's tale, like I use to do in summer, and imagine I'm walking down the street with my new hawaiian sandals, and my white dress... And I'm listen to the music, this song...

quarta-feira, 7 de março de 2007

A publicidade para homens e mulheres, as revistas que todos lêem e os produtos que todos compram

Compro, ocasionalmente, uma ou outra revista feminina. Sempre gostei e mais tarde, passei a fazê-lo por uma questão profissional. Continuo a comprá-las. Não pelos artigos, sempre os mesmos, cópias das congéneres estrangeiras ou da concorrência, reciclados de edições anteriores, repetitivos na génese. Sei bem do que falo. Compro-as quando a imagem da capa me chama a atenção. E folheio-as devagar porque gosto das imagens dos artigos, da publicidade às malas, sandálias, perfumes, roupa, lojas, as fotos dos desfiles internacionais. É a apologia da velha máxima "uma imagem vale mais que mil palavras". Uma foto bem tirada, uma produção bem feita, tornar alguma coisa apetecível, é o cartão de visita para se ler o que vem a seguir. A mesma coisa com as revistas de viagens. As imagens têm que ser apetecíveis, a promoção do destino é feita pelas fotos, e não por um texto perfeito. É tudo uma questão de imagem. O mesmo se passa com as pessoas. A imagem exterior é, para o bem e para o mal, a primeira impressão que se tem de outra, o que leva muitas mulheres (mais elas do que eles) a "copiarem" uma imagem , que corresponde, na maioria das vezes, a estereótipos. Estereótipos estes que se devem aos padrões de exigência impostos pelo público masculino, também ele fascinado por estas imagens (quase) perfeitas. Que atire a primeira pedra o homem que diga não à perfeição!
Assumo que a vaidade feminina (que atire também a primeira pedra a mulher que não seja vaidosa) seja, ainda assim, a grande responsável pelas imitações. Por tudo isto e por muitas mais razões, é natural que o mundo da moda e da publicidade se dirija, em massa, às mulheres. Porém, pergunto-me: a publicidade da Intimissimi, Triumph, Sloggi ou da La Perla, por exemplo, causa mais impacto na mulher ou no homem?


segunda-feira, 5 de março de 2007

THE weekend!

Tenho que o dizer, com toda a frontalidade!! Que bem que me sabe atravessar a ponte e levar com o sol na cara, olhar para a vista e conduzir descontraída na faixa da direita... Almoçar no "Atira-te ao Rio", às 3 da tarde, sempre descontraída... Passear na praia e sentir a areia fria nos pés, enquanto o sol bate forte na cara... E ter daquelas conversas com o mano!! Sempre o mano...

sexta-feira, 2 de março de 2007

"O" carro e os outros

Dos tempos da Presente!, guardo, entre muitos outros que a seu tempo serão recordados, momentos excepcionais e de grande euforia. Os test-drives!! Belos tempos. Fim-de-semana sim, fim-de-semana sim, aqui a Espalha tinha um carrito novo para experimentar, que é como quem diz, com o depósito atestado e com total liberdade de fazer com ele o que bem me apetecesse. Para quem não aprecia automóveis e apenas os vê como um modo de transporte, às vezes, mais por imposições financeiras do que por outros motivos, que nos levam a comprar o possível e não o desejável, é difícil perceber as sensações que um carro é capaz de despertar, ainda para mais, tratando-se de uma mulher. Mas eu garanto-vos que é possível sentir aquele friozinho na barriga quando passamos ao lado desta carrinha.






Pena que a publicidade seja assim.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Mea culpa!

Assumo.
Admito.
Reconheço.
Declaro.
Com toda a tranquilidade e fair play, que as vitórias do Glorioso que sucedem a um empate ou uma derrota do SCP, têm aquele gostinho especial...

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Chiça!

Há várias coisas que me incomodam, que me fazem confusão e por isso, que me irritam. Falo de pequenas coisas que por vezes até causam dor, daquelas ligeiras mas persistentes, que fazem moínha. Cortar-me numa folha de papel, arde c'umó caraças. Entalar, ainda que seja muito rapidamente, um dedito na porta do armário. Dar uma palmada mal dada no Bono e ficar com a sensação de que bati contra uma parede. Levar um choque, ao fechar a porta do carro ou ao cumprimentar outra pessoa. Ficar com um fio de cabelo preso no fecho do casaco ou ficar com o brinco preso na camisola de malha e não conseguir tirá-lo. Morder a língua. Andar no meio da rua e sentir-me desconfortável e já irritada com as cuecas que decidiram enfiar-se onde não deviam, apetecer-me tirá-las mas não o poder fazer porque parece mal. Sentir uma pedrita nas botas que fica lá todo o dia, tal a preguiça de as descalçar.
Mas de todas estas, nada se compara à sensação de queimar a língua com arroz e de andar uma semana ou mais, com aquele ardor de cada vez que bebemos ou comemos. Esta sensação é tanto pior se a ponta da língua ficar vermelha e não cor-de-rosa, o que significa que nos falta ali um pedaço de carne!

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Happy Valentine's Day!

Não ligo nenhuma ao dia dos Namorados. Já lá vai o tempo dos postais e dos peluches dos 15 anos. Não ofereço prenda neste dia, mas recebo sempre um mimo logo pela manhã, uma flor ou um chocolate. O que me leva a, no final do dia, retribuir o mimo. Não gosto de ir jantar fora neste dia, os restaurantes estão sempre à pinha, tenho de esperar esfomeada na fila de espera e com o restaurante cheio, será tudo menos um jantar romântico. Ainda para mais, com o jogo do Benfica, o convite é mesmo para ficar em casa.
Respeito, no entanto, quem faz deste dia mais uma forma de comemoração a dois, quem o vive intensamente, quem o aproveita para demonstrar ao outro que o ama. Assim como respeito aqueles casais que têm determinadas conversas ao telefone, como se tivessem 16 anos e namorassem há uma semana. "Olá môr!!! Já tinhas saudades minhas?? Eu também...!! (...) Então vá, um beijinho môr. Amo-te muito!" E despedem-se sempre com um Amo-te, mesmo que o telefonema seja para perguntar se ele/ela tirou a roupa do estendar porque estava com ar de que ia chover. Tudo bem, estão in love e continuam apaixonados passados 10 anos. Tudo bem, mas estas conversas irritam um bocadinho!

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Uma questão de cheiro e de tudo o resto

Essa coisa do amor não escolher idades é uma bela verdade, mas é, também, um pau de dois bicos. Pode ser amor verdadeiro, a gaja de vinte e cinco anos pode mesmo amar o velho de cinquenta, sem estar a pensar na recheada conta bancária do velho, com tantos zeros à direita que ela nem sequer se importou em contá-los. Eles, claro, amam-nas sempre, até aparecer outra dois anos mais nova que os fazem sentir-se dez anos ainda mais novos.
Acredito que haja casais nestas circunstâncias, que se amem mesmo, que passeiem de mãos dadas, que façam as suas loucuras.
Mas há casos em que o interesse económico é flagrante. Caso do Barão Von Breisky e da sua mais recente noiva de 30. Igual a uma Elsa Raposo de há 10 anos. Igualmente cocainómana, alcoólica. Olhando para o Barão, que além de gordo e velho com dentes amarelos, tem a mania de olhar em duas direcções (nunca se sabe se ele está a olhar para as mamas dela, um olho para cada uma, ou se a galar o rabo da outra), o homem cheira a MOFO. MOFO! E não é da roupa, meus caros. É mesmo dele, da pele, do cabelo, da respiração, do hálito, de todos os poros. E isto, nem com os melhores perfumes vai lá!

Por estas e por outras

Pausa para café antes do voto. Eram já 12h30 e ainda não tinha bebido o primeiro café, aquele que faz tudo começar a funcionar. Ao meu lado, no balcão, uma senhora conversa com outra. "Então, D. Fernanda, já foi votar?", "Votar? Eu não, eu quero lá saber dessas coisas. Tenho mais com que me chatear. E já devia estar em casa, que o homem estálá à espera do almoço". "Mas olhe que devia, somos mulheres e neste assunto, temos de votar". "E eu lá me importa! Já não tenho idade para isso, nem para os fazer nem para os desmanchar!"
Não consegui fingir que não as ouvia, nem deixar de as olhar fixamente. "Foda-se!"

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Alcoólica no trabalho

Admito que sou uma pessoa dedicada ao trabalho, demasiado, que gosto do que faço, apesar de reclamar (claro, olha quem) e de ter, por vezes, a vontade de mandar tudo para um determinado sítio. É sempre assim, quando quero muito mudar e depois consigo, passado um tempo, dou por mim a querer mais. Estou bem, mas acho que faz parte da natureza humana esta eterna insatisfação.
Continuando...
Sempre trabalhei em locais onde a palavra "horário", principalmente, o de saída, é um pormenor sem importância. Confesso que não me chateia. Habituei-me a trabalhar até tarde, a não deixar para nada para o dia seguinte. E sempre, mas sempre, levei trabalho para casa. Os problemas do trabalho vão comigo, já os de casa, ficam em sede própria.
Nestes últimos meses, a minha vida tem girado à volta disto. Trabalho, trabalho, trabalho... Vou para casa a pensar no trabalho, em casa falo de trabalho, deito-me a pensar no que tenho para fazer no dia seguinte. Até coloco o alarme no telemóvel para não me esquecer de nada. Não me estou a queixar, gosto deste stress. Desgasta, é certo, mas sabe bem. A semana de trabalho tem 6 dias.
Claro que a vida pessoal é a que sai sempre a perder. Num destes dias, garanti que chegaria cedo a casa para jantar (o que acontece uma (?) vez durante a semana), já que nos dias seguintes o serão estava garantido. Mais uma vez, tive que ficar até mais tarde. Como o rapaz se levanta cedo, deita-se mais cedo. Quando cheguei, só o Bono é que estava à minha espera. Na bancada da cozinha, a mesa estava posta, para um... O jantar pronto, que não consegui comer àquela hora. Ao lado, a revista aberta num artigo sobre Workaholism, os sintomas, os problemas que traz, e as soluções. Um recado: "Só para que tenhas conhecimento. Janta com o workaholism e aproveita para dormir com ele. Beijo".

Está dado o recado. Mas sabes, como sempre soubeste, com o que contas. Beijo...

Nota de rodapé

(1) Desde que anunciei a existência deste blogue, alguns amigos confessaram-me que gostariam de ter a coragem de expor pensamentos, sentimentos e outras coisas num sítio público, para outros lerem. Quero dizer-vos que, quando escrevo, não penso nas pessoas que vão ler, mas sim na necessidade de escrever. O blogue, apesar de acessível a qualquer um, é sempre pessoal.

(2) Há postes que escrevo que não correspondem a factos reais enm tão pouco são dedicados a alguém em especial.

E agora, adiante!

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Comentário enviado às 10h30 de hoje para a plataforma "Não Obrigada"

"Tenho, para mim, que a campanha da plataforma "Não Obrigada", excedeu todos os limites do razoável e do aceitável, se é que se pode considerar desta forma qualquer um dos vossos argumentos. São ridículos, desvirtuam o cerne da questão, fazem comparações desprezíveis, procuram fazer com que uma mulher se sinta o pior ser humano do mundo, apelam à beatice. Voto Sim! Há 8 anos, teria votado Sim. Mesmo para quem ainda não decidiu o seu voto, os vossos argumentos não têm essa capacidade de apelar ao voto Não. "Como é possível abortar sabendo que já bate um coração?", "Financiar com dinheiros públicos clínicas da morte"... Mas o que é isto? Fazem-nos de estúpidos insensíveis sem consciência? Eu gostava que cada mulher que defende o Não, que cada mulher que integra o vosso movimento, defendesse cada letra destes argumentos ao saber que estava grávida resultado de uma violação por um desconhecido, do abuso do pai, do padrasto, do irmão, que o feto crescia malformado, sem um braço, sem uma perna. Eu gostava de ver esses homens defensores do Não, apoiar a amante quando esta lhes diz que está grávida, apoiar a amiga da filha que ficou grávida... Os outdoors metem nojo, os vossos debates metem nojo, cada palavra que proferem mete nojo. E a vossa mais recente estratégia é duplamente nojenta. Como se atrevem a escrever nas escadas do metro e na calçada "Cuidado, não me pises, eu só tenho 10 semanas", com um feto pintado no chão? Há que respeitar quem não tem a mesma posição que nós, mas vocês merecem todo o meu desrespeito, toda a minha intolerância, desprezo e nojo. "

sábado, 3 de fevereiro de 2007

Terapia da música

Saí de casa à pressa, ainda com algumas horas de sono em falta para recuperar do dia anterior, que começou às 4h da manhã. Saí sem vontade de nada, muito menos de falar com pessoas, de dar explicações a quem não sabe ouvir. A minha cabeça estava a mil à hora. Não me conseguia (e ainda não consigo) desligar, não conseguia pensar em mais nada. Um pouco antes de chegar às portagens, ligo a Radar, porque só a partir dali consigo apanhar a frequência. O alinhamento parecia ter sido escolhido de propósito só para mim. Antony em dueto com Boy George, Sigur Rós, Arcade Fire, Kings of Convenience, Nouvelle Vague, K'os, Bloc Party, Damien Rice. Ok, acho que já percebi. Tens que ter calma (olha quem), não há mais nada que possas fazer (tem de haver mas não consigo raciocinar a 100%). Tudo se resolverá (mas foi uma bomba do caraças)... Estou com aquela sensação de que isto ainda vai piorar...

(Be cool and listen to the music!)

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Sobre o Babel

Mais do que o argumento, extremamente bem elaborado e com um fio condutor coerente,
Mais do que os planos de imagens, principalmente o do fim,
Mais do que o Gael, que surge não já com aquele cara de miúdo,
Mais do que mostrar, mais uma vez (este é um ponto em que alguns filmes têm insistido e que, confesso, começa a cansar) a estupidez americana de considerar tudo o que é homem de turbante, pele escura, e barba grande, terrorista,
E a falta de amor pelo próximo e compreensão pelos que sofrem, que tantos abrem o peito para dizer que têm e que, na altura devida, vai com os porcos,
Babel mostra um Brad Pitt com rugas, igual aos seus 40 e tais, talvez, não sei, com alguma make-up para esse efeito,




E só isto vale um Óscar!

sábado, 27 de janeiro de 2007

Tu?

Foi numa destas manhãs geladas, com as mãos cobertas pelas luvas que deveriam ter mais pêlo, com a gola do casaco para cima a deixar apenas metade da cara de fora, que o vi, ao fim de quase 6 anos desde a última vez que estivemos com amigos comuns. Quando andamos de metro, temos mais tempo para reparar no que nos rodeia, nas pessoas que entram e saem, que se sentam ao nosso lado. Ainda o comboio não tinha parado na estação e eu já o tinha visto. Casaco castanho de fazenda com a gola para cima, também a tapar-lhe metade da cara. Calças de ganga gastas. Estava mais forte, gordo não. É daqueles homens que duvido que alguma vez ganhe barriga. O cabelo estava igual. Entrou. E das nossas meias caras descobertas, olhámo-nos e reconhecemo-nos imediatamente. Tu? Sim. Depois do sorriso de espanto e de contentamento (mais do que o esperado), seguiu-se a conversa trivial do costume. O que fazes? Estás a morar em Lisboa? Disse-me que se tinha casado (lembro-me de algumas conversas e de ele me dizer que essas coisas de alianças não era com ele) e que tinha a Clara, quase com dois anos. Bem, quem te viu e quem te vê. Depois de uns segundos de silêncio (ao mesmo tempo que olhava e falava com ele, lembrava-me dos anos passados, da escola, das saídas à noite com a malta toda, das amizades daquele tempo), ele despediu-se, ia ter uma reunião com um cliente no Saldanha. Fica bem e até um dia destes. Nada de troca de telefones, nem cafés combinados. Esta história tinha mesmo chegado ao fim, sem que alguma vez tivesse começado.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Warning!

Por motivos de ordem maior, ou seja, por estar ATOLADA de trabalho até não poder mais (nem no meu dia de folga, conseguido a muito custo, eu deixo de receber 324654 chamadas de trabalho) e por ter, de há várias semanas para cá, os meus fins-de-semana compostos apenas pelo (sagrado) Domingo, este blogue vai estar inactivo por algum tempo.
É certo que esta notícia não constitui uma grande falta na blogosfera, tão pouco para os que visitam A Ginjinha, mas para mim, faz uma grande diferença!

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Serviço de urgência

O jogador da bola lá de casa lesionou-se depois de, contou-me entusiasmado, "ter fintado um, dois, três e quando vou a rematar com o direito, coloco mal o pé esquerdo e olha...!" Urgências com ele.
Entramos. A sala é fria e feia, como em todos os hospitais e centros de saúde públicos. Não há cadeiras confortáveis, ecrã plasma, música ambiente, decoração minimalista, ambientadores. Na mini-televisão pendurada na parede passa, mal por causa da antena, uma novela da TVI, que na sala de espera todos seguem atentamente.
Ali, naquela sala, parece que as almas definham lentamente, os corpos vestem-se de roupas escolhidas à pressa, às vezes, de pijama. As crianças têm ranho no nariz. Os cabelos estão oleosos. Desdentados, idosos sem família que chegam de ambulância, o ambiente é pesado.
As crianças que não choram, correm pela sala aos gritos. Ouvem-se os "pschhhh" dos pais.
Os bancos rijos convidam ao desespero. Os ciganos (há-os sempre em qualquer urgência) têm os piores casos, estão sempre mais doentes que os outros. Apenas um sofre de alguma maleita, mas nunca vai sozinho. Vai todo o agregado, dez no mínimo.
A senhora do guichet não faz o menor esforço para olhar nos olhos das pessoas. São tantos os que por ali passam, todos queixosos disto e daquilo. Sempre o mesmo. Fitas, pensará. Não facilita. As informações são arrancadas a ferros, não tem trocos e não há emoção nas rugas dos 50 anos.
Uma rapariga entra de óculos escuros, a choramingar, cabelo para a frente, mão na cara. Ao seu lado, um homem, talvez o namorado, talvez o pai, leva-a pelo braço. Oiço a data de nascimento. 17 de Abril de 1990. Ele masca uma pastilha, com toda a força que a placa dentária permite, e de boca aberta. Não lhe dirige uma palavra, um gesto de carinho ou de atenção. A cabeça calva deixa ver as veias grossas, que sobressaem a cada toque da pastilha. Tem as mãos grossas e as unhas sujas. Ela continua a esconder a cara e a choramingar.
Está pouca gente e por isso, demoramo-nos pouco.
Na farmácia, encontro o mesmo casal. Mais de perto, sinto o álcool que exala dos poros e da boca dele. Ao contrário do que inicialmente pensei, ela não tem nenhuma nódoa negra na cara. Mas não lhe consigo ver bem os olhos. Saem e arrancam numa carrinha Nissan, velha, com os pneus a raspar no alcatrão.
Chega a minha vez. Duas canadianas, que o rapaz está lesionado.

sábado, 20 de janeiro de 2007

Maridos extraterrestres - atenção, não sou feminista mas há coisas que me mexem cá com o sistema nervoso!


Diálogo I

Doméstica n.º 1 - "Bem, o marido da H. tem cá uma paciência. É ele que vai buscar a filha à escola e depois ainda vem buscar a mulher ao trabalho. E é ele que cozinha e arruma a casa."
Doméstica n.º 2 - "A sério? Bem isso deve ser a toque de caixa lá em casa."

Doméstica n.º1 - "Já vistes? Da outra vez, a minha filha foi a casa dela e o gajo é que tava de paninho ao ombro e com o aspirador, enquanto ela tava sentadinha no sofá!"

Mulher com marido ET: "O que é que isso tem de extraordinário?"

Doméstica n.º 2 - "Olha, eu cá gostava de saber onde é que ela desencantou o marido dela. O meu não faz nenhum, bem, se o pusesse a aspirar ainda levava uma galheta."

Doméstica n.º 1: "Que horror! Vejam bem, eu tinha vergonha que as minhas amigas vissem o meu assim!"

Mulher com marido ET: "Isso hoje em dia já nem se usa. Quantas vezes eu não chego a casa e tenho o jantar pronto? E é ele que põe a roupa na máquina e estende, aspira, limpa o pó...

Domésticas: "?????????"

Mulher com marido ET: "Não me digam que o vosso marido é daqueles que só fode com a mulher para ter filhos?"

Domésticas:"..."


segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

A queda de um mito!

Quando digo que trabalho numa agência de modelos, a primeira reacção é: “Bem, só deves ver gajos bons”, dizem elas. Eles, dizem o mesmo mas vão mais além. “Vê lá se apresentas uma manequim aqui ao teu amigo.”
Meus caros, lamento desiludir-vos (eu própria fiquei desolada ao aperceber-me desta triste realidade) mas aqui, eu não vejo gajos bons nem gajas boas. Não estou propriamente numa L’Agence... Quando os há, são muito novinhos e cheios de manias, e para miúda já basto eu. Elas, são adolescentes inconscientes com a mania que vão ser as futuras Victoria Beckham.
Então e os formadores? Dois são gays, um é um quarentão plastificado e a outra é uma gaja, ainda que alguns a confundam com um homem.
Por isso, amigos e amigas, desenganem-se se pensam que neste mundo só se passeiam homens e mulheres TDB (tudo de bom).
É uma vida muito dura, esta!

domingo, 14 de janeiro de 2007

Caso perdido

Há quem insista em beber café no mesmo sítio, mesmo que todos os dias venha queimado,
Há quem deteste a Floribella e os Morangos com Açúcar, mas que todos os dias tem de gramar com estes,
Há quem ouça sempre a mesma rádio, mesmo que a música seja uma merda e os locutores tenham uma voz insuportável,
Há quem faça um sacrifício brutal para não comer uma fatia de bolo brigadeiro depois do almoço, só porque as amigas estão de dieta e ficam a olhar de lado para nós e a pensar "que gorda!",
Eu,
Insisto em comer nepalês e indiano, sempre com mil e um cuidados, mesmo sabendo que, no dia seguinte, vou estar mal-disposta,
E insisto em ficar de ressaca mesmo só tendo bebido dois copos de vinho branco. Desconfio até que só de inalar o álcool do copo dos outros, fico de ressaca depois.
Presa por ter cão, presa por não ter...
A vida, às vezes, é muito difícil...

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Mas... há dúvidas?

Estudo que relaciona os acidentes rodoviários com os signos do Zodíaco:

"Leão: generosos na estrada; egocêntricos; bons condutores".

Os restantes, chumbaram na avaliação. Contra este facto, não há argumentos!!!!

sábado, 6 de janeiro de 2007

Ai se eles te apanham!

No final da novela Páginas da Vida, que passa agora na SIC (o problema de comprar uma box pirata é que, quando ninguém nos arranja os códigos, ela não serve para nada, e por isso, temos de levar com os 4 canais), surgem mulheres brasileiras a falar. Sobre o quê, ainda não percebi, acho que são cenas da vida, ou seja, tudo. Num desses depoimentos, oiço esta brilhante história contada por uma senhora de 65 anos. Acho até que fiquei de boca aberta...

"Eu não sabia o que era gozar, desde que me casei. Ele vinha, fazia, e pronto, quando terminava, cada um seguia o seu caminho. Sempre pensei que fosse assim. Até que um dia, comprei o disco do Roberto Carlos, levei para o meu quarto, me deitei e adormeci ouvindo a voz dele. Quando acordei, disse "Meu Deus", estava com a calcinha toda molhada, uma coisa estranha. Comentei com a minha amiga e ela me disse "Creuza (não me lembro do nome correcto, mas acho que Creuza é um bom nome), ocê gozou". Foi a primeira vez, eu não sabia como era. Desde aí, minha filha, eu não preciso de homem não, eu me viro sozinha".






E pronto! Se eles, os maridos e companheiros, sabem que a culpa é do Roberto Carlos, o Rei está feito ao bife. Pessoalmente, só conheço uma fã do cantor e sempre pensei que fosse por causa do cabelo. Agora percebi o porquê!

A minha agenda

Concertos
Xutos&Pontapés, 12 Janeiro, Casino de Lisboa (pronto, tenho a panca dos gajos, uma cena de infância)
Maximilian Hecker, 17 Fevereiro, Teatro Circo - Braga (gostava muito, mas... Braga...)
Yann Tiersen, 7 Março, Aula Magna (este não vou perder)
!!!, 5 Abril, Coliseu de Lisboa
Scissor Sisters, 27 Abril, Coliseu de Lisboa (reviver a saturday night fever)
Bloc Party, 18 Maio, Coliseu de Lisboa (tenho curiosidade em vê-los ao vivo)
Beyoncé, 24 Maio, Pavilhão Atlântico (sim, eu gosto da gaja)

Lançamentos
A Week End in the City, Bloc Party
The Neon Bible, Arcade Fire (para mim, um dos mais aguardados e com a participação de Owen Pallett)
Sound of Silver, LCD Soundsystem
Weather Underground, Massive Attack
Heartland, Final Fantasy (eu diria Dreamland)

Cinema
Homem-Aranha 3
The Good German (my dear George Clooney)
Rocky Balboa (o boxer sexagenário)
Dreamgirls (prefiro a Beyoncé como cantora)
Shrek 3 (and the story continues, please, watch the trailer)
Inland Empire
Scoop (Woody Allen encontrou uma nova diva)
Ocean's Thirteen (para lavar as vistas... o argumento também costuma ser bom)
Piratas das Caraíbas III: At World's End
Harry Potter e a Ordem de Fénix (acho que só falta mais um para o puto morrer)
Live Free or Die Hard (not again, eu pensava que ele já tinha morrido!)

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Obrigada!

Sim, eu estive lá a dar uma palestra sobre e-fashion às betas e betos, tios e tias de Campo de Ourique (Catuxa, não estás incluída nestas categorias). Mas a minha timidez levou-me a esconder isto dos meus amigos.

Ainda assim, alguém mais atento descobriu!!!!


O cúmulo da hipocrisia

Não sei se comente... esta merda. Uma chamada de atenção para estas frases:
1. "Gostava que o processo tivesse sido conduzido de uma maneira mais digna"
2. "Pessoalmente, penso que Saddam Hussein teve direito a um julgamento que ele recusou conceder a milhares de pessoas que ele matou"

Deixa-me ver... Quantas é que tu já mataste (melhor dizendo, mandaste matar) sem sequer lhes veres a cara?

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Quando for grande...

... quero ter a mesma determinação e força de vontade do "velho" Santos, que de velho, não tem nada. Talvez uma ou outra coisa que o tornam, por vezes, um bocadinho chato, principalmente quando a filha mais nova tem tão pouca paciência...
Dada a oportunidade que teve para se reformar (mais cedo, é certo), pensou uma vez e meia antes de aceitar. Ou continuava no activo, sujeitando-se a uma mudança de cargo e a levar com um chefe puto armado em bom (a isto chama-se refrescar as empresas, trazer sangue novo, tão novo quanto inexperiente e imberbe), acrescido de uma maior carga de nervos, ou aceitava a proposta da reforma, perdendo uns quantos euros, mas com a mais-valia de tudo o resto: tempo, sossego, paz, ânimo,... E o empurrão que faltava para se dedicar ao que gosta. "Filha, vou voltar à escola". Durante um ano, frequentou um curso de quiromassagem num dos melhores institutos do país. Leu calhamaços que me fizeram recordar os tempos da faculdade. "Ah pois é! Para veres o que eu sofri". Sempre que falavamos, levava com um resumo das aulas e dos estudos. Agora, era ele que o fazia. Recebeu o diploma e as habilitações para exercer a actividade. Festejei. Era, pois, o tempo de experimentar. Nas vésperas de fim de ano, fui ao seu gabinete, feito em casa, uma coisa simples. Uma marquesa à altura, o primeiro investimento. Falta ainda pintar a parede (lilás, por minha iniciativa), e colocar três quadros com caracteres chineses. As molduras, essas, diz que não as tira, fazem parte da inspiração que precisa. Reconheço-me em duas, uma com 18 anitos, outra, mais recente, a preto e branco, tirada num momento muito feliz, que fiz questão de lhe oferecer. Velas, som relaxante... Subo para a marquesa. Durante meia-hora, recebo uma massagem tão boa, que acredito ter-me aliviado muito mais que os músculos (um dia depois, estraguei tudo com um movimento brusco e lá se foi a bela da massagem). Corrijo um e outro pormenor, que sei que com a prática vão ao lugar, e saio feliz, não por mim, mas por ele, que tão bem conseguiu realizar um projecto de vida. "Nunca é tarde." Pois não, pai, pois não...

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

Como ficar com os nervos em franja com uma aula de yoga


Agora que se aproxima o novo ano, facto que, para mim, é irrelevante em determinados aspectos (não espero que 2007 seja melhor que 2006, não espero que me aconteça algo fantástico - até porque a Maya já previu que o meu signo vai ser o pior em 2007 - , enfim, não faço promessas nem pedidos de ano novo. O que está quase a terminar foi muito bom, muito bom mesmo, a vários níveis, por isso, não espero que se repita em 2007, até porque tudo o que é bom, acaba um dia e só acontece uma vez), decidi procurar uma actividade para me entreter. Janeiro é sempre um bom mês para começar alguma coisa nova. Pensei no yoga, por dois motivos: tenho um centro muito perto do meu trabalho e queria alguma coisa para relaxar ao final do dia. Dirijo-me ao local e peço informações, com ênfase para o facto de NUNCA ter praticado nada do género. Dizem-me que posso assistir a uma aula e até fazer uma, se quiser. Prefiro assistir, apenas, não me apetece fazer figura de ursa a tentar fazer tocar o dedo do pé na costela n.º 15. A aula decorreu a um ritmo tipo slow motion, o que, ao contrário do que eu pensava, não me acalmou. Começou a mexer-me nos nervos aquela lentidão. A música não me fez relaxar minimamente e aquelas posições são tudo menos fáceis de fazer, nem com 3 anos de prática. Digamos que se assemelham às posições do Kama Sutra, tirando meia-dúzia delas, são impraticáveis até para os artistas do Circo de Soleil. Ao fim de 30 minutos de aula, eu já estava com aquela cara de enfado misturada com uma expressão altamente nervosa e achei por bem retirar-me. Chiça, que nervos!

Moral da história: nada como uma boa aula de body combat para relaxar! Ginásio, aqui vou eu!

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

Top 5

Participei na votação da Radar para eleger os melhores discos e concertos de 2006. Não foi fácil, tenho dificuldade em escalonar as minhas preferências. Ainda assim, esta foi a minha votação, com referências ainda a "Tv On The Radio - Return to the Cookie Mountain", "Tom Yorke - The Eraser" e "Scissor Sisters - Ta-Dah":

1.º Nouvelle Vague - Band à part

2.º Maximilien Hecker - I'll be a Virgin (...)

3.º Final Fantasy - He Poos Clouds

4.º Damien Rice - q

5.º Beck - The Information

Quanto ao melhor concerto, escolhi dois: Franz Ferdinand e The Strokes. Não assisti, com MUITA, MUITA pena, a muitos outros.
O resultado está aqui e, como é óbvio, não agrada a toda a gente. Não concordo com os 3 primeiros lugares, mas compreendo o resultado, tal o sucesso que estas bandas tiveram em 2006. Os álbuns são bons, porém, longe de serem os melhores do ano. Não quero com isto dizer que a minha votação seja a correcta, mas, além de escolher os álbuns com algum significado para mim, procurei escolher os que me surpreenderam e que, acho, trouxeram alguma coisa de novo. Daí dizer que aquele top 3 não é representativo do que de melhor se fez em 2006.
Uma especial nota para a prenda que a Radar deixou no blog...

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Conversa à Gato Fedorento

Amoreiras, hora de almoço, voltinha do costume para ver mais um presente. Uma das meninas do Citibank aborda-me.

"Boa tarde! Já conhece todas as vantagens do cartão Citibank? É gratuito para toda a vida."
"Obrigada..." e continuo a caminhar. Ela bloqueia-me a passagem.
"São só dois minutos. peço-lhe que colabore comigo, por favor." Imbuída pelo espírito natalício ou talvez intimidada por aquele ar ameaçador da meia leca, concordei.
Mal chego ao balcão, ela estende um formulário pronto a ser preenchido.
"Desculpa, mas eu não quero o cartão."
"Mas é gratuito, não paga anuidade para o resto dos seus dias e pode usá-lo em qualquer parte do mundo."
"Eu já tenho um cartão de crédito, que raramente uso, por isso não me interessa."
"Mas este é gratuito".
"O meu também. Já agora, se este cartão não custa nada, quais são as vantagens para o Citibank?"
"Além de ser a maior instituição bancária em todo o mundo, ganhamos porque as pessoas fazem compras a crédito."
"Pois, mas eu não quero. Uso muito pouco o cartão de crédito. Seria apenas mais um para ter e encher a carteira."
"A senhora não está a colaborar comigo."
"Porquê, ganha à comissão?"
"Sim."
"Mas eu não tenho nada a ver com isso."
"Mas repare, não vai ter qualquer despesa com o cartão e quando o quiser usar, usa-o. Repare, é gratuito."
"Pois então se é gratuito, não quero. Eu quero é pagar o cartão. Como são todos de borla, não quero nenhum."

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Isto bem que pode ser uma amostra do que é o e-fashion!

Sendo o Amoreiras Center um local sobejamente procurado por muitas figuras públicas, não públicas, pseudo-públicas, enfim, actores, músicos, modelos, jornalistas, ex-Primeira Dama, é, por isso, fácil cruzarmo-nos com um destes à hora de almoço, ou ficarmos ao lado deles enquanto esperamos que o sinal para os peões fique verde. E tratando-se de figuras públicas, muitas optam por andar disfarçadas, qual Hollywood e estrelas mundiais perseguidas até à morte pelos paparazzi, esses filhas da mãe! Bom, há disfarces e disfarces. Alguns, como o que vi hoje, não só não disfarçam nada como chamam ainda mais a atenção para a pessoa em questão. Ao meu lado, enquanto esperava para atravessar a estrada, uma modelo não muito conhecida do público em geral, mas ainda assim, conhecida. Óculos escuros à Sophia Lauren, isto é, exageradamente grandes, gigantes mesmo, para aquela cara magra. Maquilhagem zero, claro, e por isso, com cara de morta. Uma camisola de malha às riscas XXL. Umas calças clássicas cinzentas, tipo de fato, mas sem bainha feita e muito, muito, muito largas. Para terminar, uns All Star pretos. Mas o que é que passa pela cabeça destas gajas para andarem assim vestidas? Ninguém lhes pede (ainda que muitos gostassem) que andem de mini-saia e decotes enormes a passear os 44 quilos bem divididos por 1,79, mas também não precisam de parecer umas palhaças. Das duas uma: ou a mulher quer mudar de área e está à espera de ser contratada para a Companhia Chapitô, ou então quer manter-se como modelo e, como andam a fazer a folha às que têm o IMC inferior a 18, faz-se passar por mais cheinha.

Ice, ice baby!

Prefiro mil vezes o frio à chuva, mas... Chiça, que até fiquei com a cara dormente e uma estalactite na ponta no nariz!

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Discurso de agradecimento

Uma vez que fui distinguida como Personalidade do ano 2006, aqui segue o meu discurso, bastante emocionado, por sinal:

"Quero agradecer a mim, por usar a internet móvel e pagá-la do meu bolso a uma operadora que, até agora, não me vendeu gato por lebre e nem o facto de morar para lá dos moinhos de vento, impede que tenha uma boa velocidade de navegação, e aos meus amigos, que me enviam emails com vídeos do youtube, que têm blogues nos quais eu posso tecer comentários. A mim e a eles, o meu muito obrigada. Vamos todos continuar a trabalhar no sentido de aumentar o tráfego internáutico."

De uma vez por todas!

O assunto é delicado e evito pronunciar-me em demasia. Mas vou aqui deixar bem explícita a minha opinião sobre a questão.
Quando leio os gigantescos outdoors da campanha não obrigada, dá-me vontade de dizer àquelas putas (e alguns cabrões de merda) se elas pensariam no coração a bater depois de serem violadas, se pensariam assim depois de verem esses mesmos corações a bater a dar as últimas batidas num hospital, tanta a porrada que levaram. E se preferem ver os corações a bater abandonados nos caixotes do lixo, nas matas ou à beira da estrada.
De uma vez por todas! Ninguém defende o aborto porque se gosta. Trata-se de despenalizar o que nunca deveria ter sido criminalizado, o direito à escolha. E não me venham com merdas de comparar o aborto a uma método contraceptivo. Tenham três dedos de testa e pensem, por favor!

sábado, 16 de dezembro de 2006

Produtos em vias de extinção

De há uns anos a esta parte, com a proliferação de super e hipermercados a cada esquina, o hábito de fazermos compras na mercearia do bairro perdeu-se. Fazia-o muitas vezes, quando era miúda e a pedido da minha mãe, com a intenção de me incutir alguma responsabilidade de eu própria fazer as compras lá para casa, e conferir o troco "Que o Sr. António gosta de aldrabar". Hoje, por estar temporariamente sem carro, tive de ir a uma das mercearias (sim, aqui na terra para lá dos moinhos de vento há muitos destes estabelecimentos comerciais) da minha zona residencial. Ao contrário do que tinha imaginado, à minha espera não estava um casal de velhotes que vendem os produtos que eles próprios cultivam, mas sim um casal jovem, na casa dos 30 e poucos, ela mais nova que ele. Peguei em meia dúzia de coisas, ao mesmo tempo que observava cada prateleira. Confesso que demoro muito mais tempo quando vou à mercearia, porque não sei de cor onde estão arrumados os produtos. Não contive o sorriso enquanto descobria, no meio de uma série de produtos ultra-inovadores, aqueles que eu pensava já terem desaparecido de circulação (alguns, pelo menos, se ainda existem, passam-me ao lado no supermercado). Entre eles:
- Detergente REX para lavar a roupa à mão, numa embalagem de cartão em tamanho pequeno com a cara de uma senhora de sorriso rasgado na parte da frente
- Creme Linda, um produto de beleza em forma de pomada que faz milagres à pele das senhoras
- Lápis regenerador, que se coloca nas feridas e estanca o sangue
- Atum Bom Petisco com aquela coisa (não me lembro do nome) que servia para enrolar a tampa da lata
- Molas de madeira, que eu tenho porque a minha mãe as trouxe
- Leite fresco da UCAL que tem de ser fervido e só dura um dia, naqueles pacotes moles
- Desentupidor de sanitas
- Lamparinas a gasolina para quando falta a luz

Atenção: todos os produtos alimentares estavam dentro da validade!

Afinal, o Natal também chega às prisões!

Chegado que está aquele que é o período mais consumista do ano, mais ainda que a época dos saldos, começam aqueles programas que mais não são que cópias do Natal nos Hospitais. Desde o Natal nas Prisões, ao Natal na Aldeia, o Natal dos Animais, o Natal dos Benfiquistas, o Natal da TVI, ... Há para todos os gostos. Destaco um dos momentos altos do Natal em Custóias, que me chamou a atenção pela barulheira que ouvi vinda da televisão, quando passei no corredor. Em palco, a Ana Malhoa. Na plateia, centenas de galifões, meses, anos, presos dentros de muros, sem cheirar um fio de cabelo de gaja, sem ver um cabelo comprido (à excepção do Juninho, que ajuda os colegas a apanhar os sabonetes que caem durante o banho). Dos elogios rasgados aos dotes musicais da rapariga, ouvi uns expressivos grunhidos. "Ehhhhhh!" "Wuwuuuuuuuu!""Boaaaaaaaa!". Para meu espanto, a rapariga que estava em palco em nada se assemelhava àquela que tinha sido capa da FHM. Camisola de gola alta e jeans não muito justos, para desilusão dos rapazes.
Bolas, ó Ana, dava para fazeres um agradinho aos rapazes? É Natal, pá!


NOTA: Já uma outra cantora que eu já não me lembro do nome, foi à prisão do Linhó, em trajes apropriados, isto é, com os pneus e as mamas bem à vista, e distribuiu beijinhos pelo público. No final disse: "Eles portaram-se muito bem. Não me apalparam nem nada!" - in Correio da Manhã.
NOTA II: Encontrei outras fotos da Malhoa, mais explícitas, mas não fui capaz de as usar!

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Futebol à grande e à portuguesa

O assunto do momento é, sem dúvida, o livro de Carolina Salgado, a terceira ex-Pinto da Costa, que não perdeu tempo e, depois de andar com a boca em muitos sítios, decidiu fazer o que se diz "pôr a boca no trombone". Melhor altura para o fazer não havia. O Apito Dourado está em águas de bacalhau. José Veiga está indiciado na transferência do João Pinto para o Sporting. Luís Filipe Vieira metido em mais uma embrulhada por causa do Mantorras. O presidente do Académica também anda com a corda ao pescoço. Nada de novo ou de excitante, como diria alguém que eu conheço. Até que uma "ex-menina de alterne que afinal não era e apenas trabalhava num bar e era até muito tímida e que apenas queria descobrir o amor", decidiu fazer dinheiro fácil, mais fácil do que dar o golpe do baú - lançar um livro, onde se pode ficar a saber que a primeira coisa que Carolina disse a Pinto da Costa foi "Vamos jantar ao Rabo de Boi, um restaurante que fica no Cú da Vaca". Não sei se as duas idas do presidente do FCP ao hospital por causa do Viagra (história contada por duas grandes conhecedoras do futebol português, contada à mesa de um restaurante típico na Madragoa, acompanhada por várias garrafas de Monte Velho) também estão documentadas nestas páginas, mas se não, então, é uma grande falha. Tenho que lhe tirar o chapéu. Foi uma brilhante estratégia de marketing. E ainda por cima, conseguiu passar de puta a coitadinha, enganada por um dos maiores, ou mesmo o maior, mafioso de Portugal. Mais. Ela conseguiu tornar-se a chave-mestra do processo Apito Dourado, que corria o sério risco de prescrever, como tantos outros. A esta altura está o Santana Lopes a roer as unhas de inveja, ele que tinha a certeza de ter conseguido a galinha dos ovos de ouro com o seu livro polémico. Ora aqui fica uma grande lição para quem queira lança um livro de futuro. Ou tem pormenores sexuais sobre a vida de alguém ou então não vende. Se Santana tivesse escrito sobre as suas aventuras pela night lisboeta ou até, pormenores sórdidos sobre a sua vida sexual com a tia Cinha, então a conversa era outra.

Já agora, morreu Augusto Pinochet. Li num quadradinho de um jornal. E acho que deu também nos últimos 30 segundos do jornal da noite. Mas acho que isso agora não interessa nada.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

Ode aos amigos

Diz-se que uma das coisas que se ganha com a idade é a paciência. À medida que os anos avançam, passamos a ter uma outra maneira de encarar a vida e os problemas. Analisamos de uma forma mais ponderada, sem o excesso de velocidade da juventude e sem o viver como se não houvesse amanhã. Chamam-lhe a isto crescer, ganhar juízo. Crescer, não envelhecer. Pois a mim, acontece-me exactamente o contrário. Por cada ano a mais, menos paciência tenho. Não quero perder tempo (aliás, não tenho tempo para desperdiçar). Isto sim, ganhei com os anos, a dar mais valor ao meu tempo. Não me apetece dar-me com pessoas só porque tem de ser, porque fica bem, porque a sociedade nos impõe as relações de conveniência. Não quero perder tempo com aqueles que se dizem meus amigos. Não me incomoda ser passada para trás, se o que passou à frente não tinha o grande A. Os meus verdadeiros amigos, esses, sabem o que quer dizer "corrimão", recordam como se fosse hoje o "não consigo parar de rir", e sorriem quando os cumprimento com um genuíno e sincero"0wá". São os que querem saber se estamos bem, e não ligam apenas quando sabem que estamos mal. São os que telefonam a meio do dia, levam com o meu mau humor e continuam a telefonar nos dias seguintes. Para eles, dou-lhes toda a minha paciência, porque sei que a recebo igual ou mesmo em dobro. A eles, dedico-lhes todo o meu tempo, porque nunca será um desperdício. A eles...

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Publicidade enganosa

Enquanto consumidora de uma série de produtos e serviços cuja publicidade passa insistentemente na televisão, sinto-me defraudada, desfalcada, enganada, vigarizada. A OK Teleseguros tem um produto destinado exclusivamente às mulheres. Assim, em vez do "OK Teleseguro, boa tarde, fala a Marta", aparece um rapaz bem composto e voz sensual que diz "OK Teleseguro, boa tarde, fala o Miguel". E a publicidade prossegue com uma série de homens ao dispôr de todas as alíneas do contrato: Assistência em Viagem, Carro de Substituição, and so on and so on. Mais, se aderirmos já, recebemos uma oferta especial. Ligo. A primeira decepção acontece no segundo seguinte de ouvir um rapaz que mal consegue dizer uma frase seguida sem gaguejar quanto mais fazer uma voz sensual, o que me leva a imaginar a figura do outro lado - puto imberbe, cheio de acne e dentes podres. Sucessivas decepções, entre as quais, o valor do seguro, muito mais elevado. Então e a oferta especial? Pode escolher entre uma lavagem automática ou desconto na revisão do carro. Hã?

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

PDI

Estou naquela fase a que chamam "a tenra idade", seguida de um "bah, aproveita agora que ainda não chegaste aos 30. Depois é que são elas". Não me importo nem um bocadinho. Posso dizer que já experienciei muitas e diversas coisas e faltam-me ainda outras tantas. Tenho, por isso, alguma bagagem que me habilita a responder às célebres e inquietantes perguntas das crianças, que invariavelmente começam e acabam com um valente "Porquêeee?". Os meus queridos sobrinhos - gémeos, 10 anos - nunca foram muito apegados a mim, sempre fui a tia má. Não que os tratasse mal, mas em comparação com a outra tia, bem ao estilo daquelas tias dos filmes que estão sempre a dar guloseimas, roupa e brinquedos, compreende-se porquê. Nunca os infantilizei, e ainda hoje, quando vêm ter comigo e falam com aquela vozinha aguda eu digo logo, "atão pá, isso é voz d'homem?". Apesar de não os encher de brinquedos que, ao fim de meia-hora, já estão arrumados definitivamente (se não mesmo estragados), fui sempre a tia dos porquês. Numa das muitas reuniões familiares em casa da mãe, com as três irmãs, respectivos e os putos da mais velha, onde se fala sempre da mesma coisa e onde se discute o mau-feitio das filhas, vejo os gémeos entretidos com uma revista - a ANA, que na altura trazia uns fascículos sobre o corpo humano - com aquelas caras de conspiração, a falarem baixinho. E vão, sorrateiramente, para a cozinha, com a revista escondida. Fui atrás deles, bem devagarinho. Entro e pergunto. "O que é que vocês estão a ver?". "Nada, tia", respondem vermelhos que nem um tomate. Pego na revista, aberta nas páginas que falam sobre os órgãos reprodutores e digo-lhes, do alto dos meus 20 e poucos anos, "Se querem aprender alguma coisa de jeito sobre relações sexuais e como é que se fazem os bebés, então comprem a Playboy". Eles ficam a olhar para mim, fazem uma cara de espanto e respondem com aquela entoação. "Não é para isso, tia. Essa parte do pénis que entra na vagina e que depois deita um líquido produzido nos testículos, nós já sabemos. Estavamos só a ver os desenhos."

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

O anti-glamour

Acho inacreditável ninguém se ter apercebido do estado em que se encontrava a rapariga. Pois, deve ser difícil, num meio onde se disputam gramas e prevalece a lei do menor peso.

terça-feira, 14 de novembro de 2006

O meu é mais bonito que o teu!

A imprensa cor-de-rosa anda mesmo a pedi-las. Numa dessas publicações maravilhosas, surge, a páginas tantas, uma notícia de vital importância para o desenvolvimento de todos os EUs da sociedade (esta é para ti, nenuco!) . Título: "Marco Paulo e Cinha casam cães", com afirmações exclusivas do "padrinho" da dita cadela, que diz: "foi amor à primeira vista". Quero aqui deixar uma palavra de consideração ao timing do fotógrafo, que conseguiu captar a cadela no preciso momento em que esta fazia aquilo que se diz em vocabulário corrente, "arrear o calhau", enquanto a "tia" fazia exactamente o mesmo, mas a falar ao telemóvel. A isto se chama cão (cadela, neste caso) bem ensinado (pergunto qual delas terá aprendido com qual?).
Bom, mas o cerne da questão é que o artigo é uma clara manifestação das atitudes racistas da imprensa pink portuguesa. Por que razão a cadela da Cinha Jardim é digna de uma página nestas revistas e o meu Bono, que até tem um nome famoso e sabe cantar as músicas todas dos U2, não? Hã? É porque a Juanita é branca e o meu Bono é preto?

Uma vida descartável

Namorada para namorado: "Vamos comprar casa?"
Namorado: "Casa? Só se for sem compromisso!"

A ideia é simples, porém, não é nova (o ramo automóvel foi o primeiro). Por 250 euros mensais, podemos viver durante dois anos numa casa à experiência. Se no fim daquele tempo quisermos adquirir a casa, passamos a pagar o triplo ou o quádruplo do valor, mas isso não interessa nada. Se não quisermos ficar com a casa, passamos para outra e experimentamos por mais dois anos. Fácil, descomprometido, ideal para quem não quer assumir grandes responsabilidades.
Não tarda, este conceito vai abranger outras áreas. Depois de um ano, a gaja vira-se para o gajo (atenção: isto não é uma atitude feminista, apetece-me apenas colocar as coisas ao contrário) e diz-lhe: olha, já passou um ano e isto já não é o que era. A cena morreu, 'tás a ver? E parte para outra, até se fartar novamente.
Vamos às compras. Olhe, vou levar estes 39 sacos Louis Vuitton cheios de roupa Prada, Emporio Armani, D&G e sapatos Manolo Blahnik, vou usar durante uns mesinhos e depois devolvo, 'tá bem? Que krida que você é!
E tudo o que possamos pensar! As possibilidades são imensas! Acho que vou pedir um micro-crédito e abrir um renting desacartável de qualquer coisa!

As sociedade ditas avançadas

Peço desculpa a todos pelas imagens chocantes, mas não me apeteceu deixar passar isto.

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

Sondagem

Qual destas afirmações é a mais cretina, absurda e digna de levar uma cabeçada?

Afirmação 1: Um filho é a concretização do amor de um casal.
Afirmação 2: O conceito de casal só faz sentido se for para procriar.
Afirmação 3: Ninguém conhece a verdadeira felicidade até ter um filho.
Afirmação 4: A chegada de um filho é a realização de duas pessoas enquanto casal.
Afirmação 5: Faz parte da natureza da mulher querer ter filhos, procriar, dar à luz.
Afirmação 6: Se podes ter um filho, para quê adoptar?

sábado, 11 de novembro de 2006

Quero ser modelo e ganhar milhões!


"Olá a todos, kridos membros da Top Model&E-Fashion Agency! Xamo-me Cristina mas os meus amigos tratam-me por Kris, com K, pq é mais fixe quando for famosa, tipo nome artistico. Desde pekena q os meus pais e toda a gente me dizem keu tenho jeito pa moda, sou vaidosa e nunca saio de casa sem me olhar 23727 vezes ao espelho. Tenho 1,40 de altura e peso 75,2 kilos e tenho 36 anos. O cabelo é loiro com madeixas pretas na raix. Tenho um rabo muita bom e mamas grandes. O meu namorado qé um fofo disse-me q assim eu até posso fazer filmes e q ele até pode filmar. Toda a gente olha para mim na rua e ele às vezes fica assim com ciumes, o parvo. Eu gostava trabalhar na moda, tenho jeito pra coisa. Envio umas fotos pra verem. Fico a espera que me telefonem. Digam-me o q axam. Um beijinho a todos. Gosto bué de vosses."


sexta-feira, 10 de novembro de 2006

Há dias de manhã...

Para não variar, acordei com aquele humorzinho característico de quem dormiu pouco e mal e que não está com aquela cara de felicidade por hoje ser sexta-feira. Está um sol irritante, que apanho de frente e não me deixa ver nada pelo vidro do carro. Tenho de conduzir mais devagar, o que não me agrada. Vá lá, o cão não estava nos seus dias complicados e despachou-se no que tinha a fazer. Menos mal. No parque de estacionamento, há tantos espaços para estacionar o carro em cima do passeio que até chateia. Não consigo escolher um. Merda, devia ter bebido café mal saí de casa. É de madrugada e alguém à porta do metro já montou o assador de castanhas, e por mais que tente fintar a fumarada, é difícil. Entro na carruagem e fico atrás de uma menina que não se decide onde se quer sentar. Dou-lhe um pequeno empurrão. Desculpe, não foi sem querer. Irrito-me só de olhar para as pessoas. O cheiro dos perfumes exagerados, o excesso de gel no cabelo, as malas enormes que impedem a passagem. Tudo!



O que vale é que amanhã, por esta hora, já estarei excêntrica! Ou então não e venho trabalhar!

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Um dos melhores momentos de TV dos últimos tempos

Quem não viu, perdeu um momento hilariante. E não estou a gozar com a figura do David Fonseca, que eu até gosto dele. Nunca a Mónica Sintra pensou ter esta música cantada assim.

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Mal, Sr. Primeiro Ministro

O gabinete de assessoria de imprensa de José Sócrates está a falhar e não comunica devidamente com o gabinete de Cavaco Silva. De tal forma que podemos dizer que o nosso PM corre perigo de vida. Cavaco propôs Portugal como candidato a receber a próxima cimeira ibero-americana, a realizar-se em 2009, servindo assim de ponte entre a Europa e os países da América Latina. Sem saber, Sócrates teve esta brilhante saída. "Os E.U.A. são exemplo na defesa dos Direitos Humanos e da visão de humanismo". Não bastando (e como ninguém o mandou o calar - falha do gabinete), este senhor afirmou ainda que aqueles valores estão no coração do povo americano. Vamos esperar que ninguém com sotaque hispânico tenha ouvido ou lido estas afirmações. Já para não falar da cretinice destas palavras.

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Bad morning!

Ora aqui está a explicação científica que faltava para que os homens percebam, finalmente, certas e determinadas coisas.

"O acordar é pior para as mulheres, que começam o dia mais mal-humoradas do que os homens. De acordo com um estudo britânico, cerca de 30% das mulheres permanecem mal-dispostas quatro horas depois de despertarem, contra apenas 10% dos homens". In Metro

Afinal, eles também têm dores de cabeça


Conversa entre duas mulheres casadas e com filhos, uma que trabalha na função pública e a outra que é directora do departamento financeiro de uma grande empresa:

- Lá em casa é ele que faz tudo. Vai buscar o miúdo ao infantário, dá-lhe banho, faz-lhe a sopa, brinca com ele e mete-o a dormir. Eu, quando chego, já tenho o jantarinho pronto e o puto já está a dormir.
- Ai, quem me dera. Pois o meu não mexe uma palha.
- Olha que não é assim tão maravilhoso quanto pensas. Quando me vou deitar, a maior parte das vezes já ele está a dormir. Quando não está, vira-se com aquela cara e diz-me que está cansado e com dor de cabeça. Que não lhe apetece.
- Como, não lhe apetece?
- Eh pá, como nós fazemos às vezes, quando não estamos pr'ali viradas...
- Ah... A sério? Olha lá, ele não terá outra?