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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Os gajos que se metem à nossa frente no trânsito, com atitude de "chega pra lá que vais parar com medo de me bateres", não têm noção das pessoas que se encontram ao volante. Cuidado! Nunca se sabe!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Ser jovem

Fumam. Embebedam-se. São estúpidos. Ouvem música de merda. São mal-educados e mal-formados. São insolentes e convencidos. Vestem-se mal. Aliás, andam meio despidos. Não sabem nada da vida nem se preocupam em saber. Não querem aprender. Mandam mais sms num dia do que eu num mês. Não sabem escrever, muito menos sabem falar e sabem estar. Não têm conversas de jeito. Dizem asneiras ao desbarato. Pouco se importam se amanhã podem não ter peixe fresco para comer, desde que continue a existir McDonalds. Não lhes afecta o preço dos combustíveis. Não sabem quem é a Manuela Ferreira Leite (é a nova prof da escola?). Não sabem o que é não ter dinheiro. Não sabem onde fica o Tuvalu. Reformulando: nem sequer sabem o que é. Não conhecem o termo conversar. Falam alto e têm tiques irritantes. Os únicos concertos que conhecem é o Rock in Rio. Não sabem o que é ter amigos agarrados ao cavalo. As únicas drogas que conhecem são caldos Knorr e comprimidos esmagados em pó branco. Os cogumelos de que falam são "halogéneos". Nunca leram nem vão ler "E o Burro Viu o Anjo".

Posto isto, os jovens de hoje são uma farsa.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Afinal, parece que não evoluímos assim tanto

Da próxima vez que ouvir alguém dizer que a mulher já tem os mesmos direitos que o homem e que já se venceram grandes batalhas para conquistar a dita merecida igualdade de direitos, atiro-me à pancada. Não vou falar de filhos, do trabalho, das tarefas domésticas. Vou referir apenas o simples facto de uma mulher ser adjectivada de "maluca", "tarada", "leviana", entre outros do género, ser olhada de lado e alvo de comentários, por decidir expressar por escrito alguma criatividade que tenha em matéria de sexo. Mesmo que o decida fazer no seu próprio blogue. É quase a mesma coisa quando uma mulher afirma perante uma plateia feminina que gosta de levar no cu. Por momentos, senti-me a viver em plena época da censura, o que não me espanta, sinceramente. Basta pensar que temos a ASAE.
Eu pergunto: se fosse o blogue de um gajo, alguém queria saber?

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Detesto esperar!

Há poucas coisas tão irritantes como estar na fila de uma caixa mutlibanco e ver que a senhora velhota de óculos fundo de garrafa, puxa dos seus 4 cartões multibanco, tira o saldo a cada um e faz os pagamentos da água, luz, gás, TV Cabo e carrega o telemóvel, com toda a calma deste mundo. Como se de um momento de grande intimidade acontecesse entre ela e aquela caixa. Tudo isto enquanto as pessoas que estão na fila agonizam porque têm mais que fazer. Com a agravante daquela ser a ÚNICA caixa existente na rua.
Calma... Até porque hoje é sexta-feira...

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Diz que é uma espécie de sadismo

Com tantos sem-abrigo e velhos abandonados em lares, eu pergunto-me vezes sem conta: "Por que é que continuas a dar-te com pessoas estúpidas, a levar patadas atrás de patadas, quando sabes que não vale a pena?"

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Comentário enviado às 10h30 de hoje para a plataforma "Não Obrigada"

"Tenho, para mim, que a campanha da plataforma "Não Obrigada", excedeu todos os limites do razoável e do aceitável, se é que se pode considerar desta forma qualquer um dos vossos argumentos. São ridículos, desvirtuam o cerne da questão, fazem comparações desprezíveis, procuram fazer com que uma mulher se sinta o pior ser humano do mundo, apelam à beatice. Voto Sim! Há 8 anos, teria votado Sim. Mesmo para quem ainda não decidiu o seu voto, os vossos argumentos não têm essa capacidade de apelar ao voto Não. "Como é possível abortar sabendo que já bate um coração?", "Financiar com dinheiros públicos clínicas da morte"... Mas o que é isto? Fazem-nos de estúpidos insensíveis sem consciência? Eu gostava que cada mulher que defende o Não, que cada mulher que integra o vosso movimento, defendesse cada letra destes argumentos ao saber que estava grávida resultado de uma violação por um desconhecido, do abuso do pai, do padrasto, do irmão, que o feto crescia malformado, sem um braço, sem uma perna. Eu gostava de ver esses homens defensores do Não, apoiar a amante quando esta lhes diz que está grávida, apoiar a amiga da filha que ficou grávida... Os outdoors metem nojo, os vossos debates metem nojo, cada palavra que proferem mete nojo. E a vossa mais recente estratégia é duplamente nojenta. Como se atrevem a escrever nas escadas do metro e na calçada "Cuidado, não me pises, eu só tenho 10 semanas", com um feto pintado no chão? Há que respeitar quem não tem a mesma posição que nós, mas vocês merecem todo o meu desrespeito, toda a minha intolerância, desprezo e nojo. "

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Warning!

Por motivos de ordem maior, ou seja, por estar ATOLADA de trabalho até não poder mais (nem no meu dia de folga, conseguido a muito custo, eu deixo de receber 324654 chamadas de trabalho) e por ter, de há várias semanas para cá, os meus fins-de-semana compostos apenas pelo (sagrado) Domingo, este blogue vai estar inactivo por algum tempo.
É certo que esta notícia não constitui uma grande falta na blogosfera, tão pouco para os que visitam A Ginjinha, mas para mim, faz uma grande diferença!

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

De uma vez por todas!

O assunto é delicado e evito pronunciar-me em demasia. Mas vou aqui deixar bem explícita a minha opinião sobre a questão.
Quando leio os gigantescos outdoors da campanha não obrigada, dá-me vontade de dizer àquelas putas (e alguns cabrões de merda) se elas pensariam no coração a bater depois de serem violadas, se pensariam assim depois de verem esses mesmos corações a bater a dar as últimas batidas num hospital, tanta a porrada que levaram. E se preferem ver os corações a bater abandonados nos caixotes do lixo, nas matas ou à beira da estrada.
De uma vez por todas! Ninguém defende o aborto porque se gosta. Trata-se de despenalizar o que nunca deveria ter sido criminalizado, o direito à escolha. E não me venham com merdas de comparar o aborto a uma método contraceptivo. Tenham três dedos de testa e pensem, por favor!

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

Sondagem

Qual destas afirmações é a mais cretina, absurda e digna de levar uma cabeçada?

Afirmação 1: Um filho é a concretização do amor de um casal.
Afirmação 2: O conceito de casal só faz sentido se for para procriar.
Afirmação 3: Ninguém conhece a verdadeira felicidade até ter um filho.
Afirmação 4: A chegada de um filho é a realização de duas pessoas enquanto casal.
Afirmação 5: Faz parte da natureza da mulher querer ter filhos, procriar, dar à luz.
Afirmação 6: Se podes ter um filho, para quê adoptar?