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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A2

Domingo de manhã
- Primeiras angústias, primeiros suspiros... mas temos o dia todo pela frente

Domingo à tardinha
- Tirar a roupa do estendal, fazer uma selecção para arranjar a roupa que ele vai levar

Domingo ao início da noite
- Engomar. Depois, ele faz a mala...

Domingo à noite
- Levas isto? E aquilo? Não é melhores levares também isto?

Domingo mais à noite
- A semana passa rápido... Vou ter frio durante a noite...

Segunda de manhã cedo
- Beijo de boa viagem dado meio a dormir...

quinta-feira, 12 de março de 2009

Carta aberta

Li, algures, que há duas coisas distintas. O homem da nossa vida e o amor da nossa vida. Há quem tenha encontrado o amor, mas não o homem. E há quem tenha o homem mas não o amor. Não pensemos no amanhã. Ontem e hoje, eu tive e tenho o homem que é, também, o amor da minha vida. E quando faço um fast forward para o futuro, vejo-te a ti, comigo. Se será assim, não sei. Mas quero acreditar que sim. Orgulho-me de ti. Digo-o para quem quiser ouvir. Encho o peito e brilham-me os olhos. Os outros notam, sabem-no e alguns, invejam-no. Porque para muitos é difícil perceber como se aguenta uma relação durante tanto tempo, sem cansar. Então, percebo que o amor é como um trabalho, no sentido em que nada está garantido e temos de trabalhar para o manter e obter proveito dele. É, também, o nosso sustento emocional. Há quebras de produção, tal qual como num trabalho normal. E chegamos a um ponto em que, ou sabemos que é ali que queremos ficar, ou achamos que não vale a pena continuar. Eu continuei. E quero continuar. Porque daqui obtenho tudo o que alguma vez quis. E mesmo tendo colocado algumas interrogações, achei os pontos finais. E os de exclamação, também. Há muito tempo... Se assim não fosse, então não valeria a pena. Posso ser conformada com certas coisas, mas há outras com as quais não consigo viver se não me sentir bem. Melhor, se não as quiser. E então, aprendi uma coisa: "se gostas, demonstra-o mais vezes, assumidamente. Porque ele merece saber não por caminhos obscuros ou de formas subentendidas." Surpreendes-me todos os dias. Posso não to dizer ou demonstrar da melhor forma, mas sinto um orgulho tremendo em ti. Inspiras-me... Nunca to tinha dito, pois não? És o meu ninho. A minha meia turca que me aquece à noite. És a língua que me leva ao delírio. Elevas-me ao topo. Sou mulher com M grande contigo. Somos duas metades com os contornos de encaixe perfeitos. Perfeitos? perguntas tu. Sim. Podemos não gostar dos mesmos livros, mas tu lês e instruis-me no que mais gosta, e eu faço o mesmo. Podemos não gostar das mesmas músicas e bandas, mas completamos a nossa estante de cd's da melhor forma. Assim, nunca há monotonia.
Ao fim destes anos todos, e para que a nossa relva continue a crescer, há que tratá-la.
Então, que seja.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Prognóstico de um fim-de-semana

Quero beijar-te, para começar. Abraçar-te e sentir o bater do teu coração.
Quero ser mimada com tudo. Desde o dizeres-me que sou a mulher mais bonita do mundo ao preparares-me o jantar, aquele que te pedi.
Não quero mexer-me, a não ser os meus lábios.
Não quero conduzir, para ir com a cabeça encostada no teu ombro e a mão na tua perna.
Quero que me aqueças os pés, que continuam frios sem remédio.
Quero, também, que me digas: "Eu já te tinha dito que não era assim" ou "Temos de fazer isto assim, se não..."
Mesmo que chova, quero sentir o sol dentro de casa.

Não demores...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Basta!!!

O mês de Fevereiro é rico em dias inúteis, que a maioria das pessoas gosta de assinalar. Falo do Carnaval e, claro, do dia dos Namorados. Aquele dia em que somos praticamente obrigados a comprar um presente, a jantar fora num restaurante que tem tudo menos um clima romântico, porque está à pinha de casais, e dar uma queca. Eu estou farta!!! Basta!!! Basta de dias ridículos. Basta de dias programados para isto e para aquilo. Chega de restaurantes cheios e com filas intermináveis, arranjadinhos com florzecas e coraçõezinhos. Chega de sms que, de tão melosas, fazem disparar a minha glicémia. Chega de montras com peluches, postais, canecas, pijamas, tudo com corações e dedicatórias ridículas. Basta de amo-tes forçados e quase tirados a ferros. E principalmente, basta de quecas programadas. Eu quero ir jantar fora na noite que me apetecer, sem ter de enfrentar restaurantes arranjados só com mesas para dois e com música (pirosa) ao vivo. Quero dizer "amo-te" no dia e na hora em que me apetecer. Quero, se assim o quiser, mandar uma sms provocante ou deixar-lhe um bilhete de bom dia escondido na carteira, num dia qualquer. E quero dar uma trancada quando tiver vontade.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Happy Valentine's Day!

Não ligo nenhuma ao dia dos Namorados. Já lá vai o tempo dos postais e dos peluches dos 15 anos. Não ofereço prenda neste dia, mas recebo sempre um mimo logo pela manhã, uma flor ou um chocolate. O que me leva a, no final do dia, retribuir o mimo. Não gosto de ir jantar fora neste dia, os restaurantes estão sempre à pinha, tenho de esperar esfomeada na fila de espera e com o restaurante cheio, será tudo menos um jantar romântico. Ainda para mais, com o jogo do Benfica, o convite é mesmo para ficar em casa.
Respeito, no entanto, quem faz deste dia mais uma forma de comemoração a dois, quem o vive intensamente, quem o aproveita para demonstrar ao outro que o ama. Assim como respeito aqueles casais que têm determinadas conversas ao telefone, como se tivessem 16 anos e namorassem há uma semana. "Olá môr!!! Já tinhas saudades minhas?? Eu também...!! (...) Então vá, um beijinho môr. Amo-te muito!" E despedem-se sempre com um Amo-te, mesmo que o telefonema seja para perguntar se ele/ela tirou a roupa do estendar porque estava com ar de que ia chover. Tudo bem, estão in love e continuam apaixonados passados 10 anos. Tudo bem, mas estas conversas irritam um bocadinho!