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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

The Big Question

Tenho tanta coisa com que me preocupar... Outras tantas com que me aborrecer. No entanto, o cerne da questão, a busílis da cena está focada apenas e só nisto: rugas. A tendência, dizem, é para piorar. Falam em charme da idade, maturidade e outras tais associadas. De nada valem quando vemos uma fotografia nossa e... elas lá estão.

Não é uma questão de vaidade mas sim de saber (ou tentar) o que aí vem.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Notas de uma desempregada... recente... por enquanto

É a primeira vez que o digo assim, aqui, publicamente. Estou desempregada. Porquê só agora? Porque ainda não tive tempo para mais nada, esta é a verdade. Por entre as burocracias normais (centro de emprego, segurança social) há que juntar as burocracias com que não contávamos. Exemplifico. Andar atrás do patrão para pagar o que deve. Informar-me do que posso fazer para receber o que o patrão não quer pagar. Responder à Segurança Social que me informa que, por causa do meu ex-patrão pelintra, não tenho direito ao subsídio de desemprego. Constatar que é preciso muita perseverança para enfrentar as questões burocráticas... Percebo agora porque muita gente deixa passar as coisas. No meio disto tudo, não houve um entidade pública a quem me dirigisse que me dissesse: "Sim senhora, vamos já tratar disto". Não... é o tem de ir ali, tem de escrever para acolá, tem de vir para a semana... Não é fácil...
Assim como não é fácil lidar com a nova condição social: a de desempregada. É um rótulo e parece que o trazemos bem colado na testa. É a roupa que não brilha. É o ânimo desanimado. É a maquilhagem que já não faz milagres. Parece que tudo corre mal. Vistos pelos outros, somos uns coitados, porque aqueles ainda têm emprego. Mal ou bem, recebem qualquer coisita e não se pode exigir muito, qu'isto não está para essas coisas. Enganam-se. Agora, mais do que nunca, sei o que não quero. Não vou compactuar com aqueles que se aproveitam da crise, para oferecer empregos miseráveis, mal pagos e onde a palavra exploração é aceite por ambas as partes. Mesmo sem portas ou janelas abertas, não nos precipitemos.
Bom, não pensem que me estou a armar em heroína. Tenho as minhas quebras. Quando, por exemplo, vou a uma entrevista e me dizem que tenho currículo a mais para o que querem. Ou, pelo contrário, não tenho a experiência necessária.

Não, não é fácil. E esta chuva não ajuda...

Espero que o sol brilhe algures...

terça-feira, 24 de março de 2009

Estou cansada...

... As notícias não são animadoras. E assim, é difícil manter o espírito positivo. 
Estou ansiosa... e desanimada ao mesmo tempo. 
É o calor que não vem.
É a comida que não sabe bem.
É a roupa que não assenta bem.
É ele que nunca mais vem.
É a ausência do cheiro a pele.
É o dinheiro que não cresce.
É a dor de cabeça que não passa.
E o estômago que reclama sem fome.
É a noite que não traz bons sonhos. Ou apenas (e chegava) um sono descansado.
É a gente estúpida que me aparece à frente.
É a música que não muda. 
E as palavras que me são arrancadas, a golpes de faca. 

Só quero ir para casa. Olhar para os olhos do meu Bono e, por breves momentos, esquecer tudo o que não interessa. 



segunda-feira, 16 de março de 2009

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Espetem-me uma faca o mais fundo que puderem, que eu sinto o mesmo.

Tenho um segredo

Todos os dias, sou acometida por este receio.
"Se nos acontecer alguma coisa, o Bono fica sozinho."

Se não há filhos, há os cães. Certo?

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

When one thing get bad, all the others get worse

Não sei se já vos aconteceu sentirem-se sozinhos. Não é sozinhos no mundo, nem o estar sozinho por opção, ou estar sozinho por alguns dias. Não... É estar sozinho, naquele lugar, naquele momento, naquela circunstância, sem ninguém ali, àquela hora, daquela forma. É a solidão. Fecho-me em casa. Baixo os estores. Não respondo às sms nem às chamadas não atendidas. Ou mando sms para pessoas com quem não falo há algum tempo. E continuo sem falar. Vou até à net, que só serve para me afundar ainda mais no deserto. Se falarem comigo, tudo bem. Se não, tudo bem na mesma.
Não tenho ninguém para não me deixar chorar.
Não tenho ninguém que me leia o excerto de um livro.
Não tenho ninguém que declame um poema.
Não tenho ninguém que me tire fotografias.
Não tenho ninguém que dance comigo.
Não tenho ninguém que discuta comigo.
Não tenho ninguém em quem encostar a cabeça.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

O regresso ao trabalho depois das férias é sempre complicado, ainda por cima, se for no mês de Agosto (este ano, atípico. Parece que ninguém foi de férias para lado nenhum. Há trânsito, dificuldade em estacionar, filas de gente em todo o lado). E se estivermos a passar por mudanças no trabalho, que implicam mudar mesmo tudo, tudo, mas ainda sem sabermos muito bem para quê. E se estivermos numa espécie de part-time intensivo (percebem? trabalhar menos horas por dia mas com muita coisa para fazer mas ainda sem saber muito bem como). E se chegarmos a casa e não tivermos ninguém à nossa espera (a não ser o fiel e sempre carente Bono). É estranho. Parece que ando a flutuar por aí, sem saber muito bem o que ando a fazer nem para quê. Regra geral, chegamos das férias com alguma pica para o trabalho, ainda que nos cansemos logo no primeiro dia e já só pensemos nas próximas férias. Mas é estranho... Ando assim-assim.
E depois, no meio deste marasmo, recebo um telefonema...
Do lado de lá - Boa tarde Dona A. G (dificuldade em pronunciar o nome). Daqui fala não sei quem do Citibank e estamos agora a transferir para a sua conta um montante entre 1000 e 6000 euros, com uma taxa de juro muito competitiva (é interrompida por mim)
Eu - Olhe, vá mas é transferir isso pró *******!!!!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Ser jovem

Fumam. Embebedam-se. São estúpidos. Ouvem música de merda. São mal-educados e mal-formados. São insolentes e convencidos. Vestem-se mal. Aliás, andam meio despidos. Não sabem nada da vida nem se preocupam em saber. Não querem aprender. Mandam mais sms num dia do que eu num mês. Não sabem escrever, muito menos sabem falar e sabem estar. Não têm conversas de jeito. Dizem asneiras ao desbarato. Pouco se importam se amanhã podem não ter peixe fresco para comer, desde que continue a existir McDonalds. Não lhes afecta o preço dos combustíveis. Não sabem quem é a Manuela Ferreira Leite (é a nova prof da escola?). Não sabem o que é não ter dinheiro. Não sabem onde fica o Tuvalu. Reformulando: nem sequer sabem o que é. Não conhecem o termo conversar. Falam alto e têm tiques irritantes. Os únicos concertos que conhecem é o Rock in Rio. Não sabem o que é ter amigos agarrados ao cavalo. As únicas drogas que conhecem são caldos Knorr e comprimidos esmagados em pó branco. Os cogumelos de que falam são "halogéneos". Nunca leram nem vão ler "E o Burro Viu o Anjo".

Posto isto, os jovens de hoje são uma farsa.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Mais um sinal

Depois da exclusão por idade de alguns anúncios de emprego, seguiu-se a irritabilidade constante (agravada, portanto) e a falta de paciência para aturar pessoas (igualmente agravada).
Agora, são as olheiras e papos nos olhos permanentes.

Será isto a chegada aos 30?

Questão de lógica

Eu não penso.
Logo não existo.

Penso eu...

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Este nosso Mundo

1) Mais uma subida dos combustíveis, o que me leva a equacionar a hipótese de tirar o carro todos os dias da garagem e de fazer a visita àquela amiga que mora mais longe, ou de dar aquele passeio ao fim-de-semana.
2) Imagens que mostram a dimensão da estupidez humana numa peregrinação que juntou um milhão de pessoas para ver uma santa. Cotoveladas, pontapés, crianças atiradas ao molhe para tocar na santa, nem que fosse com a ponta do cabelo. Às vezes, a fé das pessoas não é mais do que uma manifestação de loucura.
3) Sócrates foi apanhado a fumar num avião. Chiiii, Ehhhhh, Ohhhhhh! Temos assunto de importância de Estado e vital para o desenvolvimento do país para a próxima semana, no mínimo. Isto se a Fátima Campos Ferreira não quiser debater isto no Prós & Contras.
4) Astronautas precisam-se. Eu vou. Onde é que assino?

segunda-feira, 31 de março de 2008

domingo, 16 de março de 2008

Amanhã, é segunda-feira

O fim-de-semana até pode ter corrido mais ou menos. Sem chuva, sol, calorzinho, o Bono não fez estragos no jardim, aniversário da mamãe e da Kitty (atenção, isto não é nenhuma alusão à gata mais irritante do planeta), pequena reunião familiar, uma visita rápida a uns amigos. No entanto, basta uma simples afirmação como esta para nos arruinar o resto do dia, da semana, dos meses, dos anos seguintes. "Estás mais gordinha" e o mundo cai-nos em cima da cabeça, logo seguida de uma nada apaziguadora "mas fica-te bem, estás com um ar mais saudável". P*** que os pariu!! Caguem um pé!!! Que vos apareçam furúnculos na ponta da p*** e na borda da c***. Chiça!!


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Eu, pecadora, me confesso!

Se pensarmos nos Sete Pecados mortais, e não estou a falar do filme, chegamos à conclusão que já cometemos, pelo menos, um. Cometemos ou continuamos a cometer. Inveja, Ira, Vaidade, Preguiça, Gula, Avareza e Luxúria, qualquer um deles. No meu caso, confesso que tenho um grave problema de preguicite aguda que não tem fim à vista, que é como quem diz, "Sou tão, mas tão preguiçosa...". Mas, bolas, eu não tenho culpa. Que mal tem querer aproveitar estes dias de sol quentinho e ficar de papo para o ar na minha espreguiçadeira, a ouvir Radiohead e Beirut no mp3, sem pensar no que tenho em casa para fazer? Afinal, só tenho de aspirar os rolos e rolos de pêlo do cão, passar a ferro o equivalente ao Everest em roupa... Qual é o problema de ficar horas e horas deitadinha no sofá a fazer uma maratona de dvd's ou a ver a nova temporada de Prison Break, mesmo sabendo que tenho de passear o cão e que ele está com aquele ar de quem vai lá atrás fazer o que tem a fazer se não for imediatamente à rua? Que culpa tenho que o meu corpo não obedeça ao comando da minha mente, quando o despertador toca de manhã, e acabe por ficar na ronha pelo menos, durante uma meia horinha?



Não devo ir para o Inferno por causa disto...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Chocolate, o vício

É incontrolável. Principalmente, em alturas de carência, qualquer que seja a sua natureza. E a verdade é que funciona mesmo. Nada como uma bela dentada naquela massa castanha, dividida em quadrados, impossíveis de comer um a um, para sentirmos uma satisfação tremenda. Orgásmica, para ser francamente sincera, passo o pleonasmo. Para mim, é um verdadeiro prazer comer chocolate. Negro, de preferência. Por falar nisso, vou ali e já venho!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Em casa de ferreiro...

Ah e tal, agora a trabalhares numa agência de modelos, deves andar aí toda em forma, magra e com tudo no lugar. Ossos do ofício, não é?. Isto é a mais pura... Mentira!!!
Eu bem tento resistir e ir ao ginásio fazer 500 abdominais e correr meia-hora para não ficar flácida. Tarefa impossível. Tenho uma bruxa má a trabalhar comigo (porém, muito fofinha), que TODOS (quase todos, vá lá) os dias insiste em passar na pastelaria e trazer-me uns pecados de bolos (miminhos, diz ela).
Lili, assim, não dá!!!!