Detesto o período da campanha eleitoral. Para além do lixo visual de cartazes sem fim em cada esquina e poste de rua, ainda tenho que levar com as obras de última hora que estiveram 3 anos e meio no papel!
Não há pachorra.
Valham-me os Gato Esmiúçador!
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quarta-feira, 16 de setembro de 2009
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Ensaio Sobre a Cegueira
Dizem as teorias e os experts que as elaboram que, em tempos de crise, aumenta a taxa de casamentos. Porquê? É a teoria do caos. Acontecimentos negativos tendem a provocar reacções inesperadas e, por vezes, contraditórias. Basicamente, se não há dinheiro, se as empresas fecham em catadupa, se os bancos e até países abrem falência, se o país está em recessão técnica, então, casamo-nos. Parece contraditório? E é. Casar implica gastar muito dinheiro, isto, claro, para quem é burrinho ou não frequentou o curso de finanças para casais. Não vou explicar esta parte. Voltando ao assunto... As pessoas procuram afectos, querem miminhos para superar a crise e... decidem casar. Por mim, tudo bem. Agora, não me imponham o casamento como o único passo possível para uma relação de vários anos. Tampouco me atirem à cara o argumento de que, se o amor é verdadeiro, então deverá ser celebrado com o casamento. Não, digam antes que acreditam no casamento enquanto instituição religiosa, que o querem fazer de livre e espontânea vontade, que querem dar uma festa para os amigos e fazer a vontade aos pais, que querem receber dinheiro dos convidados, que assim têm uma desculpa para ir a uma casa de strippers, que ela está grávida, ou até, que querem ter benefícios fiscais... enfim... há inúmeros motivos que não a cretinice já referida. Parece que voltámos ao antigamente. As uniões de facto são, agora e outra vez, coisa do Diabo.
Isto deixa-me (acreditem) com os pelitos da nuca em pé, com pele de galinha e com vontade de arrancar os olhos à garfada destas tristes figuras. "Se não te queres casar, é porque essa relação não vai durar" ou "Esse amor não é verdadeiro" ou "Não acreditas na relação e não é com ele que vais casar". Perante isto, têm vontade de quê?
Isto deixa-me (acreditem) com os pelitos da nuca em pé, com pele de galinha e com vontade de arrancar os olhos à garfada destas tristes figuras. "Se não te queres casar, é porque essa relação não vai durar" ou "Esse amor não é verdadeiro" ou "Não acreditas na relação e não é com ele que vais casar". Perante isto, têm vontade de quê?
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Gaffe
Local: carruagem do Metro
Eu para senhora que penso estar grávida: "Sente-se aqui"
Senhora que penso estar grávida: "Obrigada mas... não é preciso..."
Eu para senhora que penso estar grávida: "Sente-se"
Senhora que penso estar grávida: "Mas eu não estou grávida!"
Eu com cara de parva: "Ahhh... peço desculpa..."
Senhora com barriga saliente: "De nada... Hmpf..."
Eu com cara de parva para senhora com barriga saliente: "Mas sente-se na mesma..."
Eu para senhora que penso estar grávida: "Sente-se aqui"
Senhora que penso estar grávida: "Obrigada mas... não é preciso..."
Eu para senhora que penso estar grávida: "Sente-se"
Senhora que penso estar grávida: "Mas eu não estou grávida!"
Eu com cara de parva: "Ahhh... peço desculpa..."
Senhora com barriga saliente: "De nada... Hmpf..."
Eu com cara de parva para senhora com barriga saliente: "Mas sente-se na mesma..."
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Proposta de emprego
Procura-se homem/mulher com idade entre os 25/35anos, com muito bom aspecto, sem acne, sem cabelo oleoso, com as unhas arranjadas (basta cortadas e limpas), que saiba manter uma conversa de jeito de, pelo menos, cinco minutos, para apagar os spams que recebo de minuto a minuto no meu email. Se for mulher, que não use camisolas justas e calças de cintura descaída a mostrar as banhas. Se for homem, que não use meias brancas e jeans pelo tornozelo. Bom ambiente de trabalho.
Oferece-se recompensa aliciante: uns contantes "bom trabalho". Os mais aplicados podem até ter direito a um café durante o horário de trabalho. E, quem sabe, ter direito a almoço.
Candidaturas com foto para este blogue.
Oferece-se recompensa aliciante: uns contantes "bom trabalho". Os mais aplicados podem até ter direito a um café durante o horário de trabalho. E, quem sabe, ter direito a almoço.
Candidaturas com foto para este blogue.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Lição de geografia
A caminho de casa, quase à saída da A8 para Mafra/Malveira, vejo umas letras garrafais estilo Hollywood a dizer Charneca. Um pouco mais à frente, uma placa a indicar Almada. Sigo e vejo mais uma, Seixal. E se continuar pelas estradas regionais, encontro ainda mais uma... Bairro Alto.
Estou confusa...
sábado, 31 de março de 2007
Homens: rebelem-se!
Revoltem-se! Exerçam o vosso direito! Exijam! Protestem! Reclamem! Esmurrem! Esperneiem!
A capa da FHM com a Sofia Aparício e a sessão fotográfica são uma fraude, meus queridos, por MUNTA BOUM que aquilo vos pareça. A Sofia Aparício, pura e simplesmente, não tem aquele rabo. Aliás, ela não tem rabo. Nem aquelas pernas. Bolas... não quero acreditar que vocês acreditam naquelas imagens! Photoshop... diz-vos alguma coisa?
Atenção: isto não é inveja. Estou apenas a zelar pelos vossos interesses.
A capa da FHM com a Sofia Aparício e a sessão fotográfica são uma fraude, meus queridos, por MUNTA BOUM que aquilo vos pareça. A Sofia Aparício, pura e simplesmente, não tem aquele rabo. Aliás, ela não tem rabo. Nem aquelas pernas. Bolas... não quero acreditar que vocês acreditam naquelas imagens! Photoshop... diz-vos alguma coisa?
Atenção: isto não é inveja. Estou apenas a zelar pelos vossos interesses.
quinta-feira, 21 de dezembro de 2006
Conversa à Gato Fedorento
Amoreiras, hora de almoço, voltinha do costume para ver mais um presente. Uma das meninas do Citibank aborda-me.
"Boa tarde! Já conhece todas as vantagens do cartão Citibank? É gratuito para toda a vida."
"Obrigada..." e continuo a caminhar. Ela bloqueia-me a passagem.
"São só dois minutos. peço-lhe que colabore comigo, por favor." Imbuída pelo espírito natalício ou talvez intimidada por aquele ar ameaçador da meia leca, concordei.
Mal chego ao balcão, ela estende um formulário pronto a ser preenchido.
"Desculpa, mas eu não quero o cartão."
"Mas é gratuito, não paga anuidade para o resto dos seus dias e pode usá-lo em qualquer parte do mundo."
"Eu já tenho um cartão de crédito, que raramente uso, por isso não me interessa."
"Mas este é gratuito".
"O meu também. Já agora, se este cartão não custa nada, quais são as vantagens para o Citibank?"
"Além de ser a maior instituição bancária em todo o mundo, ganhamos porque as pessoas fazem compras a crédito."
"Pois, mas eu não quero. Uso muito pouco o cartão de crédito. Seria apenas mais um para ter e encher a carteira."
"A senhora não está a colaborar comigo."
"Porquê, ganha à comissão?"
"Sim."
"Mas eu não tenho nada a ver com isso."
"Mas repare, não vai ter qualquer despesa com o cartão e quando o quiser usar, usa-o. Repare, é gratuito."
"Pois então se é gratuito, não quero. Eu quero é pagar o cartão. Como são todos de borla, não quero nenhum."
"Boa tarde! Já conhece todas as vantagens do cartão Citibank? É gratuito para toda a vida."
"Obrigada..." e continuo a caminhar. Ela bloqueia-me a passagem.
"São só dois minutos. peço-lhe que colabore comigo, por favor." Imbuída pelo espírito natalício ou talvez intimidada por aquele ar ameaçador da meia leca, concordei.
Mal chego ao balcão, ela estende um formulário pronto a ser preenchido.
"Desculpa, mas eu não quero o cartão."
"Mas é gratuito, não paga anuidade para o resto dos seus dias e pode usá-lo em qualquer parte do mundo."
"Eu já tenho um cartão de crédito, que raramente uso, por isso não me interessa."
"Mas este é gratuito".
"O meu também. Já agora, se este cartão não custa nada, quais são as vantagens para o Citibank?"
"Além de ser a maior instituição bancária em todo o mundo, ganhamos porque as pessoas fazem compras a crédito."
"Pois, mas eu não quero. Uso muito pouco o cartão de crédito. Seria apenas mais um para ter e encher a carteira."
"A senhora não está a colaborar comigo."
"Porquê, ganha à comissão?"
"Sim."
"Mas eu não tenho nada a ver com isso."
"Mas repare, não vai ter qualquer despesa com o cartão e quando o quiser usar, usa-o. Repare, é gratuito."
"Pois então se é gratuito, não quero. Eu quero é pagar o cartão. Como são todos de borla, não quero nenhum."