terça-feira, 23 de agosto de 2011

Ensaio sobre a mudança

Um dia, tudo muda. Ou procuramos a mudança ou a vida encarrega-se de o fazer. Não acredito no acaso, por isso, acho que o meu hoje é fruto daquelas duas. Conheço demasiadas coincidências para ser apologista dos meros acasos.

Em determinado momento, olhei para as opções que tinha à minha frente. Não eram assim tantas, o que tornou a escolha mais fácil. Senti que o caminho a percorrer era aquele. Deixei-me de tretas e abandonei a ilusão, o status. Mandei para trás das costas os comentários menos encorajadores, alguns mesmo nada. Peguei o touro pelos cornos, como se costuma dizer, tal como já havia feito antes. Nunca me dei mal, pelo menos, senti que era o que tinha de ser feito na altura. Também não sou apologista da vida acomodada, do "é assim porque tem de ser". Há coisa pior do que estarmos num sítio ou fazermos alguma coisa só porque sim? Só porque é suposto?

Pois bem... aqui estou, de pé, a olhar a vida de frente. Sem tempo para lamúrias, queixumes e afins.

Se alguma coisa não está bem, façam com que esteja. Se não, a vida encarregar-se-á de o fazer... e nem sempre as coisas correm pelo caminho que queremos...


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

The Big Question

Tenho tanta coisa com que me preocupar... Outras tantas com que me aborrecer. No entanto, o cerne da questão, a busílis da cena está focada apenas e só nisto: rugas. A tendência, dizem, é para piorar. Falam em charme da idade, maturidade e outras tais associadas. De nada valem quando vemos uma fotografia nossa e... elas lá estão.

Não é uma questão de vaidade mas sim de saber (ou tentar) o que aí vem.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Da política

Detesto o período da campanha eleitoral. Para além do lixo visual de cartazes sem fim em cada esquina e poste de rua, ainda tenho que levar com as obras de última hora que estiveram 3 anos e meio no papel!

Não há pachorra.

Valham-me os Gato Esmiúçador!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A2

Domingo de manhã
- Primeiras angústias, primeiros suspiros... mas temos o dia todo pela frente

Domingo à tardinha
- Tirar a roupa do estendal, fazer uma selecção para arranjar a roupa que ele vai levar

Domingo ao início da noite
- Engomar. Depois, ele faz a mala...

Domingo à noite
- Levas isto? E aquilo? Não é melhores levares também isto?

Domingo mais à noite
- A semana passa rápido... Vou ter frio durante a noite...

Segunda de manhã cedo
- Beijo de boa viagem dado meio a dormir...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Rentrée

Depois de um Verão sem Ginjinha, regresso. Setembro é o mês em que tudo volta ao activo, é o mês das novidades, das mudanças. Para alguns, é a altura para começar uma coisa nova. Também eu quero começar uma coisa nova. Nem que seja mudar de atitude. E por aqui também terão novidades. Pelo menos, tentarei ser mais assídua...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

O extenso vocabulário português

Desta vez, fiquei mesmo impressionada. Já li muitas sondagens sobre sexo mas nenhuma me deixou boquiaberta e com os olhos bem esbugalhados como esta. A surpresa não veio com os números. Nalguns casos, muito exagerados por excesso, para dar a ideia de que somos uns gandas malucos no que ao sexo diz respeito, ou por defeito, porque apesar de sermos uns gandas malucos, somos também muito envergonhados e cheios de preconceitos. Non sense, digo. A busílis da questão está nos termos utilizados, o que me levam a uma conclusão óbvia. A dita sondagem, acompanhada de bonequinhos fofinhos, referia-se aos tipos de relações sexuais desta forma: "sexo de homem+boca de mulher", "boca de homem+sexo de mulher", "sexo de homem+ânus da mulher". Tal e qual. É então que eu pergunto: somos assim tão estupidamente ignorantes e cheios de falsos pudores para agora dizer que o sexo oral é boca no sexo e sexo na boca e o sexo anal é o sexo no ânus? Vejamos o impacto na prática.
"Querida, hoje estou particularmente inspirado. De tal forma, que pensei em fazermos um boca de homem no sexo de mulher. O que achas?"

terça-feira, 16 de junho de 2009

Vou abrir a caixa de Pandora - Ensaio sobre a letra L

De todas as letras do abecedário, esta é a que me provoca calafrios, a que me faz ter pesadelos com “ÉLES” gigantes a correr atrás de mim, a que me faz tremer só de pensar em dizê-la, mesmo que disfarçada entre outras companheiras. Eu explico. Não digo os éles, o mesmo é dizer que digo éwes. Não sempre, mas frequentemente, graças a algum esforço pessoal. E se vos disser que descobri esta minha pequena deficiência aos 15 anos, sendo que toda a minha família já o sabia e tendo em conta que já tenho outros tantos anos em cima, apercebem-se da gravidade da situação? Ou não? Muito bem. Eu explico outra vez.
Começo por um exemplo básico. Uma das minhas canções de infância e que fazia parte das brincadeiras. “Que winda fawua que wá wá vem, É uma fawua que vem de Bewém”. Isto vezes e vezes sem conta, eu, na minha inocência e alegria típicas da idade, sem reparar no porquê daqueles sorrisos estranhos (a verdade é que sempre fui uma miúda simpática e querida, e talvez por isso, se rissem daquela forma). Mas ali, o problema ainda estava disfarçado entre o coro de vozes.
Mais perto do momento da descoberta, em casa, para mais um almoço de família. “Ah, wuwas recheadas!! As minhas prediwectas. Wogo, quando formos a Wisboa ver as wuzes de Natawe, podemos ir à Suíça comer um daquewes bowos de chocowate?” Novamente, sorrisos estranhos.
Dramatizemos um pouco mais. Depois de apanhada nas teias do abecedário, descubro que um colega de turma sofre de semelhante maleita. Transcrevo um diálogo.
- “Owá”
- “Owá!”
- “Já fawaste com a stora Wuísa por causa do teste de Ingwês? Vais fazer segunda chamada?”
- “Sim, fawei. Ewa pediu-me para escrever um texto sobre Wondres.”
- “Boa. Wogo vais ao wuau da Wiwiana e do Fiwipe?”
- “Tás mawuca? Amanhã tenho teste.”

Os anos passaram e, verdade seja dita, habituei-me. Sem dramas, mas com muitas piadinhas pelo meio. Pudera. Os meus três últimos locais de trabalho tinham nomes com éwes, alguns fáceis de contornar, outros nem por isso. Olhando à volta, até acho que isto de não dizer os éwes dá um certo charme. As pessoas acham fofinho. E até já se generalizou na praça pública (aqui está uma daquelas lixadas de pronunciar). Sílvia Alberto, Fernando Seara, o meu gestor de conta… são alguns exemplos de companheiros de armas nesta luta diária do abecedário malvado.
Ah, querem saber como descobri? Depois de alguns anos a ser sempre a voluntária para ler os textos nas aulas, uma das minhas professoras chama-me e diz-me: “Temos de ter uma conversa…”

quinta-feira, 4 de junho de 2009

A velha questão do ovo e da galinha

A história repete-se aqui como em todos os outros sítios...
Se não fosse a publicidade, não havia dinheiro para pagar os ordenados dos jornalistas.
Se não fossem os artigos dos jornalistas a compor a revista, a publicidade não tinha revista para vender.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Não faz o meu género mas...

... deixa-me bem disposta e dá-me vontade de dançar!!

Intranet e Internet - Ensaio

A vida é feita de opções. E eu optei por fazer uma queixa electrónica em vez de ir a um qualquer posto da PSP ou GNR fazê-la presencialmente. Fiz mal... Não porque o site para o efeito (qualquer coisa como http://queixaselectronicas.mai.gov.pt) seja complicado ou pouco claro. É chato, confesso, ter de escrever pormenorizadamente a dita queixa, que poderá ser de violência doméstica (será que aquela palmadinha na outra noite se enquadra?), burla, burla no trabalho, e etc. Feita a queixa, e na falta de um certo aparelhómetro para introduzir o CU e do próprio CU, restou-me optar pela identificação presencial num qualquer posto da GNR ou PSP. E aqui fiz bem, ainda que ao início me parecesse uma má escolha. Dirigi-me ao posto da GNR da Malveira, um edifício de arquitectura moderna, de linhas rectas e ar clean. Lá dentro, e debaixo do olhar atento dos dois guardas, digo esta frase, que lhes caiu no goto como um golo de aguardente caseira: "Bom dia (e um rasgado sorriso), apresentei uma queixa electrónica e venho fazer a identificação presencial obrigatória." Reacção: olhos esbugalhados, boca semi-aberta, coçar a cabeça... "Ó menina... queixa electrónica...?", "Sim, pela internet, através do site do MAI e depois dizem-nos que podemos fazer a identificação presencial em qualquer posto." (Silêncio, com os olhos bem abertos) "Sabe, nós aqui não sabemos nada disso, nem internet temos, sabe? Talvez venhamos a ter intranet daqui a uns tempos, mas não temos nada disso."
Seguiram-se uma série de telefonemas para o comando regional, depois para o comando distrital e até para o comando nacional, isto, claro, depois de uma conversa com o responsável do posto. A mesma justificação: "Sabe, nós aqui nem temos internet, talvez intranet daqui a uns tempos..."
Telefonemas, questões, coçadelas de cabeça e minutos depois, alguém se lembra que recebeu um fax com qualquer coisa disso das queixas electrónicas. E lá foi buscar. Voilá!!!!! Fez-se luz. O dito fax explicava todo o procedimento a tomar perante uma utente com uma queixa electrónica. Afixaram-no para conhecimento geral. E abriram a caixa de Pandora... O guarda mais novo, com ar de pastor e faces ruborizadas, deu a dica ao guarda mais velho, daqueles com ar de velha guarda, pequenino, velhaco e que não perdoa uma multa.
"Já viu aquilo das queixas electrónicas, através da Internet..."
"Hein?? Eu na quero cá saber de nada disso, agora queixas pela internet..."

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Notas de uma desempregada... recente... por enquanto

É a primeira vez que o digo assim, aqui, publicamente. Estou desempregada. Porquê só agora? Porque ainda não tive tempo para mais nada, esta é a verdade. Por entre as burocracias normais (centro de emprego, segurança social) há que juntar as burocracias com que não contávamos. Exemplifico. Andar atrás do patrão para pagar o que deve. Informar-me do que posso fazer para receber o que o patrão não quer pagar. Responder à Segurança Social que me informa que, por causa do meu ex-patrão pelintra, não tenho direito ao subsídio de desemprego. Constatar que é preciso muita perseverança para enfrentar as questões burocráticas... Percebo agora porque muita gente deixa passar as coisas. No meio disto tudo, não houve um entidade pública a quem me dirigisse que me dissesse: "Sim senhora, vamos já tratar disto". Não... é o tem de ir ali, tem de escrever para acolá, tem de vir para a semana... Não é fácil...
Assim como não é fácil lidar com a nova condição social: a de desempregada. É um rótulo e parece que o trazemos bem colado na testa. É a roupa que não brilha. É o ânimo desanimado. É a maquilhagem que já não faz milagres. Parece que tudo corre mal. Vistos pelos outros, somos uns coitados, porque aqueles ainda têm emprego. Mal ou bem, recebem qualquer coisita e não se pode exigir muito, qu'isto não está para essas coisas. Enganam-se. Agora, mais do que nunca, sei o que não quero. Não vou compactuar com aqueles que se aproveitam da crise, para oferecer empregos miseráveis, mal pagos e onde a palavra exploração é aceite por ambas as partes. Mesmo sem portas ou janelas abertas, não nos precipitemos.
Bom, não pensem que me estou a armar em heroína. Tenho as minhas quebras. Quando, por exemplo, vou a uma entrevista e me dizem que tenho currículo a mais para o que querem. Ou, pelo contrário, não tenho a experiência necessária.

Não, não é fácil. E esta chuva não ajuda...

Espero que o sol brilhe algures...

sexta-feira, 27 de março de 2009

Coisas de gaja II

Estou farta de estar na penumbra. Hoje, sexta-feira, decidi que vou passar um fim-de-semana (a começar já hoje) em alta. Deslumbrante, com o sorriso que me identifica bem estampado na cara. Vou andar de saltos altos, porque pareço mais elegante. Vou vestir roupa sofisticada (não que nos outros dias não ande super trendy) e adoptar o estilo city cool chic. Vou ver gente gira, a começar por mim e pelo meu gajo. Vou beber champanhe docinho até não poder mais. Vou passar a noite num hotel de 5 estrelas no centro da cidade e sentir-me com forças para tudo.

Posto isto, bom fim-de-semana.

terça-feira, 24 de março de 2009

Estou cansada...

... As notícias não são animadoras. E assim, é difícil manter o espírito positivo. 
Estou ansiosa... e desanimada ao mesmo tempo. 
É o calor que não vem.
É a comida que não sabe bem.
É a roupa que não assenta bem.
É ele que nunca mais vem.
É a ausência do cheiro a pele.
É o dinheiro que não cresce.
É a dor de cabeça que não passa.
E o estômago que reclama sem fome.
É a noite que não traz bons sonhos. Ou apenas (e chegava) um sono descansado.
É a gente estúpida que me aparece à frente.
É a música que não muda. 
E as palavras que me são arrancadas, a golpes de faca. 

Só quero ir para casa. Olhar para os olhos do meu Bono e, por breves momentos, esquecer tudo o que não interessa. 



sexta-feira, 20 de março de 2009

Não gosto particularmente da Primavera...

... mas desta vez vou pensar que a chegada da Prima quer dizer que estamos a caminho do Verão. E por alguns momentos, vou esquecer as palavras Crise, Desemprego, Cortes Orçamentais, Recessão, Depressão!!!!

E vou aproveitar as próximas férias...


segunda-feira, 16 de março de 2009

sexta-feira, 13 de março de 2009

Sexta-feira 13 - What could possibly go wrong?

Não sou supersticiosa, mas as sextas-feiras 13 dão sempre uma certa comichão... Evito também passar debaixo de escadotes. De resto, os gatos pretos não me fazem confusão. Se assim fosse, não poderia ter o Ivan no meu colo a ronronar...
Bom, mas hoje, comecei o dia com um sorriso, um beijo e um abraço de contentamento da Kitty que cheirava a pó talco... Afinal, o que é que pode correr mal depois disto?

quinta-feira, 12 de março de 2009

Carta aberta

Li, algures, que há duas coisas distintas. O homem da nossa vida e o amor da nossa vida. Há quem tenha encontrado o amor, mas não o homem. E há quem tenha o homem mas não o amor. Não pensemos no amanhã. Ontem e hoje, eu tive e tenho o homem que é, também, o amor da minha vida. E quando faço um fast forward para o futuro, vejo-te a ti, comigo. Se será assim, não sei. Mas quero acreditar que sim. Orgulho-me de ti. Digo-o para quem quiser ouvir. Encho o peito e brilham-me os olhos. Os outros notam, sabem-no e alguns, invejam-no. Porque para muitos é difícil perceber como se aguenta uma relação durante tanto tempo, sem cansar. Então, percebo que o amor é como um trabalho, no sentido em que nada está garantido e temos de trabalhar para o manter e obter proveito dele. É, também, o nosso sustento emocional. Há quebras de produção, tal qual como num trabalho normal. E chegamos a um ponto em que, ou sabemos que é ali que queremos ficar, ou achamos que não vale a pena continuar. Eu continuei. E quero continuar. Porque daqui obtenho tudo o que alguma vez quis. E mesmo tendo colocado algumas interrogações, achei os pontos finais. E os de exclamação, também. Há muito tempo... Se assim não fosse, então não valeria a pena. Posso ser conformada com certas coisas, mas há outras com as quais não consigo viver se não me sentir bem. Melhor, se não as quiser. E então, aprendi uma coisa: "se gostas, demonstra-o mais vezes, assumidamente. Porque ele merece saber não por caminhos obscuros ou de formas subentendidas." Surpreendes-me todos os dias. Posso não to dizer ou demonstrar da melhor forma, mas sinto um orgulho tremendo em ti. Inspiras-me... Nunca to tinha dito, pois não? És o meu ninho. A minha meia turca que me aquece à noite. És a língua que me leva ao delírio. Elevas-me ao topo. Sou mulher com M grande contigo. Somos duas metades com os contornos de encaixe perfeitos. Perfeitos? perguntas tu. Sim. Podemos não gostar dos mesmos livros, mas tu lês e instruis-me no que mais gosta, e eu faço o mesmo. Podemos não gostar das mesmas músicas e bandas, mas completamos a nossa estante de cd's da melhor forma. Assim, nunca há monotonia.
Ao fim destes anos todos, e para que a nossa relva continue a crescer, há que tratá-la.
Então, que seja.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Cu-cu-ru-cu-cuuuuuuuuu... Piu Piu

A única coisa que estraga um belo passeio durante a hora de almoço, com muito sol e calor à mistura, é os AC das lojas (afinal, com o bom tempo já apetece espreitar a colecção nova), que insistem em ser uma espécie de caldeiras de água quente.
Valeu-me a pausa num banquinho, ao fresco da sombra e a ouvir os pássaros histéricos.

E esta música na cabeça.

sexta-feira, 6 de março de 2009

La la la e a música

Tenho uma teoria: os génios ou morrem cedo ou enlouquecem. E quero apenas focar esta minha tese na música que, atenção, e neste caso, não quer dizer que aprecie os nomes que vou referir.
António Variações, será a excepção. Morreu cedo. Se não, poderia ter enlouquecido.
Jeff Buckley (olha, outra excepção), ficou a meio de um percurso que, afirmo com justeza, teria sido notável.
Agora sim, vamos aos que não aprecio.
Michael Jackson voltou ao activo e promete dez concertos. 10... Este não morreu assim de morto, mas morreu, só que ainda não se apercebeu. E ficou louco. Foi um génio da pop, ao seu estilo e ao estilo de quem gosta. Eu preferia-o assim. Temo que não aguente a dezena de concertos. Será um suicídio em palco.
Madonna é a rainha da pop. Bem viva e, por sinal, adoptou mais um menino, este já mais velho, de 22 anos... Porque é que digo que está louca? Não está. É. Tudo o que ela faz, transforma-se em sucesso imediato. Ela dita as regras. Mas não é boa da cabeça.
Freddy Mercury foi um génio para os seus fãs. Morte anunciada.
Prince, o verdadeiro príncipe. Completamente alucinado nas suas extravagâncias.

São tantos que por aí andam. Mas são felizes. Os que estão vivos...

quinta-feira, 5 de março de 2009

A moda é isto

Fátima Lopes apresentou uma colecção inspirada na Virgem Maria...
Ainda me lembro da única vez que a entrevistei:
- Quer comentar a polémica sobre o uso de peles verdadeiras na sua colecção?
- Olhe, eu não mato os animaizinhos. Eu só compro as peles. E quero acreditar que elas são provenientes de comércio legal.

E é só...

terça-feira, 3 de março de 2009

Word Challenge

Estação do Metro: AMEIXOEIRA
Ameixa
Ameixo
Rixa
Mia
Ama
Amar
Rima
Eira
Rime
Ira
Rimo
Rama
Ame
Amei
Eixo
Roma
Meia
...

segunda-feira, 2 de março de 2009

Os pontos nos is

Algures na emissão de sexta à tarde da TSF, Pedro Mexia referia-se ao filme "Second Life" como o pior filme de sempre, não só do panorama português mas de tudo o resto. Concordo. Agora, dizer que o "Slumdog Millioniare" se equipara àquele, por ser do tipo de cinema televisivo, é arriscar a estupidez.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Prognóstico de um fim-de-semana

Quero beijar-te, para começar. Abraçar-te e sentir o bater do teu coração.
Quero ser mimada com tudo. Desde o dizeres-me que sou a mulher mais bonita do mundo ao preparares-me o jantar, aquele que te pedi.
Não quero mexer-me, a não ser os meus lábios.
Não quero conduzir, para ir com a cabeça encostada no teu ombro e a mão na tua perna.
Quero que me aqueças os pés, que continuam frios sem remédio.
Quero, também, que me digas: "Eu já te tinha dito que não era assim" ou "Temos de fazer isto assim, se não..."
Mesmo que chova, quero sentir o sol dentro de casa.

Não demores...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Where is my belly? - Dá-se recompensa

Ando por aqui perdida no mapa da minha vida. Já tentei traçar as linhas, definir um caminho, desenhar o meu pote de ouro no fim do arco-íris. Acabo sempre por me perder no meu próprio labirinto. Tentei, ainda, unir todos os meus sinais ("Se Deus de assinalou, algum defeito de encontrou") para descobrir a minha constelação. Nada... Tenho a pele rasgada com traços sem fim. Os lábios secos e feridos de tanto os morder quando penso.
Fujo dos números, não gosto do que me dizem.
Encontro-me nas palavras, no teclado de um qualquer computador ou na minha caneta que escreve em qualquer papel.
Não sou artista mas defino a minha arte na escrita.
Gosto de viajar por aqui, mesmo que nunca encontre um fim.
Inspiro-me nas coisas mais banais. Nos factos reais. Na minha imaginação que, ainda bem, não sacia.
E vivo, assim. Enquanto ouço a minha banda sonora. A de hoje. Amanhã, não sei.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Os gajos que se metem à nossa frente no trânsito, com atitude de "chega pra lá que vais parar com medo de me bateres", não têm noção das pessoas que se encontram ao volante. Cuidado! Nunca se sabe!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Hoje foi o dia...

... em que me questionei sobre o porquê de ter um blogue. E cheguei a várias conclusões.
Comecei por brincadeira, curiosidade em construir um fio nesta gigantesca rede mundial. Apetecia-me escrever. Para ninguém, o que é um curioso caso, já que estava a divulgar os meus textos na net. Podia não o ter feito e continuar com o habitual caderno de notas. Surgiu tudo em catadupa, pensar, dar um nome, procurar uma imagem e começar a escrever. Dois anos e tal depois, a Espalha Brasas (baptizada pelo meu irmão) continua a servir copos de ginja. Para quem? Acho que todas as pessoas com blogues querem mostrar aos amigos, familiares, conhecidos e até anónimos que têm um. Para quê? Por vaidade. Porque gostam de ver comments, principalmente, aqueles que nos incham o ego. Porque gostam que, a meio de uma conversa, alguém atire com um "li o teu post". Porque gostam de, ao comentar noutros, deixar lá o link para o blogue. Ou então, porque ali podem ser uma pessoa diferente, melhor, pior, mas diferente.

E isto leva-me onde? A estar farta de ler blogues dos outros, ver os comentários e descobrir, com isso, outros blogues e acrescentos.

Gosto de beber a minha ginjinha e apanhar grandes bebedeiras. Aqui. Sozinha.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Haja saúde e amor...

... e é tudo o que os portugueses precisam para serem felizes. Eu sou mais requintada e é nos preciosismos da vida que vou buscar instantes de felicidade. Porque não acredito num estado permanente de felicidade.
O sorriso da Kitty quando me vê, o abracinho que me dá.
O pedido de mimos do Bono.
O momento em que oiço o carro dele chegar.
O entusiasmo com que me fala das poupanças inovadoras.
O olhar terno com que a mãe me olha quando me vê com uma roupa mais esquisita.
As sms que a mana do meio me envia só para saber se estou bem.
As minhas incursões pela culinária com cortes de faca pelo meio mas que, no final, resultam tão bem.
Saborear o belo do tinto num jantar de amigos.
Sorrir quando me olho ao espelho.
Abrir presentes fora de horas.
Receber música, muita música. E da boa.
Falar com os amigos nos chats.

Sei lá...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Calçada relaxada

O aniversário da noiva foi o pretexto para mais um jantar com a Malta do Bairro. Destaco a Malta do Bairro com caixa alta (maiúsculas) porque os seus membros são grandes. E estão cá dentro (do meu coração, claro). E sendo um jantar da Malta do Bairro, que gosta de se divertir, ir a sítios giros e conhecer restaurantes novos e diferentes, fomos, claro está, ao chinês de sempre, que nos acolhe desde os 16 anos. Não é por nada, só porque gostamos de manter bem viva a tradição. E a malta é pobre...
Invariavelmente, ocorre nos jantares da Malta do Bairro, uma viagem ao nosso passado. E porquê, pergunta-me o Garcia, o noivo. Porque a Malta do Bairro tem um passado comum que cresce à medida que o nosso presente se cruza e, consequentemente, faz do nosso futuro, um projecto de grupo.
Das várias lembranças, a da praxe é, para além das inúmeras estórias da Ritinha que preenchem quase sempre todos os jantares, mais as aventuras quase homossexuais do Mitras e do Carita, a minha com a célebre deixa: "Não consigo parar de rir!!!", que representa a primeira incursão no mundo das drogas leves. Podia contar aqui toda a história por detrás desta frase, mas deixo para alguém da Malta do Bairro, que tenha a coragem de a publicar aqui.

Aguardo.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Ensaio Sobre a Cegueira

Dizem as teorias e os experts que as elaboram que, em tempos de crise, aumenta a taxa de casamentos. Porquê? É a teoria do caos. Acontecimentos negativos tendem a provocar reacções inesperadas e, por vezes, contraditórias. Basicamente, se não há dinheiro, se as empresas fecham em catadupa, se os bancos e até países abrem falência, se o país está em recessão técnica, então, casamo-nos. Parece contraditório? E é. Casar implica gastar muito dinheiro, isto, claro, para quem é burrinho ou não frequentou o curso de finanças para casais. Não vou explicar esta parte. Voltando ao assunto... As pessoas procuram afectos, querem miminhos para superar a crise e... decidem casar. Por mim, tudo bem. Agora, não me imponham o casamento como o único passo possível para uma relação de vários anos. Tampouco me atirem à cara o argumento de que, se o amor é verdadeiro, então deverá ser celebrado com o casamento. Não, digam antes que acreditam no casamento enquanto instituição religiosa, que o querem fazer de livre e espontânea vontade, que querem dar uma festa para os amigos e fazer a vontade aos pais, que querem receber dinheiro dos convidados, que assim têm uma desculpa para ir a uma casa de strippers, que ela está grávida, ou até, que querem ter benefícios fiscais... enfim... há inúmeros motivos que não a cretinice já referida. Parece que voltámos ao antigamente. As uniões de facto são, agora e outra vez, coisa do Diabo.
Isto deixa-me (acreditem) com os pelitos da nuca em pé, com pele de galinha e com vontade de arrancar os olhos à garfada destas tristes figuras. "Se não te queres casar, é porque essa relação não vai durar" ou "Esse amor não é verdadeiro" ou "Não acreditas na relação e não é com ele que vais casar". Perante isto, têm vontade de quê?

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Tia babada: O que queres mostrar à tia? (respondendo ao puxar da mão e ao caminhar para junto da janela)
Petiz de 14 meses com os olhos mais bonitos do mundo: Hã Hã...
Tia babada: A tia assim não percebe, fala com a tia.
Petiz de 14 meses a começar a ficar cansada da tia: Óoooo... (desilusão à janela)
Tia babada: Já não há Natal, é? (para aquela criança, o Natal era as luzes à janela dos prédios em frente). Chama o Natal, chama.
Petiz de 14 meses: An cá, cá.
Tia babada: Ó, não há Natal. Porquê?
Petiz de 14 meses: Purquê?
Tia babada e de olhos esbugalhados: Hein? Não há Natal o quê?
Petiz de 14 meses com os olhos bem abertos: An cá, purquê?
Tia babada a tentar aproveitar este momento papagaio: Diz tia, diz T-I-A.
Petiz de 14 meses: Hãaaa, hãaaaaa.
Tia babada: Não é hã, é tia.
Petiz de 14 meses: Purquê?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Dia 5 do mês um

Se é assim, começa bem. Pelos vistos, já estamos em 2009. Pois, pois... Ano novo, vida nova, resoluções e boas intenções... Claro. Somos todos hipócritas, assumamos isso. O novo ano chegou e eu não dei por nada. Tirando os saldos e uns quantos aniversários, nada me faz lembrar que mudámos de calendário.
Posto isto, não sei o que esperar... Já dizia a minha querida Lili: "é melhor não fazer planos e ser surpreendida".

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Não se passa nada...

... e ao mesmo tempo, passa-se tudo na minha cabeça. Estou sem paciência para este final de ano. Não quero saber o que receberam no Natal, tão pouco partilhar o que recebi. Evito saber os planos dos outros para o reveillon. Não planeio o meu. Que venha mais um, mais 12 meses na minha vida.

Estou fechada para balanço... Inté!

sábado, 27 de dezembro de 2008

Conto de Natal / Feliz 2009

Mulher com tosse e garganta inflamada: Boa noite, queria estes medicamentos... Diga-me uma coisa, estando eu no período de descanso da pílula, o antibiótico interfere na mesma?
Farmacêutica constipada: Eh, hmmm, bom, interfere na mesma, é melhor tomar precauções extras...
Mulher com tosse e garganta inflamada: Hmmm, ok... Então dê-me também duas embalagens de vaselina.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Espetem-me uma faca o mais fundo que puderem, que eu sinto o mesmo.

Tenho um segredo

Todos os dias, sou acometida por este receio.
"Se nos acontecer alguma coisa, o Bono fica sozinho."

Se não há filhos, há os cães. Certo?

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Self-portrait

Sou.
Sonho.
Sofro.
Suo.
Sono.
Sei.
Sugo.
Somo.
Sinto.
Sedenta.
Segredo.
Salto.
Sossego.
Subtil.
Supero.
Suspiro.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Dear Antony,

I'm feeling strange these days.
It seems I don't belong here.
It seems I'm no longer needed.
No one likes me anymore.
There are no smiles, no laughs, no love.
I don't know...
I don't fit here anymore.
Not in this world.
So please, could you send me to Another World?

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Só para não dizerem que eu tenho um problema com a música francesa, que tenho...

... tomem lá. Uma das minhas músicas preferidas de sempre.

Por falar em fotografias

Deu-me para rever os álbuns de fotografias destes 28 anos. Nostalgia, influência de amigos, qualquer coisa. Escusado será dizer que, apesar de ter como única companhia O Cão, foi a risada desenfreada lá em casa.
Passei por todas as fases. Em criança, andava sempre aprumada, com roupa confeccionada à medida e pela mãe, com a certeza de que mais ninguém tinha uma igual à minha. Vestidos de golas redondas, conjunto de saia e casaco, camisas bordadas. Um mimo!
Depois, a fase estranha da passagem do básico para a preparatória, quando dei em imitar as manas mais velhas. Isto quer dizer que usava laca no cabelo, a franja em poupa, chumaços na roupa e abusava da bijouteria.
A influência das amizades ditou os anos seguintes. Seguiu-se a fase punk, com cabelo muito, muito, muito curtinho e picos de gel, calças rasgadas, correntes, preto, muito preto.
A seguir, a onda surfo-beta, com calça pelo tornozelo, Keds, lenço ao pescoço, e, aos fins-de-semana na Ericeira, os típicos Redley, as sweats Billabong e Quicksilver.
O secundário foi uma cena mais radical. Porque queria ser rebelde mas andar cheiinha de marcas. Foi a fase cool e das marcas Uniform, Soviet, Chevignon, All Star, Levi's, que arrasavam os subsídios de férias e Natal lá de casa.
Por esta altura, devem estar a pensar que eu sofria de uma grave crise de identidade. Talvez.
De volta às fotos. Olhem para os tesourinhos que têm lá em casa. São tesouros, meus caros. Porque tirar uma foto implicava todo um ritual que roçava a solenidade. Hoje não. Tiram-se fotos ao desbarato, repetem-se poses, apagam-se quando não se gosta. No meu tempo, o que se tirava era o que ficava. E é por isso que, nos dias de hoje, gostamos mais do que vemos, Porque apagamos o que não gostamos e guardamos o que nos interessa.

Ide e diverti-vos!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Cinema e TV Cines

Gosto de rever filmes. Mesmo aqueles de que não gostei muito. Ontem, revi o Juno. E gostei mais do que da primeira vez. Tinha menos sono, mais vontade de ouvir as músicas, de tentar decorar os diálogos, de reparar em todos os pormenores. Como, por exemplo, a barriga perfeita naqueles 40 quilos de corpo. O rabo de cavalo perfeito naquele ar desgrenhado. A primeira grande paixão de adolescente. A descoberta de que o feto já tem unhas. A prova de que a música pode unir duas pessoas de uma maneira que as outras desconhecem e não compreendem. As peúgas às riscas que ela não tira durante o parto. As palavras reconfortantes do pai, quando lhe diz que, um dia, ela voltará à maternidade. O sorriso dela quando vê, a primeira e única vez, a criança. O abraço escanzelado do suposto namorado.

Fiquei apaixonada. Outra vez. E chorei, pela primeira vez. Não queiram ser assim... Muito menos, queiram ir comigo ao cinema.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Ensinamentos

Sempre que passo a ferro, lembro-me dos sábios conselhos da minha querida mãe.
- Um dia, quando passares a tua própria roupa, quero ver se compras estes tecidos de merda!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Ode ao Belo

Gostava de conseguir encontrar as palavras certas para descrever o que senti ontem. Talvez comece por dizer que passei o tempo todo arrepiada. Sabem aquele arrepio na nuca? Sentem?
Gostava também que as pessoas percebessem do que estou a falar. Gostava que ouvissem isto e que, pelo menos, tentassem perceber do que falo. Lamento dizer-vos que não é para todos. Lamento o meu pedantismo ao afirmá-lo, por saber que nem todos lá chegam. Não lamento, porém, a minha vaidade em dizer que eu consigo, que eu chego lá, que eu estive lá, ontem, rendida ao Belo. Sou uma privilegiada. Sei-o. Porque presenciei uma manifestação suprema de beleza.
Sorri. Chorei. Soube esperar e ouvir. Enquanto uns ameaçavam explodir em aplausos, eu respirava fundo e preparava-me para o que ainda estava para vir. Não esperava por isto.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Gaffe

Local: carruagem do Metro

Eu para senhora que penso estar grávida: "Sente-se aqui"
Senhora que penso estar grávida: "Obrigada mas... não é preciso..."
Eu para senhora que penso estar grávida: "Sente-se"
Senhora que penso estar grávida: "Mas eu não estou grávida!"
Eu com cara de parva: "Ahhh... peço desculpa..."
Senhora com barriga saliente: "De nada... Hmpf..."
Eu com cara de parva para senhora com barriga saliente: "Mas sente-se na mesma..."

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Pânico no wc

Preparo-me para mais um dia de trabalho. Animada, até, escolhi a roupa à primeira, consegui despachar-me sem atrasos. Enfim, o prenúncio de um dia bom. Preparo o anti-olheiras, o rímel, em frente ao espelho e... Winnnn winnnnn winnnnnn (música dos filmes de terror)!!! Horror!!! Tragédia!!!! Visão do Inferno!!! Rugas de expressão na testa e naquele pedaço de pele entre as sobrancelhas! Olho-me milimetricamente. Estico a pele, mas aqueles vincos permanecem. Porquê? Não quero (faço beicinho...). Ainda só tenho 28, pá. Isto acontece lá mais para os trinta e tal, não? Depois disto, posso esperar o quê? Pneu na barriga? Mãos engelhadas? Flacidez? Mamas descaídas?

Não quero. Pode ser?

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Sexo? Dispenso...

A frase não saiu da minha boca, nem me imagino a dizer tal coisa, por mil e uma razões que poderia aqui explicar, mas não vale a pena. Eh pá, não me apetece, não há necessidade de dizer que não me imagino a viver sem. Diante da realidade de existirem pessoas que vivem bem sem sexo, desde sempre, dei comigo a pensar... Não, não foi a pensar que eu também era capaz... foi mais do género: "esta gente não sabe o que é bom". Parece que, agora, a par dos homossexuais e dos bissexuais, surge uma nova tendência, os assexuais. Compreende-se, por este termo, pessoas que não têm relações sexuais, porque não querem e porque não sentem necessidade. Falta-lhes desejo, vontade, atracção, impulso... Dizem-se felizes assim, e dizem-se capazes de amar alguém e de viver uma relação. Sem sexo, claro está. Um modo de vida, portanto. Podem dizer o que quiserem, afinal, vivemos numa sociedade livre, a maioria das vezes. Mas isto para mim não faz sentido. Porque o sexo é, para além da consagração de um amor, a manifestação suprema dos instintos irracionais do ser humano.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Don't push it so hard...

Sou exigente. Exigo-me certas e determinadas coisas. Objectivos. Conquistas. Da mesma forma que sempre me exigiram algumas, e por isso, foram criadas expectativas sobre a minha pessoa. As quais sempre procurei atingir, e algumas, exceder. Parecendo que não, isto acaba por nos criar uma certa ansiedade em tudo o que fazemos e na pessoa em que nos tornamos. Não errar, chegar à perfeição, se impossível, ao melhor que se podia fazer.
Fui a única das três irmãs a seguir a faculdade. Fui também a única que nunca dei muitas chatices, tirando o facto de chegar a casa muitas vezes em estados alcoólicos gritantes, compensados por uma conduta geral, quase sempre, algumas vezes, irrepreensível, e por boas notas na escola. Também nunca tive de dizer aos pais: "Estou grávida", aos 18 aninhos... Enfim...
E hoje, apesar de ter uma conduta várias vezes reprovável, algumas, muitas, vá lá, continuo a colocar as expectativas lá no alto. As minhas próprias e as que os outros esperam de mim. Sinto-me bem com isso. Outras, porém, sinto que estou aquém... E não me sinto assim tão bem.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Para a Lili...

Amiga,
Companheira das brincadeiras,
Ombro onde encostei a minha cabeça.
Secaste as minhas lágrimas,
Ri e chorei, fiz o arco-íris.
Amo a tua boa disposição,
A tua meninice,
As tuas sardas na pele branca,
Os teus cabelos ruivos sobre os ombros,
A tua maquilhagem exageradamente brilhante
E que espalha purpurinas por todo o lado.
És como uma irmã mais nova que nunca tive,
És incansável.
Tenho saudades das tuas festinhas na cabeça
E de seres 10 cm mais alta que eu.
És um exemplo para as miúdas da tua idade.
Não quero que sofras por um qualquer,
Tão pouco que te dês ao que não é o Special One.
Um dia, vais ser a ruiva mais fotografada do mundo.

Para ti, dedico esta música.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Os meus concertos

The Raveonettes (Santiago Alquimista)
Caribou (Santiago Alquimista)
Patrick Watson (Aula Magna)
Nick Cave & The Bad Seeds (Coliseu de Lisboa)
Jose Gonzalez (Aula Magna)
The National (Aula Magna)
Magnetic Fields (Aula Magna)
Sean Riley & The Slow Riders (Aula Magna e Galeria Zé dos Bois)
Caetano Veloso (Ténis Real Santa Eulália)

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Chamada de atenção

Fico sensibilizada com vídeos que metam animais... E este, tal como tantos outros, diz-nos respeito.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Pequenos luxos

Ficamos mais velhas e por isso, mais exigentes. O que gostávamos há 10 anos não faz parte das nossas preferências actuais. Deixámos de fazer 50%, pelo menos, do que fazíamos. A nossa paciência reduziu-se para coisas verdadeiramente importantes. E sabemos distinguir, realmente, o que é e o que não é relevante. Sabemos distinguir o bom e o mau. Sabemos o que queremos. Nem sempre sabemos o que fazemos, é certo. Mas temos mais certezas e menos dúvidas. Aprendemos a apreciar as coisas da vida e habituamo-nos a elas. É fácil. Se tocamos umas calças El Caballo, dificilmente queremos voltar a vestir as normais. Se nos olhamos ao espelho com um vestido Chanel, não vamos querer vestir um daqueles da Zara. Se nos deleitamos com um restaurante no terraço do hotel, não vamos querer jantar depois no rés-do-chão. Se o nosso paladar prova um sorbet de limão feito com azoto líquido, dificilmente iremos voltar a comprar gelados Carte D'Or. Se aos nossos pés caem umas botas de cano alto D&G, tão depressa não vamos querer entrar numas Aldo.
São pequenos luxos a que poucos se podem contemplar. Mas eu sei que quem humildemente sabe descer um degrau, mais depressa sobe dois.

Get it?

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Aqui há. Há, há!

Há um dom que distingue um cantor de um intérprete. O mesmo que diferencia aquele que canta palavras numa música e aquele que consegue dar música às palavras. Este é o que encanta e que causa arrepio só com a voz. A isto eu chamo "musicalidade". Perdoem-me os experts na matéria se estou a utilizar o termo errado. Podia exemplificar com vários cantores e encantadores. Vou variar um bocadinho. Ouçam e depois digam-me se perceberam o que eu quis dizer.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Post fofinho e ternurento!

Depois de passar várias horas a aspirar todo e qualquer vestígio de pêlo, começa a chover... E ele olha para mim como que a reclamar o lugar cativo na almofada, com um ar infeliz e olhos de carneiro mal morto...

Bolas, Bono!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Retalhos

Felizardo morava na Rua da Alegria, freguesia de Amar, com a sua Felicidade, com quem casou aos 20.
Na Quinta do Amor plantavam amores-perfeitos, os mais bonitos da região.
A filha, Pretty Happy, era a perfeição em criança.
O cão, Joy, corria pelos campos e todos os dias levava um amor-perfeito de Felizardo para Felicidade.

Um dia, Felicidade adoeceu. E sem ela, os amores-perfeitos murcharam.
Joy deixou de correr pelos campos e deitou-se à porta.
Pretty Happy entrou num estado de tristeza tal que empalideceu e deixou-se ficar na cama.
Felicidade morreu.
Happy morreu.
Joy deixou de comer e morreu.
Felizardo enterrou-os e com eles, deixou o seu coração.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

I think it's time...

... for us to move on. To look forward.
We live this life just once. It's time to enjoy it.
And if we have to fall, we get up.
No expectations, please. We are what we have right now.
And I think that's ok.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

When one thing get bad, all the others get worse

Não sei se já vos aconteceu sentirem-se sozinhos. Não é sozinhos no mundo, nem o estar sozinho por opção, ou estar sozinho por alguns dias. Não... É estar sozinho, naquele lugar, naquele momento, naquela circunstância, sem ninguém ali, àquela hora, daquela forma. É a solidão. Fecho-me em casa. Baixo os estores. Não respondo às sms nem às chamadas não atendidas. Ou mando sms para pessoas com quem não falo há algum tempo. E continuo sem falar. Vou até à net, que só serve para me afundar ainda mais no deserto. Se falarem comigo, tudo bem. Se não, tudo bem na mesma.
Não tenho ninguém para não me deixar chorar.
Não tenho ninguém que me leia o excerto de um livro.
Não tenho ninguém que declame um poema.
Não tenho ninguém que me tire fotografias.
Não tenho ninguém que dance comigo.
Não tenho ninguém que discuta comigo.
Não tenho ninguém em quem encostar a cabeça.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

À parte

Ontem, enquanto jogava aos países (vá, vão dizer que não sabem o que é ?), ocorreu-me à lembradura a minha primeira lição do curso de Relações Internacionais, na primeira aula da cadeira Teoria das Relações Internacionais.
Prof:"Sabem qual é o país mais pequeno do mundo?"
Nós: "Hmmm... Ahhhhh... Ehhhhhh... Hmmmm... Não..."
Prof: "É o Tuvalu. Mas nem sempre é visível. Quando a maré enche, desaparece do mapa."
Nós: "Uau!!"

Depois disto, tudo o resto que aprendi foram pormenores.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Ando à descoberta

Num dia de calor com trânsito, com o rádio ligado na Radar 97.8 FM, distraída a pensar em mil e uma coisas, uma mão no volante e outra a segurar a cabeça apoiada na porta, oiço isto. Há já algum tempo que não ficava deslumbrada, arrepiada e surpreendida. E o que descobri a seguir foi muito bom!!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

O regresso ao trabalho depois das férias é sempre complicado, ainda por cima, se for no mês de Agosto (este ano, atípico. Parece que ninguém foi de férias para lado nenhum. Há trânsito, dificuldade em estacionar, filas de gente em todo o lado). E se estivermos a passar por mudanças no trabalho, que implicam mudar mesmo tudo, tudo, mas ainda sem sabermos muito bem para quê. E se estivermos numa espécie de part-time intensivo (percebem? trabalhar menos horas por dia mas com muita coisa para fazer mas ainda sem saber muito bem como). E se chegarmos a casa e não tivermos ninguém à nossa espera (a não ser o fiel e sempre carente Bono). É estranho. Parece que ando a flutuar por aí, sem saber muito bem o que ando a fazer nem para quê. Regra geral, chegamos das férias com alguma pica para o trabalho, ainda que nos cansemos logo no primeiro dia e já só pensemos nas próximas férias. Mas é estranho... Ando assim-assim.
E depois, no meio deste marasmo, recebo um telefonema...
Do lado de lá - Boa tarde Dona A. G (dificuldade em pronunciar o nome). Daqui fala não sei quem do Citibank e estamos agora a transferir para a sua conta um montante entre 1000 e 6000 euros, com uma taxa de juro muito competitiva (é interrompida por mim)
Eu - Olhe, vá mas é transferir isso pró *******!!!!

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Discovering Tapada de Mafra (com muito pó à mistura) - Um post com a colaboração de David Attenborough

Férias... Sol... Calor... Muita praia algarvia, muitos banhos de mar bem salgado (as pessoas acham estranho eu dizer que algumas praias têm o mar mais salgado que outras). A verdade é que me canso depressa das férias que toda a gente deseja. Ir à praia e ficar tão morena quanto nos for possível, cansa-me. Por isso, no regresso a casa e ainda de férias, decidi descansar e dar umas voltas caseiras. Rumo à Tapada de Mafra, a 10 km de casa mas tão longe da minha disponibilidade. Até ontem. Comboio com duas turmas de escola nas carruagens da frente, e eu cá atrás que é para não levar com aqueles gritos infantis. E como a maioria eram crianças, a tour foi feita a pensar nas crianças. Estão a ver? A guia falava muito devagar e com termos básicos (acho que escolares é melhor) para as crianças perceberem. "E agora, do lado esquerdo do comboio temos um grupo de gamos. Não, não são veados. São gaaaaaaaamoooooss! E ali no meio o que são? Isso, javalis liiiiiiiiisssstados. Listados para se poderem esconder no meio da vgetação". Boa, duas horas disto, pensei. Acabou por não ser muito mau. Pior eram o pó e os solavancos do comboio. Posso dizer que vi gamos, veados, javalis, sacarrabos e genetas. O lobo estava de luto. A companheira havia morrido em Março e os lobos, como animais fiéisque são, fazem lutos muito prolongados (I'm always learning... amazing). E as águias estavam escondidas.
Para lá da confusão escolar, uma menina, acompanhada pela tia, bem esperta e atenta, passou a viagem toda a perguntar, sempre que via um animal sozinho, "onde está a mãe dele?" Posso dizer-vos que vimos muitos animais sozinhos... Estão a imaginar quantas vezes a miúda fez aquela pergunta? É. E a mim perguntaram-me se eu também era assim. Não, achas? Eu era daquelas que perguntava incessantemente "porquê?"

É tão bom estar de férias, não era?

Ah! Já me esquecia. Êta, Caetano, cê manda bem. Grande concerto! Para compensar, claro.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Era uma vez...

... Quatro rapazes de Manchester, aliás, de Salford, o que faz toda a diferença, que se acharam capazes de fazer melhor que os Sex Pistols, capazes de dar uma luz ao fundo do túnel a uma cidade escura, desfeita, suja, sem futuro, onde nada mais havia que fábricas e blocos de cimentos.
Ian Curtis, o vocalista, o génio, o espírito, o iluminado. O rapaz que só queria ser perfeito, que se transformava em palco, com uma dança frenética. "Parecia uma marioneta, como se aquilo fosse a expressão da sua fragilidade", disseram. Pensavam que estava drogado. Não. Era apenas a música a tomar-lhe conta do corpo e a levá-lo para outro mundo.
O rapaz que nos tempos livres lia livros sobre o sofrimento humano.
As primeiras fotos profissionais de Ian (e da banda) mostram um ar angelical e uns olhos translúcidos que deixam ver a mente brilhante do génio. Fez-se luz. Ele é o meu Euchrid Eucrow...
Joy Division, nome retirado do livro "House of Dolls, podia ter sido "A" banda dos anos 80. Não fosse a doença de Ian e a incessante busca da perfeição, que o levou a uma espiral de destruição interior por não conseguir (ou achar não conseguir), prosseguir com os Joy Division.
A segunda tentativa de suicídio teve sucesso. Os restantes três elementos da banda não lhe perdoaram. E formaram os New Order.

Para recordar, a genialidade de "Love Will Tear Us Apart" e o primeiro hit, "Dead Souls".

Tenho pena.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Tesourinho nada deprimente - Regresso aos 80's

Faço parte da colheita de 80, aquela que ainda não chegou aos 30 mas que já sofre alguns dos sintomas, bons e maus. Fica para um próximo post.
Mais nova de três, bebia as músicas e os ensinamentos das irmãs mais velhas como qualquer miúda que gosta de aprender. Foi assim que aos 5 anos, já dialogava em inglês e cantava várias músicas na mesma língua. Tinhamos um leitor/gravador de cassetes tipo tijolo, que colocávamos no quarto no volume máximo. E assim passávamos as tardes, a ouvir, cantar e dançar. E eu, como mais novinha, imitava as mais velhas. Por esta altura, devem estar a pensar: "e também cantavam a canção das três irmanzinhas?" Sim, cantávamos.
Isto tudo para falar da música e dos grupos que se ouviam nos anos 80. Lá em casa, ouvia-se muito Duran Duran, Eurythmics, Dire Straits, Bruce Springsteen, Depeche Mode, U2, Spandau Ballet, Wham, UB40, Boy George/Culture Club, Madonna, Erasure, Fine Young Cannibals, Billy Idol, Elton John, Simple Minds, Pink Floyd, The Cure,The Police,The Smiths, David Bowie, entre outros (o meu obrigada à minha mana mais velha pela ajuda na elaboração desta lista). Sim, na altura eu ouvia muita tralha. Muita mesma. Mas a idade traz consigo a capacidade de filtrar e de absorver coisas bem melhores. É outra das vantagens da caminhada para os 30...
Lembro-me, como se fosse hoje, do Top +, que dava na altura. Era, para as manas, um programinha familiar. E eu, como mais nova, ficava extasiada por fazer parte dele. Isto marcou-me, é o que vos digo. Ainda hoje me recordo do medo que sentia sempre que passava o hit do momento. Wild Boys, dos Duran Duran. Para uma miúda de 6/7 anos, era um verdadeiro filme de terror.
Hoje, considero um dos melhores vídeos de sempre da década.

E continuo a sentir um arrepiozinho...

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Pérolas de uma agência de modelos - Parte II

Ah pois é! A saga continua neste post e noutros que hão-de vir. Deliciem-se!

À pergunta: "Quais os motivos que o/a levam a inscrever-se numa agência de modelos?", estas foram algumas das respostas, ipsis verbis...

" Gosto de ser avaliado por quem tem conhecimentos"

"Representar! Porque gosto de ser várias e diferentes pessoas ao mesmo tempo"

"Fascinação para subir na vida"

"Gosto pelo trabalho. Gosto deste trabalho. Gostaria de fazer este trabalho"

"Sempre gostei do mundo da moda e desde pequena que sempre gostei do mundo da moda"

"Gosto de conhecer pessoas novas e aprecio o seu trabalho"

"Conhecer mundos novos"

"Porque é um meio que eu gosto e é lá que me sinto bem"

"Poder trabalhar numa área que me desperte e ao mesmo tempo conciliar com os estudos e lifestyle"

"Gostaria de receber algum dinheiro e aparecer na televisão"

"O gosto de ser conhecido"

"As razões que me traz aqui é gostar"

"Não tenho medo de pisar um palco como já alguns virão na experiência família superstar"

"Adoro televisão, adoro tirar fotos e vaidade"

"Comédia"

"A minha inscrição deve-se ao facto de gostar de interacção com o público. O tipo de trabalho que gostaria de fazer era modelo, fotográfico e modeling"

"Problemas financeiros"

"Desde os 11 anos que a minha vida passa pelos trabalhos desta área. Trabalhei muito o meu corpo para chegar onde estou. E aqui estou, quero ser modelo"

"Quero abraçar esta área com unhas e dentes"

"É o sonho que tenho todas as noites"

sexta-feira, 27 de junho de 2008

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Always listening to good music

Os meus ouvidinhos já não papam qualquer coisa. Ainda para mais, em vésperas do concerto de Magnetic Fields, que se avizinha com casa pouco cheia, talvez porque no mesmo dia actua o insuportável Jack Johnson e as suas pranchas de surf. Ainda melhor. Não vai ser um daqueles concertos esgotados e onde ouvimos tiradas do estilo: "Quem é este gajo?". Destaque ainda para o dia de hoje,em que os Sigur Rós lançam o novo álbum, completamente disponível para os ouvidos que sabem ouvir em http://www.sigurros.com

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Retratos de Barcelona IV



Retratos de Barcelona III



Retratos de Barcelona II



Retratos de Barcelona I



Desta vez...

... fomos a Barcelona não como dois turistas ávidos por descobrir a cidade, os seus monumentos, as marcas de Gaudí, mas sim como duas pessoas que regressam a uma cidade que os deixou impressionados, bem impressionados.
Regressámos a Barcelona quatro anos volvidos. E comprovámos porque dizem que quem lá vai uma vez, volta sempre uma segunda.
Desta vez, e como tinhamos muito tempo livre para relaxar e desfrutar da cidade como bem quisessemos, sem olhar para o roteiro, sem ficarmos em filas de espera para entrar nos pontos de interesse turístico, como La Pedrera, a Sagrada Família, o Palau Guell, o castelo de Montjuic, sem pressas, portanto, detivemo-nos nas pessoas. Na movida dos catalães. No melting pot que é aquela cidade. Paquistaneses, turcos, indianos, marroquinos, que se misturam com os catalães e com os turistas oriundos de várias origens: Canadá, States, França, Alemanha, China, Japão, Roménia, Itália, Portugal, Espanha... Sim, Espanha. Porque a Catalunha não é Espanha. Porque platja é bem diferente de playa, con é muito diferente de amb, creme catalan não é a mesma coisa que creme català e la ciudad é diferente de la ciutat. É esta diferença que faz com que a selecção espanhola não seja motivo de orgulho e euforia para os catalães. Só os turistas é que ligavam ao Euro e faziam o favor de encher os cafés. Nós incluídos.

II
As Ramblas e suas as ruelas e travessas parecem-se com um Martim Moniz a uma escala 20 ou 30 vezes superior. Naquelas ruelas e travessas abandona-se a confusão dos turistas e entra-se na essência da cidade, nos bairros, na vida das pessoas de lá. Não sei bem o que são. Catalães? Não, a maioria é imigrante. Nestes bairros da baixa, Raval e Ciutat Vella, há lojas, cafés, cabeleireiros, supermercados, restaurantes, pastelarias de e para a miscelânia de gente que ali se fixou. Apesar de ficarem longe das artérias principais, algumas destas ruelas dão acesso a alguns monumentos e, por isso, passeiam-se por lá turistas. Bem-vindos, aliás. Digo mais. Nestes bairros não se sente a segregação que se sente em Lisboa, em relação aos bairros da baixa. Aqueles fazem parte de Barcelona, da mesma forma que Barcelona não seria o que é sem aqueles.
Depois, há o L'Eixample, a Catalunya, a Plaza d'Espanya, o Passeig de Grácia, as zonas nobres, os Restelos lá do sítio, mas sem as prostitutas e as embaixadas.

III
Assim de repente, apetece-me dizer que Barcelona combina com "desenrasca".
São desenrascados nos transportes. Os bus estão articulados com o metro (8 linhas), que por sua vez está articulado com o comboio. Mesmo durante a noite, os táxis trabalham pouco. Tome-se este exemplo. À chegada ao aeroporto de Barcelona, podemos apanhar o comboio para o centro da cidade ou o autocarro que parte a cada 10 minutos. No sentido inverso, a mesma coisa. Onde é que em Lisboa se chega ao aeroporto ou ao centro sem ser de táxi ou de carro?
As lojas estão abertas até à meia-noite. Há um café, um restaurante, um supermercado, a cada 3 passos. Há um mercado aberto de segunda a sábado, até às 22h, 23h.
Há vida em Barcelona. Há vontade em aproveitar cada minuto do dia. Há, mesmo, um mundo inteiro em Barcelona.

Há, também, um custo de vida muito elevado, que faz com que umas mini-férias de quatro dias se transformem no equivalente a sete dias no Algarve.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Proposta de emprego

Procura-se homem/mulher com idade entre os 25/35anos, com muito bom aspecto, sem acne, sem cabelo oleoso, com as unhas arranjadas (basta cortadas e limpas), que saiba manter uma conversa de jeito de, pelo menos, cinco minutos, para apagar os spams que recebo de minuto a minuto no meu email. Se for mulher, que não use camisolas justas e calças de cintura descaída a mostrar as banhas. Se for homem, que não use meias brancas e jeans pelo tornozelo. Bom ambiente de trabalho.
Oferece-se recompensa aliciante: uns contantes "bom trabalho". Os mais aplicados podem até ter direito a um café durante o horário de trabalho. E, quem sabe, ter direito a almoço.
Candidaturas com foto para este blogue.

Agora que veio o Sol...

... Decidi constipar-me, de livre e espontânea vontade, só para não torrar e ficar moreninha.

Deixem, que até Barcelona isto melhora!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Banda sonora da A8

Sendo o meu carro uma verdadeira bomba que ultrapassa na boa e ganha um grande avanço esses BM's e Mercedes, e por isso, possível alvo de carjacking, decidi dotá-lo de um sistema de som à altura. Nada de sub-woofers, que isso é muito chunguinha. O meu carro tem classe, tal como a condutora. Assim, ofereceram-me a última novidade em tecnologia de ponta, qual rádio com leitor de cd's. A velhinha e sempre fiável cassete com um fio para colocar no sítio dos phones do mp3. E tcharan, ce la musique no Boss Turbo! Nada de enfiar e tirar o cd e das músicas saltarem ao buraco mais pequeno na estrada. Isto é muito mais à frente.
E lá venho eu, a ouvir o Rufus e a tentar acompanhá-lo até ficar quase sem fôlego. E fico sempre com o choro contido, uma lágrima a cair, vá, sempre que ele canta "I'm so tired of you, America".

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Crónica de uma morte não anunciada

Hoje, morri. Morri de mim. Estou de luto, com um vestido preto de seda comprido que me roça os pés descalços. A minha pele está sem cor, nem sequer está branca porque branco é cor. Tenho o cabelo apanhado em rabo de cavalo. Estou bonita, para quem acabou de morrer.
Vejo choros contidos, semblantes carregados. Estão tristes. As crianças estão quietas, olham para os pais com interrogação.
Eu também quero chorar, mas sequei por dentro. Quero estender a mão mas não consigo chegar a ninguém. Quero dar um passo mas prendem-se-me as pernas. Mordo os lábios com força mas não verte uma gota de sangue. Quero gritar mas a boca não se abre. Não consigo ouvir... Que música estará a ouvir?
Merda, nem um bilhete consegui escrever. Mesmo que o quisesse, agora, não vale a pena. Tão pouco conseguiria papel e caneta para escrever. Tão pouco teria forças.
Lembro-me de tudo, agora que tenho tempo. Vou passar o resto da minha morte atolada de recordações. Mas já não consigo senti-las. Já não te oiço. Movimentas os lábios mas eu não te percebo. Parece que as memórias me morrem.
Oiço o silêncio, porque também este tem o seu som. Está frio. Não os vejo nem sinto, mas devo ter os lábio roxos.
Antes de morrer, de deixar de te ver, ouvir, sentir e cheirar, ouvi esta música. Tão banal, mas era a que estava a passar na rádio. Não fiz de propósito.

Um dia, hei-de voltar. Para mim.


Dry your eyes. I'm only drunk.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Estórias do ginásio

Não costumo incomodar-me com os outros homens no ginásio. Sei que olham, comem com os olhos e algumas mulheres fazem por isso. Não me incomodam.
Mas hoje, foi diferente. As máquinas do step estão estrategicamente situadas de frente para a parede. Atrás, estão as bicicletas. Para quem conhece as máquinas de step, sabe que uma pessoa em cima delas fica com o rabo bem espetado. Uma bela visão para quem está a pedalar, portanto. Incomodou-me um bocadinho, só porque a fileira de bicicletas estava cheia de homens.
A mesma sensação sucedeu-se quando, de quatro em frente ao espelho e rabo espetado, elevo a perna para fazer exercícios e sinto uns olhos bem gordinhos a galarem-me o rabo.

É chato.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Ser jovem

Fumam. Embebedam-se. São estúpidos. Ouvem música de merda. São mal-educados e mal-formados. São insolentes e convencidos. Vestem-se mal. Aliás, andam meio despidos. Não sabem nada da vida nem se preocupam em saber. Não querem aprender. Mandam mais sms num dia do que eu num mês. Não sabem escrever, muito menos sabem falar e sabem estar. Não têm conversas de jeito. Dizem asneiras ao desbarato. Pouco se importam se amanhã podem não ter peixe fresco para comer, desde que continue a existir McDonalds. Não lhes afecta o preço dos combustíveis. Não sabem quem é a Manuela Ferreira Leite (é a nova prof da escola?). Não sabem o que é não ter dinheiro. Não sabem onde fica o Tuvalu. Reformulando: nem sequer sabem o que é. Não conhecem o termo conversar. Falam alto e têm tiques irritantes. Os únicos concertos que conhecem é o Rock in Rio. Não sabem o que é ter amigos agarrados ao cavalo. As únicas drogas que conhecem são caldos Knorr e comprimidos esmagados em pó branco. Os cogumelos de que falam são "halogéneos". Nunca leram nem vão ler "E o Burro Viu o Anjo".

Posto isto, os jovens de hoje são uma farsa.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Afinal, parece que não evoluímos assim tanto

Da próxima vez que ouvir alguém dizer que a mulher já tem os mesmos direitos que o homem e que já se venceram grandes batalhas para conquistar a dita merecida igualdade de direitos, atiro-me à pancada. Não vou falar de filhos, do trabalho, das tarefas domésticas. Vou referir apenas o simples facto de uma mulher ser adjectivada de "maluca", "tarada", "leviana", entre outros do género, ser olhada de lado e alvo de comentários, por decidir expressar por escrito alguma criatividade que tenha em matéria de sexo. Mesmo que o decida fazer no seu próprio blogue. É quase a mesma coisa quando uma mulher afirma perante uma plateia feminina que gosta de levar no cu. Por momentos, senti-me a viver em plena época da censura, o que não me espanta, sinceramente. Basta pensar que temos a ASAE.
Eu pergunto: se fosse o blogue de um gajo, alguém queria saber?

terça-feira, 27 de maio de 2008

Da Vida

Sabemos que estamos melhor agora do que há 10 anos, quando encontramos uma amiga que está com pior cara do que nós. E sabemos que somos alvo de inveja quando nos apercebemos que ela sabe disso e que nos come com os olhos.
Sabemos que nos tornámos mulheres quando alguém que nos conhece desde criança, diz, sem qualquer segunda intenção, que somos uma mulher bonita.
Sabemos que somos responsáveis pelo que ensinamos àquela criança quando, ao nosso gesto, ela nos lança os braços para vir ao nosso colo.
Sabemos que estamos fartos de pessoas quando damos por nós a desabafar com o cão, com uma cerveja numa mão e uns cajús na outra.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Quique Flores...


Acho que vou comprar um lugar cativo na Luz...


O Rei que reinava eternamente... até um dia

Ele gostava da borga diária. Sob pretextos misturados com mentiras, a necessidade de estar com os amigos era maior que qualquer imposição da condição de "união de facto". Ele gostava de beber, muito, de se embebedar, de perder o tino. Ele gostava de fumar ganzas, de tomar tudo o que houvesse para se abstrair da realidade, da triste, dele, de saber que em casa não teria mais se não uma solidão partilhada a dois. Ele gostava de chegar a casa tarde, no silêncio da noite e ligar a televisão num canal de sexo. Ele gostava de dormir pouco mais de 4 horas. Ele gostava de fazer sempre qualquer coisa. Qualquer coisa sem ela. Ele não era o tipo de homem de ficar enroscado no sofá a ver filmes, seja de noite ou numa daquelas tardes de chuva. Ele gostava de sair. Ele gostava de se mostrar aos outros. E às outras. Ele gostava de andar bem vestido e chateava-se sempre que ela não lhe vincava bem as mangas das camisas pretas e brancas, as únicas cores que usava. E ficavam-lhe bem. Ele gostava de ter o cabelo grisalho e olhar-se ao espelho. Ele gostava de realçar o verde acastanhado dos olhos com colírio.
Ela gostava de ficar em casa. Ela gostava de fumar o único cigarro do dia, depois de jantar, na varanda com vista para a via rápida, onde por baixo permanecia uma pequena horta dos velhotes lá do sítio. Ela gostava de sair de casa de manhã com o cabelo ainda molhado, mesmo que ele resmungasse com a sua falta de cuidado na aparência. Ela gostava de fazer a depilação de 15 em 15 dias. Ela gostava de chegar a casa e de não ter ninguém que lhe perguntasse "Então querida, como foi o teu dia?". Ela gostava de despir e vestir roupa em frente ao espelho, acreditando que tinha um corpo bonito. Ela gostava de se fotografar em poses artísticas e de, um dia, enviar-lhas por email. Mesmo que ele a desprezasse. Ela gostava que ele um dia chegasse a casa e lhe desse um beijo de boa noite. Ela gostava que ele lhe fizesse o jantar uma vez por outra. Ela gostava de ir no metro e de fixar os olhos no homem que estava sentado à frente, um homem, qualquer um. Ela gostava de se masturbar em frente ao espelho.
Um dia, ela fartou-se de lhe vincar as mangas das camisas que vinham sujas das noites. E ele... ficou sem reino onde reinar.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Mais um sinal

Depois da exclusão por idade de alguns anúncios de emprego, seguiu-se a irritabilidade constante (agravada, portanto) e a falta de paciência para aturar pessoas (igualmente agravada).
Agora, são as olheiras e papos nos olhos permanentes.

Será isto a chegada aos 30?

Questão de lógica

Eu não penso.
Logo não existo.

Penso eu...

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Lição de geografia

A caminho de casa, quase à saída da A8 para Mafra/Malveira, vejo umas letras garrafais estilo Hollywood a dizer Charneca. Um pouco mais à frente, uma placa a indicar Almada. Sigo e vejo mais uma, Seixal. E se continuar pelas estradas regionais, encontro ainda mais uma... Bairro Alto.

Estou confusa...



quarta-feira, 14 de maio de 2008

Este nosso Mundo

1) Mais uma subida dos combustíveis, o que me leva a equacionar a hipótese de tirar o carro todos os dias da garagem e de fazer a visita àquela amiga que mora mais longe, ou de dar aquele passeio ao fim-de-semana.
2) Imagens que mostram a dimensão da estupidez humana numa peregrinação que juntou um milhão de pessoas para ver uma santa. Cotoveladas, pontapés, crianças atiradas ao molhe para tocar na santa, nem que fosse com a ponta do cabelo. Às vezes, a fé das pessoas não é mais do que uma manifestação de loucura.
3) Sócrates foi apanhado a fumar num avião. Chiiii, Ehhhhh, Ohhhhhh! Temos assunto de importância de Estado e vital para o desenvolvimento do país para a próxima semana, no mínimo. Isto se a Fátima Campos Ferreira não quiser debater isto no Prós & Contras.
4) Astronautas precisam-se. Eu vou. Onde é que assino?

terça-feira, 13 de maio de 2008

The National - Notes of a concert (agora que já estou mais calma e consigo expressar a histeria)

Muito nervosismo em palco, com vista para uma plateia cheia. Um violino influente. Uma voz personificada numa figura que povoa as mentes femininas. Calor humano que suava por todos os poros.

Eu... fiz os trabalhos de casa.

I
I've been draggin around from the end of you coat for two weeks
And now I'm sorry I missed you
I had a secret meeting in the basement of my brain
Didn't anybody tell you how to gracefull disappear in a room
You get mistaken for strangers by your own friends
Another uninnocent elegant fall into the unmagnificient lives of adults

II
Baby, come over, I need entertaining
I had a stilted, pretending day
Lay me down and say something pretty
Lay me back down where I wanted to stay
Just say something perfect, something I can steal
Say, look at me
Baby, we'll be fine
I wanna hurry home to you
Put on a slow, dumb show for you and crack you up
This isn't working, you, my middlebrow fuck-up
My mind's not right
My mind's not right
My mind's not right

III
You're all humming live wires under your killing clothes
Get over here, I wanna kiss your skinny throat
You're a wasp nest
Sometimes you get up and bake a cake or something
Sometimes you stay in bed
Leave it all up in the air
Let them all have your neck
So worry not
All things are well
We'll be alright
We have our looks and perfume
Stay inside till somebody find us
I have your dreams and your teeth marks
And all my fingernails are painted
Break my arms around the one I love
And be forgiven by the time my lover comes
Turn the light out say goodnight
No thinking for a little while
Lets not try to figure out everything it wants
Whatever went away I'll get it over again, I'll get money, I'll get funny again
Walk away now and you're gonna start a war

IV
Falling out of touch with all my friends are something getting waisted
I wish that I believed in fate
I wish I didn't sleep so late
Let me come over I can waist your time, I'm bored
You just walked away and I just watched you
What could I say
How close am I to losing you?

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Night sessions

Facto n.º 1: adoro estar com o meu amigo Pedro. Adoro conversar com ele, ouvi-lo e, principalmente, adoro a boa disposição, as tiradas hilariantes que me fazem rir até me doerem os músculos, o equivalente a ter feito 100 abdominais.
Facto n.º 2: adoro a minha amiga Mártam. A capacidade de análise que ela consegue ter mesmo quando tem a vida de pernas para o ar.
Facto n .º 3: irrita-me quando quero muito ir a um concerto e ele está esgotado com pessoas que vão, não por gostarem e conhecerem, mas porque lhes disseram que aquilo estava na berra.
Facto n.º 4: Soulwax estava esgotado. E isso chateou-me. Quanto muito, teria que esperar pelas 3h para ver 2 Many Dj's.