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sexta-feira, 13 de março de 2009

Sexta-feira 13 - What could possibly go wrong?

Não sou supersticiosa, mas as sextas-feiras 13 dão sempre uma certa comichão... Evito também passar debaixo de escadotes. De resto, os gatos pretos não me fazem confusão. Se assim fosse, não poderia ter o Ivan no meu colo a ronronar...
Bom, mas hoje, comecei o dia com um sorriso, um beijo e um abraço de contentamento da Kitty que cheirava a pó talco... Afinal, o que é que pode correr mal depois disto?

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Tia babada: O que queres mostrar à tia? (respondendo ao puxar da mão e ao caminhar para junto da janela)
Petiz de 14 meses com os olhos mais bonitos do mundo: Hã Hã...
Tia babada: A tia assim não percebe, fala com a tia.
Petiz de 14 meses a começar a ficar cansada da tia: Óoooo... (desilusão à janela)
Tia babada: Já não há Natal, é? (para aquela criança, o Natal era as luzes à janela dos prédios em frente). Chama o Natal, chama.
Petiz de 14 meses: An cá, cá.
Tia babada: Ó, não há Natal. Porquê?
Petiz de 14 meses: Purquê?
Tia babada e de olhos esbugalhados: Hein? Não há Natal o quê?
Petiz de 14 meses com os olhos bem abertos: An cá, purquê?
Tia babada a tentar aproveitar este momento papagaio: Diz tia, diz T-I-A.
Petiz de 14 meses: Hãaaa, hãaaaaa.
Tia babada: Não é hã, é tia.
Petiz de 14 meses: Purquê?

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Vou ser tia...

... pela segunda vez! Da outra mana, a do meio. Recebi a notícia com uma alegria tremenda, por saber que este era o maior desejo e o motivo de uma felicidade extrema da mana. Da primeira vez que fui tia, tinha 16 anos e, confesso, nessa altura, o impacto não foi nem metade do que foi agora. Mesmo com a notícia de que seriam gémeos. A reacção foi mais do género: "Ya, vou ser tia de gémeos". E os amigos: "Já viste, isso quer dizer que podes vir a ser mãe de gémeos também". Claro, aos 16 anos a primeira coisa que se pensa é em ser-se mãe e logo de gémeos. Agora, é diferente. Não a vontade em ser mãe, mas a motivação em voltar a ser tia, ao fim de 11 anos. Pelo meio, as sobrinhas emprestadas. Mas o sentimento é diferente. Já aqui referi que a minha postura perante os gémeos sempre foi a de tia mais desligada, a que não lhes faz as vontades todas, a que não tem muita paciência, a que não lhes compra carros e doces todas as semanas, sem que isso comprometa o orgulho que sinto em vê-los crescer... Bolas, já têm 11 anos, lembro-me que vieram os dois da maternidade na mesma alcofa, pequeninos... Lembro-me de os adormecer deitados de barriga para baixo sobre o meu peito... E que sensação! Agora, com esta sobrinha - acredito que será uma menina e que, se conseguir dar a volta à minha irmã, se chamará Sofia... - tenho vontade de fazer isso e muito mais. Tenho vontade de ficar a tomar conta dela, tenho vontade de lhe comprar aqueles vestidinhos de boneca, os sapatinhos de princesa, peluches, brinquedos. Tenho vontade de a levar a passear no carrinho ao fim-de-semana, de a adormecer ao meu colo na cama de rede. Tudo isto é a alegria de ser tia, e nem por um segundo, a vontade em ser mãe.

quinta-feira, 15 de março de 2007

Ainda antes de Roma...

A mámi faz 60 anos. Podia dizer que é uma mulher de força, de coragem, que passou dificuldades, que teve grandes desgostos, tantos como teve alegrias. Podia dizer também que é a melhor mãe do mundo, que a amo e admiro, e que quando for grande quero ser como ela. Não. A mámi é um ser humano como todos nós, tem as suas fraquezas, os seus defeitos, o feitio torcido, que eu herdei integralmente. Passou por várias dificuldades como tantas outras mães. Passou por um divórcio, teve as dores de cabeça normais de quando se fica sozinha em casa com três filhas, duas adolescentes e uma petiz, ainda. Passou pela descriminação local de ser divorciada. De ser trocada por outra. Nesta minha ainda curta existência, sei que contribuí para algumas dores de cabeça. Mas sei também que lhe dei muita coisa. Que continuo a dar, da mesma forma que continuo a receber. Andamos muitas vezes às turras, resultado do mesmo mau-feitio. Amo-a. Amo-lhe os olhos verdes, como nunca vi iguais. Amo-lhe o cabelo curto sempre despenteado. Amo-lhe o vestir um número de roupa abaixo do meu. Amo-lhe a beleza de chegar aos 60 sem rugas. Amo-lhe quando me repreende e olha para mim, e sabe que já não vale a pena. Amo-lhe quando se vira para mim e diz que eu já estou pior do que ela...

Parabéns, mámi!

segunda-feira, 5 de março de 2007

THE weekend!

Tenho que o dizer, com toda a frontalidade!! Que bem que me sabe atravessar a ponte e levar com o sol na cara, olhar para a vista e conduzir descontraída na faixa da direita... Almoçar no "Atira-te ao Rio", às 3 da tarde, sempre descontraída... Passear na praia e sentir a areia fria nos pés, enquanto o sol bate forte na cara... E ter daquelas conversas com o mano!! Sempre o mano...

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Quando for grande...

... quero ter a mesma determinação e força de vontade do "velho" Santos, que de velho, não tem nada. Talvez uma ou outra coisa que o tornam, por vezes, um bocadinho chato, principalmente quando a filha mais nova tem tão pouca paciência...
Dada a oportunidade que teve para se reformar (mais cedo, é certo), pensou uma vez e meia antes de aceitar. Ou continuava no activo, sujeitando-se a uma mudança de cargo e a levar com um chefe puto armado em bom (a isto chama-se refrescar as empresas, trazer sangue novo, tão novo quanto inexperiente e imberbe), acrescido de uma maior carga de nervos, ou aceitava a proposta da reforma, perdendo uns quantos euros, mas com a mais-valia de tudo o resto: tempo, sossego, paz, ânimo,... E o empurrão que faltava para se dedicar ao que gosta. "Filha, vou voltar à escola". Durante um ano, frequentou um curso de quiromassagem num dos melhores institutos do país. Leu calhamaços que me fizeram recordar os tempos da faculdade. "Ah pois é! Para veres o que eu sofri". Sempre que falavamos, levava com um resumo das aulas e dos estudos. Agora, era ele que o fazia. Recebeu o diploma e as habilitações para exercer a actividade. Festejei. Era, pois, o tempo de experimentar. Nas vésperas de fim de ano, fui ao seu gabinete, feito em casa, uma coisa simples. Uma marquesa à altura, o primeiro investimento. Falta ainda pintar a parede (lilás, por minha iniciativa), e colocar três quadros com caracteres chineses. As molduras, essas, diz que não as tira, fazem parte da inspiração que precisa. Reconheço-me em duas, uma com 18 anitos, outra, mais recente, a preto e branco, tirada num momento muito feliz, que fiz questão de lhe oferecer. Velas, som relaxante... Subo para a marquesa. Durante meia-hora, recebo uma massagem tão boa, que acredito ter-me aliviado muito mais que os músculos (um dia depois, estraguei tudo com um movimento brusco e lá se foi a bela da massagem). Corrijo um e outro pormenor, que sei que com a prática vão ao lugar, e saio feliz, não por mim, mas por ele, que tão bem conseguiu realizar um projecto de vida. "Nunca é tarde." Pois não, pai, pois não...