Desta vez, fiquei mesmo impressionada. Já li muitas sondagens sobre sexo mas nenhuma me deixou boquiaberta e com os olhos bem esbugalhados como esta. A surpresa não veio com os números. Nalguns casos, muito exagerados por excesso, para dar a ideia de que somos uns gandas malucos no que ao sexo diz respeito, ou por defeito, porque apesar de sermos uns gandas malucos, somos também muito envergonhados e cheios de preconceitos. Non sense, digo. A busílis da questão está nos termos utilizados, o que me levam a uma conclusão óbvia. A dita sondagem, acompanhada de bonequinhos fofinhos, referia-se aos tipos de relações sexuais desta forma: "sexo de homem+boca de mulher", "boca de homem+sexo de mulher", "sexo de homem+ânus da mulher". Tal e qual. É então que eu pergunto: somos assim tão estupidamente ignorantes e cheios de falsos pudores para agora dizer que o sexo oral é boca no sexo e sexo na boca e o sexo anal é o sexo no ânus? Vejamos o impacto na prática.
"Querida, hoje estou particularmente inspirado. De tal forma, que pensei em fazermos um boca de homem no sexo de mulher. O que achas?"
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sexta-feira, 19 de junho de 2009
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Sexo? Dispenso...
A frase não saiu da minha boca, nem me imagino a dizer tal coisa, por mil e uma razões que poderia aqui explicar, mas não vale a pena. Eh pá, não me apetece, não há necessidade de dizer que não me imagino a viver sem. Diante da realidade de existirem pessoas que vivem bem sem sexo, desde sempre, dei comigo a pensar... Não, não foi a pensar que eu também era capaz... foi mais do género: "esta gente não sabe o que é bom". Parece que, agora, a par dos homossexuais e dos bissexuais, surge uma nova tendência, os assexuais. Compreende-se, por este termo, pessoas que não têm relações sexuais, porque não querem e porque não sentem necessidade. Falta-lhes desejo, vontade, atracção, impulso... Dizem-se felizes assim, e dizem-se capazes de amar alguém e de viver uma relação. Sem sexo, claro está. Um modo de vida, portanto. Podem dizer o que quiserem, afinal, vivemos numa sociedade livre, a maioria das vezes. Mas isto para mim não faz sentido. Porque o sexo é, para além da consagração de um amor, a manifestação suprema dos instintos irracionais do ser humano.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
A primeira vez


Sempre a imaginei intocada. Com aquela pele alva cheia de sardas, imaculada, os caracóis ruivos que prende de vez em quando com um lápis. Pernas altas, ancas generosas, um mulherão... Para mim, sempre uma criança em corpo de mulher. Apesar da maquilhagem cheia de brilhantes, das roupas sofisticadas, aquele sorriso não engana ninguém. Tem voz de criança que cresceu depressa. Sim, tenho-lhe um afecto quase maternal e um instinto protector.
De tal forma que me é tão difícil imaginá-la a ter aquele momento. Aquele porque todas as raparigas aspirantes a mulheres anseiam, aquele em que algumas se tornam mulheres, outras em mulheres frustadas e outras até que decidem ser lésbicas.
Imaginar as mãos daquele rapaz com pretensão de ser homem e aspirante a macho cobridor, percorrerem-lhe a pele macia e impoluta... Imaginar aquela boca a chupar-lhe os mamilos cor-de-rosa, aquelas mãos brutas a agarrarem-lhe os seios alvos. Será que a magoou? Cabrão... Puto insensível... Será que ela sentiu aquele arrepio na espinha e a tontura própria de quem não sabe bem o que é aquilo que está a experienciar?
A minha cabeça não consegue reproduzir a vagina dela, tão cor-de-rosa e pueril, a ser penetrada. Será que foi à bruta? E se ele não a olhou nos olhos no preciso momento em que a penetrou e rompeu o certificado de virgindade? E se ele não encostou a face dele à dela? Terá sangrado? Acho que sim. Sei que ela preparou o momento como qualquer adolescente que sonha com aquele dia. Acredito que terá feito a cama de lavado, com lençóis brancos, tal como ela. Aposto que passou pelo corpo aquele creme cheio de brilhantes.
Será que ele a soube despir? Ou na pressa dos seus 18 anos terá desapertado a braguilha, tirado o membro nervoso para fora, baixado as calças dela e desviado as cuecas, enfiando-o assim, de repente? Terá feito movimentos vagarosos, com tempo para ouvi-la gemer a cada estocada, contemplando a expressão dela? Espero que de prazer.
Sei, porém, que não foi neste momento que ela perdeu a virgindade. A virgindade perde-se a partir do momento em que fazemos amor sem pensar em mais nada, sem complexos, sem tabus. Até mesmo sem amor. Perde-se quando desfrutamos do sexo pelo sexo.
Poderá ter tido um minuto de espanto, um minuto daquele carrossel colorido, como as gomas que ela come. Mas o verdadeiro prazer ela não o terá em dez quecas de dois minutos cada. Daqui a uns anos, ela vai querer mais e vai saber como o conseguir. Vai saber que três horas seguidas são bem melhores que 3o vezes 3 minutos. Espero que aprenda. Por ela, por ele e por todos os que poderão vir no futuro.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
E eis que...
... a meio de um jantar de aniversário, que juntou amigos de infância (a malta lá do bairro), descobri, por entre recordações daqueles tempos, a razão pela qual a frequência e consequente satisfação sexual entre os casais, diminui quando se juntam/casam.
A conversa começou mais ou menos desta forma: "naquele tempo, quando íamos para o monte..." A partir daqui, seguiu-se uma série de lembranças que me fez chegar a uma conclusão, exposta lá mais adiante.
Não conheço ninguém que no auge dos seus 15/16 anos (no mínimo), não fosse lá para o monte da cidade, que por acaso, tinha uma vista do caraças: ponte 25 de Abril, Cristo Rei, aeroporto... Um luxo!! Chegávamos devagar, com os faróis apagados como sinal de respeito pela privacidade dos que lá estavam. Até tinhamos lugares cativos. O meu é o actual Lote 88. Não me lembro de me ter acontecido um episódio digno de memória, para além das maratonas óbvias, tendo em conta que, no meu tempo, eu tinha que chegar a casa à meia-noite... E quando o horário se prolongava, era a festa no monte. Sei de alguém que experimentou a bagageira de um carro comercial e colocou a toalhinha entre a porta para esta não fechar. Findo o acto, puxa da toalha para a devida higienização e ups, f...-se, a porta fechou-se. A chave, as roupas, estavam na parte da frente do carro. Solução: partir o vidro, o que lhe valeu um prejuízo ao nível de uma noite num hotel de 4 estrelas.
Além do monte, havia alguns que recorriam aos descontos do cartão jovem nos hotéis de 3 estrelas e algumas pensões... da Costa da Caparica. Passeio de domingo com o namorado, directos à Costa, uma passagem pela praia, pela rua dos Pescadores e pimba, uma entrada rápida no hotel/pensão, com aquele ar de caso, de cabeça baixa, a pedir um quarto duplo... só para descansar, porque viemos de longe. Era até à noite, o apetite (de comida) só aparecia a caminho de casa. Pergunta a mãe: "Então onde foste?", responde a filha: "Fui comer um gelado à Costa", nova pergunta da mãe: "À Costa? Com esta chuva...? Vens com o cabelo molhado...", responde a filha na distância confortável do wc: "Então, apanhei chuva quando saí da geladaria."
E a malta era feliz... sexualmente. Ou pelo menos, pensava que era.
A mesma coisa quando íamos às matinés no cinema, ver os filme do Van Damme e do Steven Siegel, que ninguém via... Era aproveitar o desconto do cartão jovem, o escurinho da sala e cada casal ia para um canto da fila...
Nesse tempo, ninguém se preocupava em ser apanhado, se alguém estava a ver... Era no banco do jardim, rodeado de putos e velhotes, era nas escadas de um prédio qualquer, era numa esquina mais escondida... Era onde nos apetecesse.
Hoje, isso mudou. Bem podemos experimentar as divisões da casa, a mesa da sala, o lavatório da casa-de-banho, o terraço, a cama de rede, a garagem... Ou até, ir a um motel no aniversário de casamento. Mas nada, NADA, se compara à espontaneidade daquela idade. E foi isso que se perdeu e que se perde com a idade.
Belos tempos, aqueles...
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
A hora de almoço do obril!!
Para quem trabalha perto de zonas de obra, sair para almoçar fora pode trazer algumas surpresas, principalmente, se tivermos que passar pelas ditas. O óbvio: vamos ter de ouvir piropos do pessoal do obril, mesmo que tenhamos a depilação à Tony Ramos ou uma cara de quem foi atropelado por um camião e não teve direito a indemnização. A surpresa: o requinte e imaginação dos piropos das construções modernas. Os tradicionais “papava-te/comia-te/lambia-te toda”, “ganda rabo!”, “Anda cá ao pai”, “És MUNTA BOUA”, passaram à história. Do novo repertório fazem parte: “Ainda dizem que as flores não andam” ou a variante “Ó flor, queres vir para o meu jardim?”. Ou ainda “Que belas pernas… A que horas abrem?”. Até hoje, eu achava que o melhor deles todos era: “Ó jóia, anda aqui ao ourives!”. Mas a cereja no topo do bolo, o Globo de Ouro dos Piropos do Obril vai paaaaaaaaaara: “Eu só não tenho pêlos na língua porque tu não queres!”. Clap, clap para o pessoal do obril! Ainda dizem que são básicos!