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segunda-feira, 2 de março de 2009

Os pontos nos is

Algures na emissão de sexta à tarde da TSF, Pedro Mexia referia-se ao filme "Second Life" como o pior filme de sempre, não só do panorama português mas de tudo o resto. Concordo. Agora, dizer que o "Slumdog Millioniare" se equipara àquele, por ser do tipo de cinema televisivo, é arriscar a estupidez.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Cinema e TV Cines

Gosto de rever filmes. Mesmo aqueles de que não gostei muito. Ontem, revi o Juno. E gostei mais do que da primeira vez. Tinha menos sono, mais vontade de ouvir as músicas, de tentar decorar os diálogos, de reparar em todos os pormenores. Como, por exemplo, a barriga perfeita naqueles 40 quilos de corpo. O rabo de cavalo perfeito naquele ar desgrenhado. A primeira grande paixão de adolescente. A descoberta de que o feto já tem unhas. A prova de que a música pode unir duas pessoas de uma maneira que as outras desconhecem e não compreendem. As peúgas às riscas que ela não tira durante o parto. As palavras reconfortantes do pai, quando lhe diz que, um dia, ela voltará à maternidade. O sorriso dela quando vê, a primeira e única vez, a criança. O abraço escanzelado do suposto namorado.

Fiquei apaixonada. Outra vez. E chorei, pela primeira vez. Não queiram ser assim... Muito menos, queiram ir comigo ao cinema.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Era uma vez...

... Quatro rapazes de Manchester, aliás, de Salford, o que faz toda a diferença, que se acharam capazes de fazer melhor que os Sex Pistols, capazes de dar uma luz ao fundo do túnel a uma cidade escura, desfeita, suja, sem futuro, onde nada mais havia que fábricas e blocos de cimentos.
Ian Curtis, o vocalista, o génio, o espírito, o iluminado. O rapaz que só queria ser perfeito, que se transformava em palco, com uma dança frenética. "Parecia uma marioneta, como se aquilo fosse a expressão da sua fragilidade", disseram. Pensavam que estava drogado. Não. Era apenas a música a tomar-lhe conta do corpo e a levá-lo para outro mundo.
O rapaz que nos tempos livres lia livros sobre o sofrimento humano.
As primeiras fotos profissionais de Ian (e da banda) mostram um ar angelical e uns olhos translúcidos que deixam ver a mente brilhante do génio. Fez-se luz. Ele é o meu Euchrid Eucrow...
Joy Division, nome retirado do livro "House of Dolls, podia ter sido "A" banda dos anos 80. Não fosse a doença de Ian e a incessante busca da perfeição, que o levou a uma espiral de destruição interior por não conseguir (ou achar não conseguir), prosseguir com os Joy Division.
A segunda tentativa de suicídio teve sucesso. Os restantes três elementos da banda não lhe perdoaram. E formaram os New Order.

Para recordar, a genialidade de "Love Will Tear Us Apart" e o primeiro hit, "Dead Souls".

Tenho pena.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Juno

Foi o meu filme de sábado à noite. O argumento é leve, ideal para descontrair ao fim-de-semana. O que se pretendia, portanto. A novata, que ganhou a estatueta para Melhor Argumento Original, conseguiu a proeza de transformar a gravidez de uma adolescente numa espécie de comédia. Uma odisseia acompanhada de uma banda sonora inspiradora. O argumento em si não é nada de extraordinário, mas ganha com o desempenho de Ellen Page, no papel de Juno, grávida aos 16 anos, e do freak lá da escola, Paul Bleeker, de fraca figura, por quem ela se apaixona. Já para não falar do pai de Juno, um pai com um sentido de humor que todos gostaríamos de ter. Poderia ser uma história comum, não fosse a ideia de dar a criança para adopção a um casal escolhido a dedo. Um pequeno reparo. Jovens deste Portugal, não fiquem com ideias de seguir este exemplo. Mais depressa têm a criança (ou não) do que alguém a adopta.
Descontraída, Juno encontra no futuro pai adoptivo (que afinal não vai ser) uma espécie de "guru" da música, com quem partilha uma série de afinidades musicais e descobre outras tantas. Pensei até que se apaixonassem. Afinal, que melhor motivo para uma paixão se não a própria paixão partilhada pela música? Não se concretizou. Ainda bem, seria demasiado previsível. Assim como seria previsível se Juno decidisse ficar com a criança.
Quero eu com isto dizer que Juno vale a pena ver, aliás, ouvir, pela BSO, com nomes como The Velvet Underground, Cat Power, Belle & Sebastian, e a própria Ellen Page e o seu Paul Bleeker (não me lembro do nome do rapaz e agora não me apetece interromper a escrita para pesquisar na net).
Vale também a pena por estas "tiradas" magníficas (não transcritas tal e qual mas muito parecidas com o original):
- Porque é que perguntam se somos sexualmente activa? Isso quer dizer o quê? Que depois carregam num botão para nos desactivarmos?
- A pessoa que amas vai achar que tudo em ti é bonito. Até achar que tudo o que sai do teu cu é um raio de Sol a brilhar.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Ando toda FOXtrot!!

Há coisas fantásticas e temos que saber dar-lhes o devido valor. O fenómeno televisão por cabo (quer seja TV Cabo ou Cabovisão) trouxe um novo ânimo aos lares portugueses. É pró menino e prá menina, prós grandes e prós pequenos! Podemos pagar ou ser trafulhas e neste caso, conseguimos ter até 300 canais... de borla! Nos canais Lusomundo, ainda temos direito a dois de cada. No caso de termos perdido o início do filme, passado uma hora começa o mesmo filme no Premium 2. No meio destas centenas, há apenas um... dois, vá, não, três que já me estão memorizados: FOX, Lusomundo Premium e Sport TV. O primeiro tornou-se um sério vício e, como todos, difícil de largar. House, Donas de Casa, Earl, Os Simpsons, American Dad, Family Guy, Casos Arquivados, A Lei dos Mais Forte, The O.C, Ossos, Perdidos... Papo aquilo tudo! Mesmo sem saber a programação, está sempre a dar qualquer coisa, seja a que horas for. E se não tivermos conseguido ver um episódio, no dia seguinte, repetem-no. Fantástico! Há melhor do que isto? Há! Quando dão dois episódios seguidos do Dr. House! Melhor, melhor, só mesmo quando a sequência é Simpsons, Dr. House em dose dupla e Donas de Casa.
Claro que há sempre alguma coisa que estraga o cenário idílico de chegar a casa, jantar qualquer coisita, sentar-me no sofá e carregar no 53 do comando. Quando ele quer ver "O Dia Seguinte" na SIC Notícias, porque se parte a rir com as birras do Fernando Seara... Valha-me a televisão no quarto (é para isso que serve) para ver a moca de "Weeds", na 2.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Sobre o Babel

Mais do que o argumento, extremamente bem elaborado e com um fio condutor coerente,
Mais do que os planos de imagens, principalmente o do fim,
Mais do que o Gael, que surge não já com aquele cara de miúdo,
Mais do que mostrar, mais uma vez (este é um ponto em que alguns filmes têm insistido e que, confesso, começa a cansar) a estupidez americana de considerar tudo o que é homem de turbante, pele escura, e barba grande, terrorista,
E a falta de amor pelo próximo e compreensão pelos que sofrem, que tantos abrem o peito para dizer que têm e que, na altura devida, vai com os porcos,
Babel mostra um Brad Pitt com rugas, igual aos seus 40 e tais, talvez, não sei, com alguma make-up para esse efeito,




E só isto vale um Óscar!