quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

The Big Question

Tenho tanta coisa com que me preocupar... Outras tantas com que me aborrecer. No entanto, o cerne da questão, a busílis da cena está focada apenas e só nisto: rugas. A tendência, dizem, é para piorar. Falam em charme da idade, maturidade e outras tais associadas. De nada valem quando vemos uma fotografia nossa e... elas lá estão.

Não é uma questão de vaidade mas sim de saber (ou tentar) o que aí vem.

quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

Da política

Detesto o período da campanha eleitoral. Para além do lixo visual de cartazes sem fim em cada esquina e poste de rua, ainda tenho que levar com as obras de última hora que estiveram 3 anos e meio no papel!

Não há pachorra.

Valham-me os Gato Esmiúçador!

quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

A2

Domingo de manhã
- Primeiras angústias, primeiros suspiros... mas temos o dia todo pela frente

Domingo à tardinha
- Tirar a roupa do estendal, fazer uma selecção para arranjar a roupa que ele vai levar

Domingo ao início da noite
- Engomar. Depois, ele faz a mala...

Domingo à noite
- Levas isto? E aquilo? Não é melhores levares também isto?

Domingo mais à noite
- A semana passa rápido... Vou ter frio durante a noite...

Segunda de manhã cedo
- Beijo de boa viagem dado meio a dormir...

terça-feira, 1 de Setembro de 2009

Rentrée

Depois de um Verão sem Ginjinha, regresso. Setembro é o mês em que tudo volta ao activo, é o mês das novidades, das mudanças. Para alguns, é a altura para começar uma coisa nova. Também eu quero começar uma coisa nova. Nem que seja mudar de atitude. E por aqui também terão novidades. Pelo menos, tentarei ser mais assídua...

sexta-feira, 19 de Junho de 2009

O extenso vocabulário português

Desta vez, fiquei mesmo impressionada. Já li muitas sondagens sobre sexo mas nenhuma me deixou boquiaberta e com os olhos bem esbugalhados como esta. A surpresa não veio com os números. Nalguns casos, muito exagerados por excesso, para dar a ideia de que somos uns gandas malucos no que ao sexo diz respeito, ou por defeito, porque apesar de sermos uns gandas malucos, somos também muito envergonhados e cheios de preconceitos. Non sense, digo. A busílis da questão está nos termos utilizados, o que me levam a uma conclusão óbvia. A dita sondagem, acompanhada de bonequinhos fofinhos, referia-se aos tipos de relações sexuais desta forma: "sexo de homem+boca de mulher", "boca de homem+sexo de mulher", "sexo de homem+ânus da mulher". Tal e qual. É então que eu pergunto: somos assim tão estupidamente ignorantes e cheios de falsos pudores para agora dizer que o sexo oral é boca no sexo e sexo na boca e o sexo anal é o sexo no ânus? Vejamos o impacto na prática.
"Querida, hoje estou particularmente inspirado. De tal forma, que pensei em fazermos um boca de homem no sexo de mulher. O que achas?"

terça-feira, 16 de Junho de 2009

Vou abrir a caixa de Pandora - Ensaio sobre a letra L

De todas as letras do abecedário, esta é a que me provoca calafrios, a que me faz ter pesadelos com “ÉLES” gigantes a correr atrás de mim, a que me faz tremer só de pensar em dizê-la, mesmo que disfarçada entre outras companheiras. Eu explico. Não digo os éles, o mesmo é dizer que digo éwes. Não sempre, mas frequentemente, graças a algum esforço pessoal. E se vos disser que descobri esta minha pequena deficiência aos 15 anos, sendo que toda a minha família já o sabia e tendo em conta que já tenho outros tantos anos em cima, apercebem-se da gravidade da situação? Ou não? Muito bem. Eu explico outra vez.
Começo por um exemplo básico. Uma das minhas canções de infância e que fazia parte das brincadeiras. “Que winda fawua que wá wá vem, É uma fawua que vem de Bewém”. Isto vezes e vezes sem conta, eu, na minha inocência e alegria típicas da idade, sem reparar no porquê daqueles sorrisos estranhos (a verdade é que sempre fui uma miúda simpática e querida, e talvez por isso, se rissem daquela forma). Mas ali, o problema ainda estava disfarçado entre o coro de vozes.
Mais perto do momento da descoberta, em casa, para mais um almoço de família. “Ah, wuwas recheadas!! As minhas prediwectas. Wogo, quando formos a Wisboa ver as wuzes de Natawe, podemos ir à Suíça comer um daquewes bowos de chocowate?” Novamente, sorrisos estranhos.
Dramatizemos um pouco mais. Depois de apanhada nas teias do abecedário, descubro que um colega de turma sofre de semelhante maleita. Transcrevo um diálogo.
- “Owá”
- “Owá!”
- “Já fawaste com a stora Wuísa por causa do teste de Ingwês? Vais fazer segunda chamada?”
- “Sim, fawei. Ewa pediu-me para escrever um texto sobre Wondres.”
- “Boa. Wogo vais ao wuau da Wiwiana e do Fiwipe?”
- “Tás mawuca? Amanhã tenho teste.”

Os anos passaram e, verdade seja dita, habituei-me. Sem dramas, mas com muitas piadinhas pelo meio. Pudera. Os meus três últimos locais de trabalho tinham nomes com éwes, alguns fáceis de contornar, outros nem por isso. Olhando à volta, até acho que isto de não dizer os éwes dá um certo charme. As pessoas acham fofinho. E até já se generalizou na praça pública (aqui está uma daquelas lixadas de pronunciar). Sílvia Alberto, Fernando Seara, o meu gestor de conta… são alguns exemplos de companheiros de armas nesta luta diária do abecedário malvado.
Ah, querem saber como descobri? Depois de alguns anos a ser sempre a voluntária para ler os textos nas aulas, uma das minhas professoras chama-me e diz-me: “Temos de ter uma conversa…”

quinta-feira, 4 de Junho de 2009

A velha questão do ovo e da galinha

A história repete-se aqui como em todos os outros sítios...
Se não fosse a publicidade, não havia dinheiro para pagar os ordenados dos jornalistas.
Se não fossem os artigos dos jornalistas a compor a revista, a publicidade não tinha revista para vender.