quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Carta a São Pedro

Meu querido,

Como sabes (se não sabes, deverias saber, afinal, Vocês aí em cima deveriam saber de tudo o que se passa cá em baixo), estou de partida para umas mini-férias no Brasil. É uma escapadela a este stress do trabalho, aos transportes públicos cheios de gente que cheira mal e o contrário, aquela que abusa dos perfumes, uma fuga à rotina do dia-a-dia, à falta de imaginação sexual porque o trabalho suga-nos toda e qualquer réstia de de capacidade (e vontade) de inovação (ouvi dizer que os ares do Brasil são demoníacos, se é que me permites utilizar este termo). E, motivo principal, para curtir o sol enquanto os tugas cá ficam a gramar o frio e a chuva típicos da época. Mas a bem dizer, o tempo não está assim tão mau, talvez um arrepiozinho pela manhã e à noitinha, mas nada de especial. Nada de malhas grossas, de galochas, de collants, de sobretudos, chapéus de chuva, gorros, luvas, enfim, nada do nomal para os dias de Novembro.
Por isso, meu querido São Pedro, faz-me um favor. Vê lá se mandas uma chuvinha e um friozinho de rachar. É que chegar cá depois de umas férias no Brasil, com sol, mar quente, caipirinhas e paçoquinhas, morena como os outros chungas todos que cá ficaram e que aproveitaram os fins-de-semana na praia, não pode ser.
Faz-me este jeitinho. Mas olha, é só durante uma semana, porque depois regresso e quero manter o bronze, tás a ver? Dou-te um balde de paçoquinha em troca.

Cumprimentos aí em cima.

2 comentários:

Anónimo disse...

Pois é amiga! Já viste no que deu a tua carta a S. Pedro? Só que com os atrasos habituais dos CTT a chuva e o frio chegaram ao mesmo tempo que tu.
Para a próxima pensa bem no que vais pedir!

Anónimo disse...

Pois, tenho que pensar bem no que vou pedir ao Pai Natal!