segunda-feira, 10 de março de 2008

Isto há coisas...

... que me fazem uma certa espécie. Como ter a tal pedrinha no sapato ou sentir que a tanguinha não está no sítio certo.
- Por que é que os funcionários públicos têm panca por carimbos? Já repararam que eles carimbam os documentos com tal convicção, que as mesas e balcões até abanam? E esboçam um sorrisinho do estilo: "toma lá que já levaste com ele!
- O que é que leva uma senhora a escolher como leitura no metro o Manual de Instruções de um frigorífico?
- Eu sei que alguns homens acham abichanado usar bolsas, mas eu prefiro isso a ver aqueles inchaços nos bolsos da frente (carteira, telemóvel e chaves)... É que não os favorece!


domingo, 9 de março de 2008

Please... could someone kill Hello Kitty?

É que já não há pachorra! Automóveis, torradeiras, sofás, puffs, telemóveis, colecção de roupa, biquinis, malas, sapatos, lingerie, ganchos, canetas, blocos... É uma lista sem fim, todas as gajas usam ou têm qualquer coisa da Hello Kitty. Nunca tive nem vou ter. ENJOEI!!!!!

Só uma nota: deve ser hiper-mega-ri-sexy para um gajo ver a mulher (ou uma mulher) com lingerie da gatinha. Ui!


quinta-feira, 6 de março de 2008

Estou velha!

Ia mesmo agora escrever um post sobre uma coisa qualquer e de repente... Puff!!! Isto deve ser sintoma de alguma coisa, não?

quarta-feira, 5 de março de 2008

Calma aí com a histeria!!!

As novas coqueluches da música cool vêm a Portugal no dia 26 de Março, Aula Magna. Chamam-se Shout Out Louds e foram catapultados para a categoria "está na moda ouvir e eles são muita bons, mesmo que eu nunca tenha ouvido nada destes gajos", pela Optimus. Aliás, várias bandas conheceram sucesso através dos advertisings (podia dizer em português, mas apetece-me ser fancy) da Optimus e da Vodafone. Block Party e Peter, Björn and John são os que me vêm rapidamente à cabeça. Eu só digo isto. Antes de "Tonight I Have to Leave It", os Shout Out Louds têm mais umas coisinhas que convém ouvir... Isto é só uma amostra.

Vá, mais uma.

São bons, mas não são aquilo tudo. Mas são bons. E ouvem-se bem.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Juno

Foi o meu filme de sábado à noite. O argumento é leve, ideal para descontrair ao fim-de-semana. O que se pretendia, portanto. A novata, que ganhou a estatueta para Melhor Argumento Original, conseguiu a proeza de transformar a gravidez de uma adolescente numa espécie de comédia. Uma odisseia acompanhada de uma banda sonora inspiradora. O argumento em si não é nada de extraordinário, mas ganha com o desempenho de Ellen Page, no papel de Juno, grávida aos 16 anos, e do freak lá da escola, Paul Bleeker, de fraca figura, por quem ela se apaixona. Já para não falar do pai de Juno, um pai com um sentido de humor que todos gostaríamos de ter. Poderia ser uma história comum, não fosse a ideia de dar a criança para adopção a um casal escolhido a dedo. Um pequeno reparo. Jovens deste Portugal, não fiquem com ideias de seguir este exemplo. Mais depressa têm a criança (ou não) do que alguém a adopta.
Descontraída, Juno encontra no futuro pai adoptivo (que afinal não vai ser) uma espécie de "guru" da música, com quem partilha uma série de afinidades musicais e descobre outras tantas. Pensei até que se apaixonassem. Afinal, que melhor motivo para uma paixão se não a própria paixão partilhada pela música? Não se concretizou. Ainda bem, seria demasiado previsível. Assim como seria previsível se Juno decidisse ficar com a criança.
Quero eu com isto dizer que Juno vale a pena ver, aliás, ouvir, pela BSO, com nomes como The Velvet Underground, Cat Power, Belle & Sebastian, e a própria Ellen Page e o seu Paul Bleeker (não me lembro do nome do rapaz e agora não me apetece interromper a escrita para pesquisar na net).
Vale também a pena por estas "tiradas" magníficas (não transcritas tal e qual mas muito parecidas com o original):
- Porque é que perguntam se somos sexualmente activa? Isso quer dizer o quê? Que depois carregam num botão para nos desactivarmos?
- A pessoa que amas vai achar que tudo em ti é bonito. Até achar que tudo o que sai do teu cu é um raio de Sol a brilhar.

Indústria farmacêutica+médicos= Seita do caraças!!!!

O ritual é simples. Dói-me a cabeça. Comprimido cor-de-rosa não sei quantos. Não passa. Tomo mais um. Dói-me o estômago, porque abusei na dose dos comprimidos. Tomo um branco pequenino não sei das quantas. À noite, e para conseguir alienar-me de uma série de coisas e tentar dormir uma noite descansada (o que é raro), tomo mais um, cor-de-rosa claro, não sei quantos.
Bom, isto não é sistema. Penso. Vou ao médico para tentar resolver isto. Talvez me possa dar um comprimido 1000 em 1, que me resolva tudo de uma só vez.
Médico: E que tal fazer uma profilaxia (o que quer dizer, tomar durante 6 meses, quiça, eternamente, um comprimido só para as enxaquecas)?
Eu: Pode ser.
Médico: E mais um para dormir bem, essencial no seu estado.
Eu: Ok...
Médico: No seu caso, não vejo problema mas é capaz de engordar mais dois quilos.
Eu: O quê? Não quero.
Médico: Tem de ser.
Eu: Não quero.
Médico: Mas tem de ser.
Eu: Ok. Deixo de comer, então (simples...). Comprimidos e água. Sim, que o tempo do "a pão e água" já deixou de ser expressão de pobreza, ao preço que o pão está!
Médico: Faça isto durante 6 meses e depois volte. Vai ver que melhora.

Sinto-me defraudada. Em vez de 3472358 comprimidos diferentes, vou tomar dois até ao fim dos meus dias. É a mesma coisa, mas mantenho-me fiel àqueles dois. Fiel até à morte!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

News - Agenda

Eu podia alimentar este blogue só com coisas deste género. Mas estes dois eu tenho de publicar:
22 de Julho - Kings of Convenience, Casa da Música, Porto
27 de Julho - Beirut, local a designar

Que belos presentes de aniversário!!!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Momento Musical da semana

Para quem já se esqueceu desta, aqui fica um update dos The Frames. Um cheirinho da banda sonora de "Once"... How often do you find the right person? Vale a pena visitar o site oficial.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Carta em envelope roxo, tal como a fita que segura a chave do teu caixão

Foi um fim-de-semana cinzento, chato, monótono, melancólico, nostálgico. Damien Rice, "q", para condizer. O concerto dos Spoon foi um lusco-fusco de algum ânimo, depois, tudo na mesma.
Deitada no meu (novo) sofá, enrolada na manta, pensava em ti, avô, e nas saudades que tenho tuas. Lembro-me que não gostava quando a mãe dizia: "Este fim-de-semana vamos ver o avô." Tinha medo daquela casa. E continuo a ter, de uma outra forma, por sentir que falta ali a tua alma. Na altura, e por mais que a mãe insistisse, não querias água canalizada. "Para quê? Eu tomo banho ali no quintal, com água fria para ficar sempre rijo." Sempre o foste. O meu avô era o típico homem que gostava de beber a sua pinga, com moderação, de cantar o fado (e que bem ele cantava), de andar sempre bem arranjado e penteado, e de ter a esposa a cuidar da casa. Depois que ela se foi, desleixou-se. Com ele e com a casa. Do que eu mais gostava naquela casa era da barbearia. O avô Laranjo era o único barbeiro da aldeia. Ao sábado de manhã, logo às 8h, já tinha clientela. Adorava vê-lo a manejar a navalha (sem o sangue de Sweeney Todd...), conversar sobre a filha da ti Jaquina que tinha ido a Badajoz, fazer aquilo que toda a gente sabia e condenava. Uma pouca vergonha. Ou do João da Conceição, um malandro de tão preguiçoso que era, não trabalhava e só queria era copos e putas. Isto tudo, claro, ao som dos fados da Amália. Quando os clientes saíam, eu saltava para a cadeira de barbeiro e rodava, rodava, rodava... "Cuidado, gaiata, qualquer dia dás-me cabo das pernas, a mim ou a alguém que aqui passe." Era uma cadeira daquelas típicas de barbeiro, como poucos ainda têm, com o apoio dos pés em aço. Mortífero para quem ali passasse no preciso momento em que eu a girava. Gaiata, era assim que ele me tratava. Era tão bom ouvi-lo.
A mãe obrigava-me a ir com o avô ao café e às tascas, fazer-lhe companhia, passear com ele. Eu não gostava. Ele bebia um copo traçado (só mais tarde soube o que era aquilo) e conversa aqui e ali, já estava a cantar o fado. Cantava tão bem!! Eu escondia-me, para ver se ninguém reparava em mim... Só agora percebo o quanto eu ficava fascinada com o meu avô. Na altura, não sabia que poderia ficar sem ele. Mas fiquei. De um momento para o outro. Uma queda estúpida acamou-o, definhando-lhe o corpo numa cama de hospital. Ficou irreconhecível.
Aquela casa sem ele não faz sentido. Nem o banco do jardim. Nem a cadeira de barbeiro que, entretanto e sem eu saber, a minha mãe vendeu.

Tenho saudades...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

You want the candy

E tivemos. Por pouco, ficávamos todos agarrados ao pau, do chupa-chupa, claro. Sharin Foo entrou e explicou que o companheiro, Sune Rose Wagner, estava sem voz e, por isso, não conseguia cantar. Teria de ser ela a fazê-lo sozinha. Pediu desculpa por isso. Ninguém se importou. Perante aquela cara redonda, pele branca de faces rosadas, olhos pintados de preto e cabelo louro platinado, vestido preto com lantejoulas e transparências, estilo cabaret, ninguém virou costas. De guitarra em riste, ela e Sune Rose levaram-nos ao rubro, ao constante bater de pé, ao abanar da cabeça, ao olhar fixo naquela figura feminina, aos ouvidos hipnotizados por aquela voz. Tem um ar frágil, ela, mas quando a vemos a pegar na guitarra com aquela garra, sabemos que está ali uma verdadeira mulher de palco. Eu sempre tive um grande fascínio por mulheres que sabem manejar uma guitarra. Ele, Sune, faz-me lembrar Brian Ferry mas em versão magra e sem rugas. Também ele estava de olhos pretos, com uns jeans skinny e botins bicudos. Falta o baterista. De barba ruiva comprida, boné preto, camisa, calças estilo clássico pretas, e botins bicudos, também. Assisti a tudo na varanda, de frente para a plateia mas com o trio virado de costas para mim.
Um encore para uma última música, não me lembro bem do nome.
Saí satisfeita com o meu candy e com esta love song.

Já agora, um pequeno grande reparo. Eles são os The Raveonettes e não os The Raveoheads...


terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Agenda para o 1.º semestre do ano

20 de Fevereiro: The Raveonettes, Santiago Alquimista (à borla by Radar 97.8)
29 de Fevereiro: Lou Rhodes, Santiago Alquimista (€ 15... tentativa de ir à borla)
13 de Março: Patrick Watson, Aula Magna (€ 25 a € 30)
2 de Abril: Editors, Campo Pequenos (€ 22 e € 30)
12 de Abril: David Fonseca (ah pois é), Coliseu dos Recreios (€ 20)
21 de Abril: Nick Cave & The Bad Seeds, Coliseu dos Recreios (€ 30... nem vou dizer o preço dos camarotes)
29 de Abril: José Gonzalez, Aula Magna (€ 22 e € 30)
11 de Maio: The National, Aula Magna (não interessa o preço)
30 de Maio: Lenny Kravitz (ah pois é), Rock in Rio Lisboa (à borla)
11 de Junho: Leslie Feist

Façam as contas... Isto já para não contar com o Optimus Alive!!!!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

No one ever told me that I was gorgeous... in english

This guy looks like Colin Farrel but it's fare away more charming an good looking. He came in with his girlfriend, a hot girl but very barbie style... I usually don't like guys with that british accent but this one is different. God, he's hot!!!! Not very tall but very sexy, though. And so charming! I'm always nervous when I speak english and now my legs are shaking... I explain him the procedure, how to fill in the paper and then, he looks at me and says: "You have a pretty accent, you know? And you're gorgeous, too! Oh, you don't need to be flushed. Take it as a compliment... You are a perfect example of how portuguese women can be!"

I think I fall down the floor...

A primeira vez




Sempre a imaginei intocada. Com aquela pele alva cheia de sardas, imaculada, os caracóis ruivos que prende de vez em quando com um lápis. Pernas altas, ancas generosas, um mulherão... Para mim, sempre uma criança em corpo de mulher. Apesar da maquilhagem cheia de brilhantes, das roupas sofisticadas, aquele sorriso não engana ninguém. Tem voz de criança que cresceu depressa. Sim, tenho-lhe um afecto quase maternal e um instinto protector.
De tal forma que me é tão difícil imaginá-la a ter aquele momento. Aquele porque todas as raparigas aspirantes a mulheres anseiam, aquele em que algumas se tornam mulheres, outras em mulheres frustadas e outras até que decidem ser lésbicas.
Imaginar as mãos daquele rapaz com pretensão de ser homem e aspirante a macho cobridor, percorrerem-lhe a pele macia e impoluta... Imaginar aquela boca a chupar-lhe os mamilos cor-de-rosa, aquelas mãos brutas a agarrarem-lhe os seios alvos. Será que a magoou? Cabrão... Puto insensível... Será que ela sentiu aquele arrepio na espinha e a tontura própria de quem não sabe bem o que é aquilo que está a experienciar?
A minha cabeça não consegue reproduzir a vagina dela, tão cor-de-rosa e pueril, a ser penetrada. Será que foi à bruta? E se ele não a olhou nos olhos no preciso momento em que a penetrou e rompeu o certificado de virgindade? E se ele não encostou a face dele à dela? Terá sangrado? Acho que sim. Sei que ela preparou o momento como qualquer adolescente que sonha com aquele dia. Acredito que terá feito a cama de lavado, com lençóis brancos, tal como ela. Aposto que passou pelo corpo aquele creme cheio de brilhantes.
Será que ele a soube despir? Ou na pressa dos seus 18 anos terá desapertado a braguilha, tirado o membro nervoso para fora, baixado as calças dela e desviado as cuecas, enfiando-o assim, de repente? Terá feito movimentos vagarosos, com tempo para ouvi-la gemer a cada estocada, contemplando a expressão dela? Espero que de prazer.
Sei, porém, que não foi neste momento que ela perdeu a virgindade. A virgindade perde-se a partir do momento em que fazemos amor sem pensar em mais nada, sem complexos, sem tabus. Até mesmo sem amor. Perde-se quando desfrutamos do sexo pelo sexo.
Poderá ter tido um minuto de espanto, um minuto daquele carrossel colorido, como as gomas que ela come. Mas o verdadeiro prazer ela não o terá em dez quecas de dois minutos cada. Daqui a uns anos, ela vai querer mais e vai saber como o conseguir. Vai saber que três horas seguidas são bem melhores que 3o vezes 3 minutos. Espero que aprenda. Por ela, por ele e por todos os que poderão vir no futuro.


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Eu pergunto

Por que é que os seguranças e porteiros dos prédios com elevadores têm a mania de cuscuvilhar o andar para onde vamos? Dá mesmo vontade de carregar em todos os botões e andar a brincar ali para cima e para baixo. Empatas!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Pedido

Bebé Wiwi: Tenho tantas saudades de ouvir as tuas musiquinhas... Põe lá!
Eu: Tenho umas coisas novas.
Bebé Wiwi: Daquelas calminhas, em que eu te imagino a conduzir...
Eu: Já sei, pela estrada fora com o pôr-do-sol...
Bebé Wiwi: Simmmmmm!
Eu: Então ouve lá estas...
Bebé Wiwi: Oh... estas fazem-me lembrar um prado verde, com um rio e tu a molhares os pézinhos...
Eu (sorriso em riste): Então e esta?
Bebé Wiwi: Ahhhhh, nesta imagino-te a dançar com uma saia rodada, comprida, e descalça, a rodares e rodares!
Eu (sorrio mais ainda): E esta...?
Bebé Wiwi: Nesta, vejo-te a fazer uma sessão fotográfica, nua, a preto e branco...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Eu, pecadora, me confesso!

Se pensarmos nos Sete Pecados mortais, e não estou a falar do filme, chegamos à conclusão que já cometemos, pelo menos, um. Cometemos ou continuamos a cometer. Inveja, Ira, Vaidade, Preguiça, Gula, Avareza e Luxúria, qualquer um deles. No meu caso, confesso que tenho um grave problema de preguicite aguda que não tem fim à vista, que é como quem diz, "Sou tão, mas tão preguiçosa...". Mas, bolas, eu não tenho culpa. Que mal tem querer aproveitar estes dias de sol quentinho e ficar de papo para o ar na minha espreguiçadeira, a ouvir Radiohead e Beirut no mp3, sem pensar no que tenho em casa para fazer? Afinal, só tenho de aspirar os rolos e rolos de pêlo do cão, passar a ferro o equivalente ao Everest em roupa... Qual é o problema de ficar horas e horas deitadinha no sofá a fazer uma maratona de dvd's ou a ver a nova temporada de Prison Break, mesmo sabendo que tenho de passear o cão e que ele está com aquele ar de quem vai lá atrás fazer o que tem a fazer se não for imediatamente à rua? Que culpa tenho que o meu corpo não obedeça ao comando da minha mente, quando o despertador toca de manhã, e acabe por ficar na ronha pelo menos, durante uma meia horinha?



Não devo ir para o Inferno por causa disto...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Detesto esperar!

Há poucas coisas tão irritantes como estar na fila de uma caixa mutlibanco e ver que a senhora velhota de óculos fundo de garrafa, puxa dos seus 4 cartões multibanco, tira o saldo a cada um e faz os pagamentos da água, luz, gás, TV Cabo e carrega o telemóvel, com toda a calma deste mundo. Como se de um momento de grande intimidade acontecesse entre ela e aquela caixa. Tudo isto enquanto as pessoas que estão na fila agonizam porque têm mais que fazer. Com a agravante daquela ser a ÚNICA caixa existente na rua.
Calma... Até porque hoje é sexta-feira...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Basta!!!

O mês de Fevereiro é rico em dias inúteis, que a maioria das pessoas gosta de assinalar. Falo do Carnaval e, claro, do dia dos Namorados. Aquele dia em que somos praticamente obrigados a comprar um presente, a jantar fora num restaurante que tem tudo menos um clima romântico, porque está à pinha de casais, e dar uma queca. Eu estou farta!!! Basta!!! Basta de dias ridículos. Basta de dias programados para isto e para aquilo. Chega de restaurantes cheios e com filas intermináveis, arranjadinhos com florzecas e coraçõezinhos. Chega de sms que, de tão melosas, fazem disparar a minha glicémia. Chega de montras com peluches, postais, canecas, pijamas, tudo com corações e dedicatórias ridículas. Basta de amo-tes forçados e quase tirados a ferros. E principalmente, basta de quecas programadas. Eu quero ir jantar fora na noite que me apetecer, sem ter de enfrentar restaurantes arranjados só com mesas para dois e com música (pirosa) ao vivo. Quero dizer "amo-te" no dia e na hora em que me apetecer. Quero, se assim o quiser, mandar uma sms provocante ou deixar-lhe um bilhete de bom dia escondido na carteira, num dia qualquer. E quero dar uma trancada quando tiver vontade.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Chocolate, o vício

É incontrolável. Principalmente, em alturas de carência, qualquer que seja a sua natureza. E a verdade é que funciona mesmo. Nada como uma bela dentada naquela massa castanha, dividida em quadrados, impossíveis de comer um a um, para sentirmos uma satisfação tremenda. Orgásmica, para ser francamente sincera, passo o pleonasmo. Para mim, é um verdadeiro prazer comer chocolate. Negro, de preferência. Por falar nisso, vou ali e já venho!

Hoje, no METRO (jornal), descobri estas coisas

- Heath Ledger morreu. Mais do que o "Brokeback Mountain", entrou num filme, "Candy", muito bom.
- Amy Winehouse é, sem sombra de dúvidas, uma "ganda maluca". Não tarda, será mais uma a ser encontrada morta no apartamento.
- Leslie Feist vem a Portugal, dia 10 de Junho no Coliseu do Porto e dia 11 de Junho na Aula Magna.
- Felipão é um homem feliz...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Size Do matters - Mais uma conversa de gajas

- Então, como é que foi?
- O quê?
- Foste primeiro a uma consulta?
- Não estou a perceber...
- Marcaste e foste à consulta. O que é que o médico te disse?
- Mas qual médico?
- É o cirurgião que te vê logo?
- Do que é que estás aí a falar?
- Disso, bolas!! É notório, ou vais dizer que não?
- Não a quê?
- Quanto tempo demorou da consulta à cirurgia?
- Eh pá, tu estás parva, não estás?
- Não queres admitir, tudo bem. Mas que se vê bem, lá isso vê.
- Ainda não percebi que merda é que estás aí a falar.
- Olha lá, e demorou quanto tempo?
- Pá...
- Mas olha que ficou muito bom. Eu já tinha pensado em fazer uns, mas são tão caros.
- Uns quê?
- Acho que na Corporación Dermoestética facilitam o pagamento.
- Tu só podes estar a gozar comigo. Achas que eu... (é interrompida logo de seguida)
- Mas olha que ficou muito bom. Por isso é que agora só te vemos com decotes e camisolas justas. Fizeste bem. É um investimento. E ele? Deve ter adorado!!
- Se continuas com essa merda de conversa, levas com uma no olho!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Diz que é uma espécie de sadismo

Com tantos sem-abrigo e velhos abandonados em lares, eu pergunto-me vezes sem conta: "Por que é que continuas a dar-te com pessoas estúpidas, a levar patadas atrás de patadas, quando sabes que não vale a pena?"

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Bodas de Ouro

Os Estrunfes, ou Smurfs, se preferirem, celebram 50 anos. Eram os desenhos animados que eu mais gostava quando era miúda e cheguei a fazer colecção dos bonecos e dos cromos. Ainda hoje, são dos bonecos mais giros, principalmente, as Estrunfinas!!!
Aqui fica um episódio para recordar!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Ser jornalista não é, de todo, uma profissão fácil

E só exerce quem gosta mesmo do que faz. Eu, que durante 4 anos o fiz, sei do que falo. É preciso gostar. Não se trata de amor à camisola a esta ou àquela revista ou determinado jornal. Falo do prazer que se tira em escrever, em criar um texto e assiná-lo no fim.
Isto tudo para falar de uma notícia que li hoje no Record, enquanto bebia o morning coffee, sobre o jogador do Leixões, Nwoko. O texto focava única e exclusivamente a "excelente boa forma do jogador", que festejou um golo com o típico despir da camisola, evidenciando uns abdominais perfeitos e um peitoral de se lhe tirar o chapéu. Ou neste caso, a camisola. Não consigo precisar ao certo as palavras exactas da notícia, mas sei que tinham a ver com "granda peitoral", "o gajo tem um corpo bom cumó caraças", entre outras coisas. Mais, o jogador falava que aquele corpinho se mantia assim não só com os treinos do clube mas também com umas corridas na praia e na "passadeira lá de casa". A questão essencial de todo este post é só esta: o jornalista era um gajo e se eu não confirmasse várias vezes o nome dele, até pensava que o texto tinha sido escrito por uma mulher. Por isso é que eu digo, é preciso gostar-se mesmo muito do que se faz. Ou então, o gajo até aprecia jogadores com grandes peitorais.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

O Katrina passou por Mafra

Numa escala menor, é certo, mas suficiente para me deixar o terraço num caco e o meu cão acagaçado, o que lhe valeu uma estadia na almofada de estimação durante toda a noite e o dia de hoje, também...

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Porque hoje é segunda-feira...

... estou de greve.
Greve de ideias.
Greve de fome.
Greve de alma.
Greve de emoções.
Greve de sorrisos.
Greve de sexo.
Greve de amor.
Greve de café.
Greve de música.
Greve de socialmente correcto.
Greve de paciência.
Greve de boa educação.
Greve de internet.
Greve de amizade.
Greve de informação.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

"É só isso... Não tem mais jeito... Acabou... Boa sorte!!!!"

É isto!!!

Adoro...

Quando os que têm a mania das suas certezas, passado um tempo, dizem-me assim: "Afinal, tinhas razão".

Em casa de ferreiro...

Ah e tal, agora a trabalhares numa agência de modelos, deves andar aí toda em forma, magra e com tudo no lugar. Ossos do ofício, não é?. Isto é a mais pura... Mentira!!!
Eu bem tento resistir e ir ao ginásio fazer 500 abdominais e correr meia-hora para não ficar flácida. Tarefa impossível. Tenho uma bruxa má a trabalhar comigo (porém, muito fofinha), que TODOS (quase todos, vá lá) os dias insiste em passar na pastelaria e trazer-me uns pecados de bolos (miminhos, diz ela).
Lili, assim, não dá!!!!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

E eis que...

... a meio de um jantar de aniversário, que juntou amigos de infância (a malta lá do bairro), descobri, por entre recordações daqueles tempos, a razão pela qual a frequência e consequente satisfação sexual entre os casais, diminui quando se juntam/casam.
A conversa começou mais ou menos desta forma: "naquele tempo, quando íamos para o monte..." A partir daqui, seguiu-se uma série de lembranças que me fez chegar a uma conclusão, exposta lá mais adiante.
Não conheço ninguém que no auge dos seus 15/16 anos (no mínimo), não fosse lá para o monte da cidade, que por acaso, tinha uma vista do caraças: ponte 25 de Abril, Cristo Rei, aeroporto... Um luxo!! Chegávamos devagar, com os faróis apagados como sinal de respeito pela privacidade dos que lá estavam. Até tinhamos lugares cativos. O meu é o actual Lote 88. Não me lembro de me ter acontecido um episódio digno de memória, para além das maratonas óbvias, tendo em conta que, no meu tempo, eu tinha que chegar a casa à meia-noite... E quando o horário se prolongava, era a festa no monte. Sei de alguém que experimentou a bagageira de um carro comercial e colocou a toalhinha entre a porta para esta não fechar. Findo o acto, puxa da toalha para a devida higienização e ups, f...-se, a porta fechou-se. A chave, as roupas, estavam na parte da frente do carro. Solução: partir o vidro, o que lhe valeu um prejuízo ao nível de uma noite num hotel de 4 estrelas.
Além do monte, havia alguns que recorriam aos descontos do cartão jovem nos hotéis de 3 estrelas e algumas pensões... da Costa da Caparica. Passeio de domingo com o namorado, directos à Costa, uma passagem pela praia, pela rua dos Pescadores e pimba, uma entrada rápida no hotel/pensão, com aquele ar de caso, de cabeça baixa, a pedir um quarto duplo... só para descansar, porque viemos de longe. Era até à noite, o apetite (de comida) só aparecia a caminho de casa. Pergunta a mãe: "Então onde foste?", responde a filha: "Fui comer um gelado à Costa", nova pergunta da mãe: "À Costa? Com esta chuva...? Vens com o cabelo molhado...", responde a filha na distância confortável do wc: "Então, apanhei chuva quando saí da geladaria."
E a malta era feliz... sexualmente. Ou pelo menos, pensava que era.
A mesma coisa quando íamos às matinés no cinema, ver os filme do Van Damme e do Steven Siegel, que ninguém via... Era aproveitar o desconto do cartão jovem, o escurinho da sala e cada casal ia para um canto da fila...
Nesse tempo, ninguém se preocupava em ser apanhado, se alguém estava a ver... Era no banco do jardim, rodeado de putos e velhotes, era nas escadas de um prédio qualquer, era numa esquina mais escondida... Era onde nos apetecesse.
Hoje, isso mudou. Bem podemos experimentar as divisões da casa, a mesa da sala, o lavatório da casa-de-banho, o terraço, a cama de rede, a garagem... Ou até, ir a um motel no aniversário de casamento. Mas nada, NADA, se compara à espontaneidade daquela idade. E foi isso que se perdeu e que se perde com a idade.

Belos tempos, aqueles...

Merda!

Deram um concerto acústico à 1h30 da madrugada no Casino de Lisboa, eu fiz um daqueles esforços para manter os olhos abertos. Até que eles entraram. Tocaram quase todas em versão acústica, o que, na minha opinião, se torna menos interessante para algumas músicas. Mas não tocaram esta... Merda... Imperdoável!!!!

Como gastar 10 milhões de euros em 3 dias

Se há coisas que este Governo nos tem ensinado é como gastar dinheiro. Mal ou bem, ele ensina-nos a gastá-lo. A Cimeira UE/África foi mais um destes exemplos.
1 - Organiza-se um encontro de amigos europeus e convidam-se todos os países africanos, porque fica sempre bem o convidado ser mais desfavorecido que o anfitrião;
2 - Paga-se-lhes os hotéis de 5 estrelas e satisfaz-se-lhes todas as mordomias e manias;
3 - Transforma-se o já caótico trânsito de Lisboa numa confusão ainda maior;
4 - Reúnem-se todos na FIL para falar sobre... NADA!!!

E assim se gastam uns milhões, mais aqueles que ficaram para recompensar o PM britânico que fez birra... Acho que não gostou do hotel em que o queriam colocar...

O prémio para a melhor cobertura jornalística do evento vai, sem dúvida, para a SIC, que soube, como mais nenhuma outra estação, aproveitar a única coisa que havia para aproveitar dali: as ridicularidades da Cimeira. O estilo de roupa dos convidados, a luta de protagonismo entre Mugabe e Kadafi (este a ganhar, sem sombra de dúvida, pelo estilo), Angela Merkel a dormir, os hábitos alimentares de cada um (nota para a desconfiança de Kadafi, que virou vezes sem conta uma chamuça...), e mais outras coisas ridículas, como foi, aliás, toda a Cimeira... Ridícula.
Ah e tal, mas o Clube Europa deu um puxão de orelhas àqueles bárbaros africanos sobre os direitos humanos. Então não deu? Eu desconfio até que, depois desta cimeira, o próximo Nobel da Paz será atribuído à União Africana.
E também mostraram umas imagens do Darfur, para impressionar... então, Espalha, não sejas assim...

Vão-se...!!!!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

As asneiras que um gajo faz quando chega aos 40

Brad Pitt anunciou que não fará mais nus nos filmes, para não envergonhar os filhos...
Meu querido Brad, amigo, tirando 2 ou 3 filmes em que não apareceste como vieste ao mundo, todos os outros, eu só os vi porque tu aparecias de rabinho à mostra. Por favor, deixa-te lá dessas merdas, tá bem?

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Eu me confesso

Assumo, sem qualquer problema, vergonha ou pudor que gosto dele, desde os Silence 4. Como cantor e como pessoa. Não fiquem chocados. Gosto e pronto. Já tive grandes discussões (leia-se, grandes trocas de ideias) sobre gostos musicais que, a meu ver, se discutem, sim senhor. Mas isso fica para outros posts.
Tive oportunidade de o entrevistar para uma coluna destinada apenas a 1000/1500 caracteres. A conversa durou quase 2 horas e fugiu muito ao guião de perguntas que tinha preparado. Dei por mim a falar de músicas e grupos que ambos gostávamos. Enfim...
Neste último álbum, "Dreams in Colour", fez um excelente trabalho, com traços de genialidade e originalidade. Gosto disto e disto.

Agora sim, a maravilhosa viagem a Pipa, passadas quase duas semanas e o bronze, esse, está quase a ir...

Demorou mas cá está. Afinal, isto de se escrever sobre viagens, principalmente, as que se fazem a nível pessoal, é mais difícil do que parece. "Vou ter imensa coisa para escrever, para contar", pensei. E é verdade! Mas também é que há coisas difíceis de explicar por palavras. Pipa é uma vila simples e tudo o que vi baseou-se nessa simplicidade. Talvez por isso, seja complicado escrever sobre a viagem, que começou pela simplicidade e rodeou-se sempre daquele espírito "boa onda" típico, agora sei, dos brasileiros do Nordeste. E contagiante... Aquelas pessoas não sabem o que é stress, não sabem o que é andar depressa para não chegar atrasado. É tudo na boa. A verdade é que passei uma semana "sempre na boa", no "relax", no "tou nem aí"...
Nem sei por onde começar... talvez pelas frases brejeiras e simpaticamente graxistas do guia, Tiago, "cês são um grupo show dji bóla", "eta, gentje arretada". E, claro, a piada sem piada, "Natal é a única cidade do mundo onde se pode desejar Feliz Natal todo o ano".
Podia também começar pelo percurso Natal-Pipa, já de noite (19h), em estradas estreitas, sem qualquer iluminação a não ser a das televisões das casas, algumas ainda em tijolo, sempre de porta aberta, mas todas, sem excepção, com uma TV, um sofá e uma parabólica gigante no telhado. À beira da estrada, grupos de homens jogavam às cartas e bebiam Skoll, iluminados por uma puxada ilegal de um poste de electricidade.
Ou então, podia começar pela osga que me recebeu na recepção do hotel, queitinha no candeeiro laranja. Alguém comentou: "estamos no meio da natureza, calangos (lagartos) não vão faltar". E não errou. Não se passou um dia sem ver uma espécie rastejante, na mesma proporção que via os golfinhos à minha beira, no mar, à distância de dois, três metros. Confesso que este foi, para mim, o ex-libris desta viagem. Ter por ali os golfinhos a nadar... Sei lá, nem sei explicar a sensação. Eu, que já nadei com eles em alto mar, em Cuba, sentia uma alegria infantil inexplicável a olhar para aquilo. E todos os dias, eles andavam apenas naquela praia. Mais do que o hotel, o chalé em madeira, os jardins, aquilo sim, era um verdadeiro luxo.
Conheci pessoas simpáticas, humildes, sem vícios de dar graxa ao turista tuga. Pobres de bens materiais mas ricos de espírito. Como o Xico da Rede, que calcorreava as praias debaixo daquele braseiro, com várias camas de rede e colchas, sempre bem disposto que, com sotaque sertanejo, apregoava: "Tá dormindo no chão? Xico da Rede é a solução". Inchava e sorria de orelha a orelha (deixava ver que mascava erva o dia inteiro) quando falava de um jornalista holandês que o conheceu e que fez duas páginas sobre ele. Mostrava-as plastificadas, como um tesourinho nada deprimente.
Afirmo sem dúvidas que esta viagem foi a minha terapia, mas não a cura. Infelizmente. E agora percebo o que me diziam sobre algumas zonas do Brasil (realço o "algumas"): há ali qualquer coisa que te cativa imediatamente, que te vicia e que te deixa profundamente infeliz por partires.






Parece exagerado? Não é.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Ainda antes de Pipa

Alguém ouviu bem o relato do jogo de ontem ManchesterxSCP? Não... Bom, assim do meio do nada, um dos comentadores saiu-se com esta tirada brilhante, depois de uma falta: "ah, foi só uma faltinha..." Eh pá, faltinha? Daqui a uns tempos, os comentadores falam em "palmadinhas", "jogadores fofinhos", "amiguinhos" e mais coisas terminadas em "inhos" e "inhas".

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Carta a São Pedro

Meu querido,

Como sabes (se não sabes, deverias saber, afinal, Vocês aí em cima deveriam saber de tudo o que se passa cá em baixo), estou de partida para umas mini-férias no Brasil. É uma escapadela a este stress do trabalho, aos transportes públicos cheios de gente que cheira mal e o contrário, aquela que abusa dos perfumes, uma fuga à rotina do dia-a-dia, à falta de imaginação sexual porque o trabalho suga-nos toda e qualquer réstia de de capacidade (e vontade) de inovação (ouvi dizer que os ares do Brasil são demoníacos, se é que me permites utilizar este termo). E, motivo principal, para curtir o sol enquanto os tugas cá ficam a gramar o frio e a chuva típicos da época. Mas a bem dizer, o tempo não está assim tão mau, talvez um arrepiozinho pela manhã e à noitinha, mas nada de especial. Nada de malhas grossas, de galochas, de collants, de sobretudos, chapéus de chuva, gorros, luvas, enfim, nada do nomal para os dias de Novembro.
Por isso, meu querido São Pedro, faz-me um favor. Vê lá se mandas uma chuvinha e um friozinho de rachar. É que chegar cá depois de umas férias no Brasil, com sol, mar quente, caipirinhas e paçoquinhas, morena como os outros chungas todos que cá ficaram e que aproveitaram os fins-de-semana na praia, não pode ser.
Faz-me este jeitinho. Mas olha, é só durante uma semana, porque depois regresso e quero manter o bronze, tás a ver? Dou-te um balde de paçoquinha em troca.

Cumprimentos aí em cima.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Isto sim, é serviço público

Às vezes, surpreendo-me com a facilidade em obter certas informações. Há algum tempo que o ouvia na Radar e nunca chegava perceber quem era. Hoje, liguei para a rádio e foi tão fácil: "Boa tarde, eu queria saber o nome do músico que passou há cerca de 2 minutos, antes desta canção".

Cá está.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Emergência telefónica

Telefono para o 112
- Boa tarde, queria saber o número de telefone de uma loja no Porto.
- Desculpe...
- Quero saber o número de telefone da loja XPTO, no Porto, não sei a morada.
- Ligou para o número errado. Este é para as emergências médicas...
- Ah... Mas isto também é uma emergência, mas não é médica...

Mais do mesmo

Estou farta de blogues.
É só isso...

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Éfe-érre-á

Belos tempos aqueles em que a minha vida se resumia a estudar, naquela fase em que não levamos falta se nos baldarmos e nos contentamos com um 12, o equivalente a um 16 no secundário. Hoje, regressei à minha faculdade, porque descobri que tinha o papel para levantar o diploma. E ser licenciada sem emoldurar o diploma no escritório, não é a mesma coisa. Volvidos 5 anos, bora lá levantar aquela relíquia que me custou 100 euros na altura. Apesar de ter passado o último ano nas novas instalações, tudo aquilo me pareceu um admirável mundo novo. E eu parecia uma caloira. Os putos (sim, muitos deles têm menos 9 anos que eu) olhavam-me como uma perfeita estranha, que sou, caída ali de páraquedas. Muitas mudanças: aquilo agora parece-se mesmo com uma faculdade a cheirar a novo, ainda que já tenham passado 6 anos. Mas sem mística, sem o romantismo do Palácio de Burnay, na Junqueira, sem o cheiro das árvores que às sextas-feiras de manhã se misturava com o cheiro a grego, sem aqueles corredores frios de pedra, sem o pátio, sem as escadarias, sem o Chico, o cão racista com olhos de humano, sem a roupa estendida dos porteiros, sem a cúpula que visitei uma única vez. Fria, impessoal. Estes putos nunca vão ter o mesmo espírito que o palácio nos incutia, só de lá entrarmos.
O mesmo funcionário da secretaria, com o mesmo penteado, o mesmo anel de ouro no dedo mindinho, indica-me onde posso levantar o diploma, não sem antes soltar um "Eh pá, este diploma já cheira a mofo." Confesso que me senti feliz com o diploma na mão. Não sei explicar bem porquê. Não cheirava a mofo. Saio do ISCSP debaixo do olhar daqueles putos que para mim, nunca serão verdadeiros iscspianos, por mais anos que lá andem.

Empurra dali pr'acolá

O simples acto de marcar uma consulta pode tornar-se uma dor de cabeça, o que, para o meu caso, se torna ainda mais gravoso, tendo em conta o estado de "enxaquecomania" em que me encontro.
Debaixo de um braseiro típico de finais de Outubro, qual Outono, arranco para o Hospital da Cruz Vermelha para marcar a dita cuja. Logo para começar, a caça de um lugar deixa-me cansada, até que, qual passeio demasiado alto para o meu boguinhas, lá encontro um sítio à maneira para estacionar. Longe do dito cujo. A caminhada em tacão alto com este calor não ajuda... Chegada ao balcão de informações, tento marcar a dita cuja, com a devida credencial assinada pelo médico e uma carta a explicar o sucedido. "Ah, mas isto não serve para marcar a consulta. Tem de ser este papel (e saca do dito cujo), de recomendação deste hospital assinado pelo médico." "Mas qual papel?" "Este papel". "Então mas estes dois papéis que trago não chegam porquê?" "Porque falta este papel". "Não consigo mesmo marcar, é isso?" "Não".
(Raios e coriscos!!!!!!!!!!!!)
2.ª parte: centro de saúde do médico que passou a credencial e que, afinal, não chega. A sala de espera está vazia mas elas gostam de fingir que estão cheias de trabalho e deixam-nos à espera durante, pelo menos, 10 minutos. Quando lhe apresento o tal papel, a senhora diz-me que tem mesmo de ser o médico a assinar e que não pode ficar com o papel, nem tão pouco ser o centro de saúde a marcar a consulta. "Passe cá amanhã de manhã para o médico assinar o papel." Então não? Eu até nem tenho mais nada que fazer do que andar a fazer rally centros de saúde/hospitais! Merda mais o cabrão do sistema de saúde público!!!!!!!!!!!

sábado, 13 de outubro de 2007

Amazing!!!!

http://www.inrainbows.com/

1.º Discbox or Download
2.º Download: order
3.º View basket
4.º Price: it's up to you (deixa-me cá ver como é que está a libra... ok, £0,69 = € 1, é mesmo isto... fogo, tão pouco? Até parece mal... Olha, deixa...)
5.º Pay now
6.º Register
7.º Payment details
8.º Ok
9.º Begin download
10.º Done
11.º Begin to listen...

terça-feira, 9 de outubro de 2007

A vida em stand-by

Esta é uma das poucas certezas que tenho neste momento. A minha vida está em stand-by. E é uma verdade assustadora, que vai das pequenas coisas como continuar com a lâmpada do candeeiro de mesa fundida, quando bastava chegar lá e trocá-la, às grandes, como, por exemplo, não saber o que ando aqui a fazer. Acredito que existam por aí mais umas quantas pessoas como eu. Que não sabem o que querem, não se contentam com o que têm, que têm inúmeras coisas inacabadas. Tão simples quanto isto. No outro dia, passei por uma loja e decidi comprar várias telas, de tamanhos diferentes, porque cogitei uma nova técnica de colagem com sobreposição de fotos e cores pelo meio. Comprei até uns pincéis novos, daqueles que não largam os pêlos no meio da tela, tipo efeito vanguardista mas que não é suposto lá estar. Ainda lá estão no armário. As telas e os pincéis. E o postal que ficou de fora daquele quadro (um que eu demorei um ano a montar), também lá está. Aquela roupa que tenho separada para dar. E a que tenho para dar uma segunda vista de olhos, experimentar, saber se a dou ou se a guardo para quando perder estes quilos. Está lá tudo. Em stand-by.
Os currículos, as moradas das possíveis escapatórias a esta rotina laboral... guardados dentro da pasta.
As fotos para revelar, do Bono, das viagens, dos jantares com os amigos...
O fim-de-semana no Alentejo para retemperar, com o pãozinho fatiado, os enchidos que nunca me fazem mal ao estômago e o requeijão que parece iogurte, a sesta de duas horas no sofá apertado e desconfortável. Fica para o mês que vem.
O tal churrasco com os amigos que era para ter feito este Verão, com direito a um mergulho na piscina e uma ronha na cama de rede... agora, fica para o ano.
Aquela escapadela a Paris ou Londres, sempre adiada.
O passeio ao final do dia na praia com o Bono... Hoje não, porque cheguei tarde. Amanhã ou logo se vê.
Tudo em stand-by...

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Agenda

Seu Jorge apresenta "América Brasil":
1 Novembro, Casa da Música - Porto
2 Novembro, Cine-teatro de Estarreja
3 de Novembro, Centro Cultural de Vila Flor - Guimarães
9 de Novembro, Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre
12 de Novembro, Coliseu dos Recreios - Lisboa

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Fobias, Medos, Atrofios & C.ª

A noite passada serviu para me dar certezas de uma coisa: os medos de infância continuam na idade adulta. Desde muito novinha que fechava os olhos com força quando via os relâmpagos e tremiam-me as pernas quando se seguiam as trovoadas. Chorava porque não queria ir para a escola. Sentava-me no sofá, tapava os ouvidos e encostava a cabeça nos joelhos. Normalmente, chovia logo a seguir, um dilúvio que deixava a estrada intransitável. Com o passar dos anos, a minha reacção à trovoada tornou-se mais tranquila. Tirando o fechar os olhos quando vejo um relâmpago, mesmo quando vou a conduzir (não aconselho). Ontem, voltei à infância. Mal começou a trovoada, fui deitar-me, encolhida, tapei-me até à cabeça e gelei. Voltei a sentir medo. Não consigo perceber aquelas pessoas que encaram uma noite como a de ontem apenas como um fenómeno normal da natureza. Não percebo, porque tenho medo. Bolas, um terramoto, um furacão também são fenómenos da natureza e não conheço ninguém que goste de assistir a isto! A mesma coisa com os bichinhos. Tenho fobia a coisas rastejantes, com muitas pernas ou com pele escamada. Ainda assim, as pessoas insistem em defender estes bichinhos como parte do ecosistema, e soltam daquelas frases típicas: "É a Natureza! Não fazem mal a ninguém." Tudo bem. Mas acham que dá para eles ficarem junto à Mãe-Natureza e eu na civilização? Obrigada!

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Portugal x Sérvia: diário de uma visita a Alvalade

(Calma, eu não vou escrever um post sobre o jogo de ontem. E este também não vai ser um post sobre uma gaja que foi pela primeira vez assistir a um jogo no estádio e que, por isso, ficou toda molhadinha de ver os jogadores ali tão perto. Mas há pormenores que só uma gaja consegue captar nestas alturas...)

Não foi a primeira, nem a segunda, nem a terceira vez que entrei no Estádio de Alvalade. Admito que ainda não fui ao novo Estádio da Luz. E isto quer dizer apenas uma coisa: que me estou a preparar para o grande dia, próximo, e que até lá, vou apreciando os outros estadiozinhos...
As emoções de se ver um jogo de futebol no estádio, ao vivo e a cores, em nada se comparam às de ver o jogo na televisão. O campo parece muito maior e os jogadores parecem muito mais pequenos. Acima de tudo, existe uma mística estranha que se entranha (clichés à parte...) a partir do momento em que nos sentamos. Manifestações populares contagiantes, deslumbrantes e algumas irritantes... Passado um minuto, saem da minha boca coisas como "Portugal, Alê"... Com o decorrer do jogo, saem-me outras bem diferentes, como "f...-se", "corre, c......". E em matéria de asneiras, até as crianças estão permitidas a dizê-las (e muitas, que eles sabem-nas todas). Em dia de jogo, podem até limpar as mãos à roupa que os pais acham piada a tudo.
A minha atenção desvia-se para fora do relvado... Um senhor à minha frente, em conversa com o amigo, diz esta brilhante pérola que até eu, como benfiquista, tenho de concordar. "Este gajo (Nuno Gomes) é inegociável...! Ninguém o quer!"
O empate, mais que esperado, é a combustão da minha ansiedade. Mais umas asneiras , enfim, o costume... O momento de animação estava bem guardado... Scolari, antevendo que o seu futuro no futebol tem os dias contados, lançou-se a dar uma esquerda a um dos Vic (ler "vich"), quiçá, a piscar o olho a uma carreira promissora no kickboxing português.

domingo, 9 de setembro de 2007

Fast food

Se eu soubesse que era tão fácil fazer arroz basmati, já me tinha convertido há mais tempo.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Às vezes...

... tenho a sensação que a estupidificação de uma pessoa se desenvolve, não pela ausência de contacto com outros e pela falta de informação, mas por se dar com demasiada gente e ter acesso a tudo o que quer.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

I can't resist!!!!

O meu cão já é um Cão com C grande! Descobriu a arte de levantar a pata para marcar território em tudo o que é poste, caixote do lixo, árvore, muros. Eu bem reparei no ar altivo dele quando passava por outros cães que lhe ladravam.
Daqui a uns tempos, perde os três...

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Pérolas de uma agência de modelos - Parte I

À simples pergunta : "O que o/a leva a inscrever-se numa agência de modelos e quais os trabalhos que gostaria de fazer?", os futuros modelos e manequins de Portugal respondem:
- A importância do trabalho em equipa, a comunicação interior e exterior.
- Inscrevi-me porque sempre sonhei em ser modelo, mas infelizmente a minha estrutura óssea nunca o permitiu.
- Para experimentar coisas novas, não sei bem quais.
- Conhecer gente nova é, de um certo modo, interessante e vai aumentar o meu conhecimento e cultura geral.
- Gosto do trabalho de actore e com prazer de jogar um outro personaje.
- Interesse crescente por esta área através de conversas com os amigos.
- Já tenho muita experiência. Participei em alguns desfiles, nomeadamente, a Moda Mafra e fiz um trabalho de figuração numa novela. (Esta vai longe!)
- Ganhar dinheiro.
- Qualquer área ligada aos audiovisuais.
- Modelo, a minha namorada.
- Eu gostar de poder cumprir um sonho.
- Por me considerar bonito e com bom físico.
- A razão não sei.
- Tentar encontrar emprego.
- Aprender novas modalidades.
- Gosto de ser fotografada.
- Este tipo de trabalho é importante para o meu CV profissional.
- Ganhei uma grande paixão pela moda.
- Ser actor ou outro qualquer.
- Procuro a representação.
- Adoraria trabalhar em anúncios publicitários fazendo uso da voz.
- Porque gosto que as pessoas me vejam.
- Gosto de quebrar a rotina.
- O fascínio pela moda corre-me nas veias.
- Queria experimentar as minhas forças.
- Gostava de um dia ser actora.
- Ter outra ocupação sem ser dona de casa.

Esta era, até há pouquíssimo tempo, uma realidade desconhecida para mim, até que a Bebé Lili começou a vasculhar os nossos arquivos. E foi o delírio total, horas de risada total. Tornou-se um vício, confesso. Outras partes virão. Desconfio que consigo alimentar este blogue só com isto...


(Posted by Espalha Brasas e Bebé Wiwi)

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Presente da Islândia

Trailer de "Heima" - Sigur Rós

Hoje, a caminho do trabalho

Sono, muito sono. O que é que eu vou ouvir...? "The National", para não variar... Curvinhas e mais curvinhas. GNR lá à frente. Mandam-me encostar. Olha, olha...
"Bom dia..."
"Bom dia. Importa-se de abrir a mala?"
"Não, não."
Vazia. Um saquinho de papel do Ikea nada naquela imensidão.
"Obrigado. Pode seguir."
"Já? Não me vai pedir os documentos do carro?"
"Não."
"E soprar o balão?"
"Não."
"E o teste das drogas?"
"Não."
"Então, está bem..."

Que chatice! É a primeira vez que me mandam parar e não dão pica nenhuma!

Ontem, no caminho para casa

Merda mais estas lombas da Av. de Ceuta... Xiiii, esqueci-me da porcaria do radar. De certeza que passei a mais de 50 km/h. Olho para o conta-quilómetros, 70... Já na auto-estrada, uma fila indiana de carros anormal àquela hora. Dá para se despacharem? Vruummmm. Merda, o carro da BT. Olha, agora já está. Logo a seguir às portagens, outra fila indiana, mas estavam todos a encostar à direita. Ó cum caraças, era só o que me faltava. Perninhas a tremer... Olha, afinal não, mandam-me seguir. Que sorte!

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Eu gostava...

... de um dia ter cojones, virar-me para os paizinhos e mãezinhas deste Portugal que me telefonam a perguntar porque é que o filhinho está sem trabalho (desempregados, coitadinhos) e dizer-lhes: "O seu filho nunca na vida vai desfilar nem aparecer num anúncio, porque é feio, gordo, porco, desdentado, cheira mal dos pés e tem ranho no nariz!"

É que gostava mesmo!

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Ando toda FOXtrot!!

Há coisas fantásticas e temos que saber dar-lhes o devido valor. O fenómeno televisão por cabo (quer seja TV Cabo ou Cabovisão) trouxe um novo ânimo aos lares portugueses. É pró menino e prá menina, prós grandes e prós pequenos! Podemos pagar ou ser trafulhas e neste caso, conseguimos ter até 300 canais... de borla! Nos canais Lusomundo, ainda temos direito a dois de cada. No caso de termos perdido o início do filme, passado uma hora começa o mesmo filme no Premium 2. No meio destas centenas, há apenas um... dois, vá, não, três que já me estão memorizados: FOX, Lusomundo Premium e Sport TV. O primeiro tornou-se um sério vício e, como todos, difícil de largar. House, Donas de Casa, Earl, Os Simpsons, American Dad, Family Guy, Casos Arquivados, A Lei dos Mais Forte, The O.C, Ossos, Perdidos... Papo aquilo tudo! Mesmo sem saber a programação, está sempre a dar qualquer coisa, seja a que horas for. E se não tivermos conseguido ver um episódio, no dia seguinte, repetem-no. Fantástico! Há melhor do que isto? Há! Quando dão dois episódios seguidos do Dr. House! Melhor, melhor, só mesmo quando a sequência é Simpsons, Dr. House em dose dupla e Donas de Casa.
Claro que há sempre alguma coisa que estraga o cenário idílico de chegar a casa, jantar qualquer coisita, sentar-me no sofá e carregar no 53 do comando. Quando ele quer ver "O Dia Seguinte" na SIC Notícias, porque se parte a rir com as birras do Fernando Seara... Valha-me a televisão no quarto (é para isso que serve) para ver a moca de "Weeds", na 2.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

A hora de almoço do obril!!

Para quem trabalha perto de zonas de obra, sair para almoçar fora pode trazer algumas surpresas, principalmente, se tivermos que passar pelas ditas. O óbvio: vamos ter de ouvir piropos do pessoal do obril, mesmo que tenhamos a depilação à Tony Ramos ou uma cara de quem foi atropelado por um camião e não teve direito a indemnização. A surpresa: o requinte e imaginação dos piropos das construções modernas. Os tradicionais “papava-te/comia-te/lambia-te toda”, “ganda rabo!”, “Anda cá ao pai”, “És MUNTA BOUA”, passaram à história. Do novo repertório fazem parte: “Ainda dizem que as flores não andam” ou a variante “Ó flor, queres vir para o meu jardim?”. Ou ainda “Que belas pernas… A que horas abrem?”. Até hoje, eu achava que o melhor deles todos era: “Ó jóia, anda aqui ao ourives!”. Mas a cereja no topo do bolo, o Globo de Ouro dos Piropos do Obril vai paaaaaaaaaara: “Eu só não tenho pêlos na língua porque tu não queres!”. Clap, clap para o pessoal do obril! Ainda dizem que são básicos!

terça-feira, 7 de agosto de 2007

A loucura começou!!!

Estava a demorar!! Em vez de aproveitar os saldos para mim, estoiro o dinheiro todo para a mais "piquena" que há-de vir! Quem é que resiste às merdinhas dos vestidinhos e camisolinhas e gorrinhos e botinhas?

segunda-feira, 30 de julho de 2007

A Lili entrou para o Guiness!!!

Numa manhã, a Lili conseguiu comer meio quilo de gomas!! 500 gramas!! Alguém consegue superar este feito?? Eu duvido...


sábado, 28 de julho de 2007

Béléza!!

Acorda para mais um dia. Mais um, pensa. Levanta-se e arrasta-se até à casa-de-banho. Nem abre os olhos e enfia-se na banheira. Deixa a água quente, quase a ferver, aquecer-lhe o corpo, demasiado até. "E se for só com água quente, será que me queimo? Será que aguento? Será que grito?". Demora-se no duche. Apesar de tudo, gosta da sensação da água a correr-lhe pelo corpo, do arrepio da pele, de se ensaboar com a esponja, tão suave que lhe abraça o corpo disforme... Não sente o volume da barriga nem a flacidez das pernas grossas. Gosta daquela sensação... Todos os dias, este é o único momento de prazer que tem. Quando termina, está envolta numa nuvem de vapor. Limpa o espelho embaciado com a toalha. Olha-se nua com nojo. "Odeio-me e odeio-te! Qualquer dia, mato-te para nunca mais ter de olhar para ti." Passa o body lotion pelos ombros, em movimentos circulares e desce pelo braço. Demora-se nos seios, nos mamilos arrepiados. Passa as mãos entre as pernas, fecha os olhos e sorri. Sorri enquanto se massaja. Encontra-se novamente com o espelho e chora, de raiva, todos os dias antes de sair de casa.

Acorda para mais um dia. Olha para o relógio e espreguiça o corpo delgado, com os braços esticados para trás. Passa as mãos pelos belos seios e pela barriga plana. "Bom dia", diz, sozinha na cama. Levanta-se de um pulo e desfila até à casa-de-banho. Olha-se ao espelho e sorri. Entra na banheira, água morna, nem muito quente, nem muito fria, no ponto. Massaja os cabelos canela com prazer, com um shampôo de volume extra. O gel duche de morangos e champagne escorre-lhe pelos seios, perfeitos, simétricos, agarra-lhe as nádegas redondas, perfeitas, e beija-lhe as pernas até aos pés, esguios, perfeitos. Olha-se ao espelho e sorri. A pele bronzeada reflecte como ouro. "Odeio-te! Achas que consegues ser mais bonita do que eu... Estúpida!! Olha para ti... És pequena demais para mim. Qualquer dia, mato-te!". Apressa-se no body lotion de morangos e champagne. Espalha-o freneticamente com movimentos brutos e chora. De raiva. Olha-se novamente ao espelho, limpa as lágrimas e sorri.

terça-feira, 24 de julho de 2007

27...

Am I happy?
Am I stronger than I was last year?
Will all my good friends call me to say Happy Birthday?
Will I ever be a good mother.. or just a mother?
Am I a good wife?
Am I better woman?
Am I a good friend?

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Então e o último dia?

Pois... Já cá faltava para completar o diário do SBSR. Muito bom, mas, claro, nada como o primeiro dia do segundo acto.
Não cheguei a tempo de ver The Gossip, acho que foram muito bons. Os TV On The Radio pareceram-me pouco entusiasmantes, mas já apanhei o concerto a meio.
Scissor Sisters foram muito animados e tornaram impossível as tentativas de dar apenas um abaninho de rabo. Era para mexer tudo.
Interpol... para ver no Coliseu dos Recreios, em Novembro, com calma e outra onda (tenho de dar a mão à palmatória ao mestre Diaz).
Underworld... Apesar do meu cansaço de 3 dias a deitar tarde e levantar cedo e algumas cervejas, fizeram-me dançar e curtir durante mais de uma hora e meia. Mostraram-se em muito boa forma e abriram o apetite para o que aí vem, o Dance Station.

Para o ano há mais!

quarta-feira, 4 de julho de 2007

A surpresa do 3 de Julho

Por vezes (muitas, até), as bandas que actuam nos palcos secundários ou que fazem a primeira parte de um grande concerto, revelam-se verdadeiras pérolas, que me despertam o bichinho de ir à net e pesquisar umas coisas sobre aqueles, até então, desconhecidos. Os The Magic Numbers começaram a tocar quando eu estava ainda sentada nas mesas, a acabar de beber a segunda cervejola. As duas primeiras músicas já me eram familiares da Radar, ouvi-as sem olhar para o palco. 1.ª surpresa: a voz não tinha nada a ver com as pessoas que eu tinha idealizado (isto acontece-me frequentemente). 2.ª surpresa: eles surgem em palco extremamente simples e muito bem-dispostos, contagiam de imediato o público. 3.ª surpresa: a voz de uma das vocalistas, Angela Gannon, é angelical e faz com que todas as pessoas que ainda não estivessem a olhar para o palco, o fizessem. 4.ª surpresa: as canções inundam o público de boa-disposição, criam uma verdadeira boa onda antes dos dois últimos concertos. "Sof, isto é muito fixe". Têm ar de canadianos (não são, vêm de Londres). Os irmãos Romeo e Michelle são filhos de mãe portuguesa. 5.ª surpresa: existem há 5 anos e contam com 2 álbuns editados, o terceiro, disseram, será lançado dentro de algumas semanas. Os The Magic Numbers estão muito na onda dos Broken Social Scene (canadianos), Arcade Fire (também canadianos), misturado com um estilo country nada foleiro. Arrisco ao afirmar que, em algumas partes do concerto, lembraram-me os Sigur Rós (!!!!!!!), pelo xilofone e pela voz de Angela Gannon. Pequenos flashes, apenas.


Então e os Bloc Party e os Arcade? Estes não me surpreenderam. Fizeram o favor de ir ao encontro das minhas expectativas. Kele Okereke tem um sorriso fantástico, irreverente. Puxa pelo público, que sabe as músicas de cor. São putos com sucesso garantido (quase de certeza) para os álbuns que hão-de vir. Sinto-me bastante satisfeita. Só falta Arcade... Começam com a projecção de um vídeo de uma criança brasileira a pregar perante uma plateia. Black Mirror abre o último concerto às 00h15. Eu e as milhares de pessoas que me rodeiam estão ao rubro. Eles tocam freneticamente, com paixão. Começa a chover... Só podia. E é por isso que eu digo que sim, que os Arcade Fire são isso tudo e mais alguma coisa.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

São poucos os que se apercebem...

A Lili, a miúda de 17 anos que trabalha comigo, companheira e amiga que me faz rir o dia todo, diz que a música que eu oiço é música de viagem, tipo banda sonora da minha vida, e que me imagina sempre a ouvi-la num daqueles carros antigos, com bancos grandes em pele e um volante enorme, toda contente, pela estrada fora…

Nos próximos três dias...

... eu vou estar a curtir no Super Bock Super Rock!!!! A partir das 19h, claro, que a patroa não papa grupos!

sexta-feira, 29 de junho de 2007

É o quê?

Já receberam uma sms deste género: "E xo pavisar q vou xegar maix tarde" ???? Não? Mas devem estar quase a receber. Estas sms têm o efeito contrário ao desejado, que é transmitir uma mensagem rápida e evitar gastar dinheiro numa chamada. Além de demorar o dobro do tempo a decifrar o que está ali escrito, acabo por telefonar para saber. Para quem ainda não se apercebeu deste fenómeno, este é o dialecto utilizado pelos teens, e que contraria o que se pensa deles, que são básicos. Amigos, isto é tudo menos básico. Eu arrisco até a dizer que este será o dialecto do futuro e que daqui a uns anos, quem não xober xcrever axim, naum tm lugar neim aqi neim na xina...
Xtes xao algunx dux ezemplox:
Amu-t
Aki pa tdo
Bjaum
Nunka
Pexoa
Xpetacular
Nha
Kuidado
Kuandu
Kabu
Podex
Tantah merdah ki ja akonteceuh

Eu já comecei a treinar... Aviso-vs já que ixto naum é facil...

domingo, 17 de junho de 2007

Ehhhhhhhhh pá!!!!


Ainda bem que o Verão está quase a chegar... Pelas amostras, calculo que isto vai ser a escaldar...

Entretanto, vou ali e já venho... Avisem-me quando estiver calor...

sexta-feira, 8 de junho de 2007

VID - Very Important "Dates"

Que é como quem diz: "As saudades que eu tenho das belas das acreditações..."

2 de Julho - Gotan Project, Jardim do Marquês de Pombal - Oeiras
15 de Julho -Nouvelle Vague, Casa da Pesca - Oeiras

Eu já marquei na minha agenda. E tu?

quarta-feira, 6 de junho de 2007

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Vou ser tia...

... pela segunda vez! Da outra mana, a do meio. Recebi a notícia com uma alegria tremenda, por saber que este era o maior desejo e o motivo de uma felicidade extrema da mana. Da primeira vez que fui tia, tinha 16 anos e, confesso, nessa altura, o impacto não foi nem metade do que foi agora. Mesmo com a notícia de que seriam gémeos. A reacção foi mais do género: "Ya, vou ser tia de gémeos". E os amigos: "Já viste, isso quer dizer que podes vir a ser mãe de gémeos também". Claro, aos 16 anos a primeira coisa que se pensa é em ser-se mãe e logo de gémeos. Agora, é diferente. Não a vontade em ser mãe, mas a motivação em voltar a ser tia, ao fim de 11 anos. Pelo meio, as sobrinhas emprestadas. Mas o sentimento é diferente. Já aqui referi que a minha postura perante os gémeos sempre foi a de tia mais desligada, a que não lhes faz as vontades todas, a que não tem muita paciência, a que não lhes compra carros e doces todas as semanas, sem que isso comprometa o orgulho que sinto em vê-los crescer... Bolas, já têm 11 anos, lembro-me que vieram os dois da maternidade na mesma alcofa, pequeninos... Lembro-me de os adormecer deitados de barriga para baixo sobre o meu peito... E que sensação! Agora, com esta sobrinha - acredito que será uma menina e que, se conseguir dar a volta à minha irmã, se chamará Sofia... - tenho vontade de fazer isso e muito mais. Tenho vontade de ficar a tomar conta dela, tenho vontade de lhe comprar aqueles vestidinhos de boneca, os sapatinhos de princesa, peluches, brinquedos. Tenho vontade de a levar a passear no carrinho ao fim-de-semana, de a adormecer ao meu colo na cama de rede. Tudo isto é a alegria de ser tia, e nem por um segundo, a vontade em ser mãe.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Há maneiras...

... e maneiras de lidar com um escândalo! Os japonas não brincam em serviço. Podem ter pilas pequenas (dizem) mas têm tomates para fazer isto. Por cá, ficamos apenas pelos desmentidos e "não era isso que eu queria dizer".

domingo, 27 de maio de 2007

O estranho mundo do balneário feminino do Holmes Place

Decidi, em boa hora, inscrever-me no Holmes Place, aquela cadeia de ginásios que mais parece uma seita e que envia sms intimidatórias caso a nossa assuiduidade registe quebras, do tipo, ir apenas duas vezes numa semana - se a semana tem 7 dias, ir apenas 2 constitui uma falha grave e é o primeiro indício de que estamos a fraquejar no objectivo que prometemos cumprir quando assinamos a bendita proposta de adesão. Enfim... Por várias razões, inscrevi-me. A minha primeira aula foi no Holmes de Cascais. Entro no balneário, como é a primeira vez, demoro algum tempo a descobrir o sítio das coisas. Escolho o cacifo (196), junto aos espelhos e aos secadores. Começo a equipar-me e, de repente, vejo-me rodeada de mulheres nuas, o que é normal, visto estar num balneário feminino. Mas elas estão nuas, passeiam-se pelo balneário nuas, sem toalha enrolada, secam o cabelo nuas em frente ao espelho, falam umas com as outras nuínhas, e vão juntas para os duches nuas... Eu sei que somos todas mulheres (pelo menos, aparentemente), que mamas, rabos, tufos de pêlo e depilação integral é tudo igual, mas não deixa de ser constrangedor (ainda não vi MAMAS PRETAS E GRANDES). Lembro-me que da primeira vez, fiquei especada a olhar para uma senhora a secar alegremente o cabelo em frente ao espelho com tudo ao léu. Ao princípio, estranha-se, mas depois, continua-se a estranhar até que se acaba por ignorar. É também verdade que depois acabo sempre por olhar para a outra que tem mais celulite no rabo do que eu, que tem mais barriga do que eu, e claro, as outras pirosas que têm tudo no sítio e que me fazem querer despir e vestir fechada na casa-de-banho.
Isto poderia ficar por aqui, não fosse o facto de, num ginásio, termos pessoas de todas as idades. E então, estas visões tornam-se tão mais horripilendas e dantescas quanto mais velhas elas são. Sim, porque estas também gostam de andar a mostrar as peles e aquilo que já foi um dia, um rabo e umas mamas, difíceis de distinguir agora no meio daquelas peles.



terça-feira, 22 de maio de 2007

A doença dos tempos modernos

Hoje em dia, está na moda dizer que se anda stressado e é fácil culpar o stress de todos os problemas da nossa vida. O trabalho é um stress, chegar a casa e ter de fazer o jantar é um stress, o trânsito é um stress, receber aqueles amigos em casa é um stress, ir às compras é um stress. Tudo está mal por causa do stress. Até o stress é um stress. Uma vida stressada deixa-nos pouco tempo para fazer uma série de coisas. O trabalho ocupa-nos 80% do dia, e quando chegamos a casa, a vontade de ocupar os 20% que sobram é muito limitada. Falo por mim. Não tenho vontade de fazer nem uma sandocha, muito menos de passear o Bono ou de manter um diálogo interessante. A única coisa que consigo fazer é sentar-me no sofá, ligar a televisão e fazer zapping pelos 400 canais. Isto durante uma hora, no máximo, porque depois, arrasto-me até à cama. Com um bocadinho de sorte, ainda me lembro de dizer até amanhã. Os dias seguintes são uma repetição dos anteriores, and so on and so on. A chegada do fim-de-semana, à primeira vista animadora, acaba por revelar-se um exercício de ócio, puro ócio, onde a vontade de não fazer nenhum se sobrepõe à vontade de pensar em qualquer coisa de interessante. Resultado: preguicite aguda, um termo que só agora me faz sentido e que sempre associei a uma brincadeira para definir alguém que não gosta de trabalhar e que vive encostado à parede. A verdade é que isto pode, a longo prazo, tornar-se uma doença, esta sim, a doença do século XXI. Marcamos um jantar lá em casa com os amigos ao fim-de-semana porque dá mais jeito e temos mais tempo, mas depois, a preguiça inventa uma desculpa para marcarmos para outro dia. Combinamos ir ao cinema porque não temos de nos levantar cedo no dia seguinte, mas a preguiça tem um programa melhor. Durante a semana não temos tempo, nas horas vagas a preguiça encarrega-se de tomar conta da nossa vontade.
Qual stress... O estilo de vida moderno esconde outras doenças muito mais perigosas... Que não matam, mas moem, e definham...

domingo, 13 de maio de 2007

A minha fé é maior que a tua!

João das Neves bem tentou manter-se acordado, mas o cansaço da viagem foi mais forte. A mulher, Conceição das Neves, lá estava com a sua fé inabalável, de joelhos no chão, a segurar firmemente a vela nas mãos secas (Conceição esquecera-se de levar o creme Nívea, da lata azul, que há anos, décadas, usa para tudo, até para as assaduras...). Rezava convicta de todas aquelas palavras. As crianças estavam entretidas com a PSP (leia-se Playstation Portable). João das Neves pensou na bênção que era ter aquela família. Uma mulher devota, cumpridora das suas obrigações como esposa e mãe, fiel, trabalhadora e... gorda. Afinal, com tanta dedicação aos outros, pouco tempo sobra para cuidar de si. Ele, João das Neves, era assistente no departamento comercial de uma empresa. Ganhava razoavelmente bem, o suficiente para ter um carro mediano, uma casa mediana e um estilo de vida mediana. Não me posso queixar, podia ser pior, pensava. E pensava na bela da secretária do patrão, que de vez em quando, lhe dava um carinho, quando o patrão não estava.
De volta a casa, de espírito lavado, João e Conceição estavam felizes. Entraram no carro, tudo a postos para o regresso. De repente, o caos. O trânsito parado, filas intermináveis, impaciência, comichões.
- É sempre a mesma coisa, todos os anos é isto, pá. Pra qué que insistes nisto, hã?
- Mas queres ver agora, hã? Fazemos isto todos os anos, não me imagino a não vir a Fátima.
- Então passas a vir tu, pá. Aqui o burro é que tem de vir a conduzir e a gramar com estas merdas.
- Não digas asneiras em terreno sagrado e em frente aos miúdos, hã?
- Ó pá, os miúdos dizem bem pior!
- Ó mãe, o Rúben lá do colégio diz que a professora é uma puta!
- Nossa Senhora, Carminho, limpa a boca.
- Ó mãe, tou aflito pra mijar...
- Luisinho, não é mijar, é fazer chichi, filho.
- É mijar sim senhor. Homem que é homem mija, e é de pé, não faz chichi sentado.
- Mas que coisa, João!
- Olha-me este a querer passar à má fila... O que é que tu queres, ó espertinho? Aqui não passas tu, chico esperto!
- João, calma, não te enerves, não é preciso.
- Ai não? Está aqui um gajo horas a andar meio metro e vem um espertinho e passa-me à frente. Era só o que me faltava.
- Mãe, tou mesmo aflito pra mijar.
- Agora não, Luisinho. Aguenta mais um bocadinho...
- Vou fazer nas calças...
- Tu tás mas é maluco, miúdo, sujas-me os estofos e levas uma galheta que nem sabes de onde vens!!
- João, não fales assim pró miúdo.
- Cala-te mulher! Reza, reza para que isto ande rápido e pra que o puto não me suje os bancos, se não quem paga és tu!

sexta-feira, 27 de abril de 2007

L'Enfant Terrible!

Não sei se vos acontece o mesmo, mas nos meus almoços, lanches e jantares de família, o tema principal de conversa acaba sempre por ser o mesmo: a nossa infância. Então quando está a família toda, mãe, filhas, netos, maridos e namorados, cruzam-se episódios e comparam-se as histórias. Estórias, portanto. A mãe é quem, quase sempre, dá o mote. "Aquela", referindo-se à mais velha, era a líder, e esta (referindo-se à do meio) fazia tudo o que ela dizia e andava sempre atrás dela. Depois veio a outra (eu) e faziam dela uma boneca. Acordavam-na, faziam dela a filha quando brincavam às casinhas". A mais velha acrescenta mais alguns pormenores. Claro que passamos a maior parte do tempo a rir, e isto, para os meus sobrinhos, é ouro sobre azul, ouvir falar da mãe e das tias quando eram pequeninas. "A do meio era a mais calminha. Assim que se levantava, abria a porta da cozinha e perguntava: Vó, há xôpa? A Lena já não brincava tanto e então, arrumava os brinquedos todos, nas prateleiras, direitinhos e não deixava a mais nova (eu) mexer. Nem a deixava brincar com elas, dizia que ela era uma pirralha e que não sabia brincar. Bem, dava-lhe (a mim) a 'veneta', ia ao quarto e atirava os brinquedos todos ao chão, pisava-os. Depois a mais velha batia-lhe, ela vinha chorar para o pé de mim e dizia que as mais velhas não a deixavam brincar. Depois começou na fase de arrancar os cabelos quando ficava irritada (continuamos a falar de mim), e um dia ouviu-me, escapou-se-me, a dizer 'puta' e começou nisso. Quando se chateava, arrancava os cabelos e gritava para mim a chamar-me puta." Devia ter uns 3/4 anos. Grande lição para os adultos: nunca dizer asneiras ao pé de crianças na fase do papagaio, em que repetem tudo o que ouvem.
Claro que estas coisas depois têm as suas repercussões anos mais tarde. Eu e a mana mais velha somos como cão e gato, apesar de termos o mesmo feitio. O dela muito, mas muito pior do que o meu. A do meio continua a ser a mais meiguinha, apesar de ter os seus 'vaipes'. Fazia sempre o que lhe pedia, dáva-me tudo, e eu, claro, de vez em quando, tratava-a mal. Agora já não, mas ela continua a ser meiguinha, trata-me como a mana mais nova. E isso, sabe bem.
Eu, opinião geral da audiência familiar, continuo a ser a enfant terrible.


Há coisas que nunca mudam!

terça-feira, 24 de abril de 2007

De volta às botifarras!!!

Assumo, como ainda não o tinha feito, que também eu tenho uma cena com os pés. Seja homem ou mulher, se me aparece à frente com os pés à mostra, é para eles que desvio o olhar imediatamente. Nestes últimos dias de calor, era vê-los por aí à doida, livres e leves sem as botas de Inverno (eu mantive-me fiel às botas, é que, apesar do calor, sou um bocado friorenta nos pés e sandalinha, só mesmo no Verão). Elas, as gajas, também andavam doidas, numa corrida desenfreada às lojas para comprar os últimos modelos, que as do ano passado já cheiram a mofo e se é para mostrar os pezunhos que andaram durante seis meses apertados e fechadinhos, então, que seja com um modelito novo. Douradas, de preferência, que estão aí a bombar.
Bom, o problema surge quando se tem esta mania de olhar para os pés das pessoas, ao ponto de, por vezes, nem conseguir tirar os olhos do chão. E então, vêem-se coisas arrepiantes, agoniantes, e que em alguns casos, até fazem comichão!! Não vou aqui descrever o que são pés bonitos e o que são pés feios, isso fica ao critério de cada, que eu cá, tenho o meu. Mas se é para andar com os pés ao léu, então que se faça um pequenito esforço de cortar as unhas, limpá-las, tirar aquele sebum negro que aparece por baixo das unhas quando não são limpas, pôr um creminho nos pés só para estes não ficarem com aquele aspecto de lixa e, no caso de se ter as unhacas amarelas, grossas e cheias de risquinhas, passar um verniz também não é má ideia. É que ver certas e determinadas coisas logo de manhã, causa uma certa indisposição...

Vá, agora que vem aí a chuvinha, toca a esconder os pezinhos outra vez!!

terça-feira, 17 de abril de 2007

As maravilhosas invenções deste admirável mundo

- Boa tarde. O que vai pedir?
- Quero uma água com gás. Castelo ou Vimeiro, por favor.
- Natural?
- Não, com gás.
- Sim, mas sem sabores.
- Sabores??
- Sim, quer experimentar, por exemplo, a Frize Limão?
- Hmmm... E isso é bom?
- Experimente.
(...)
- Peço desculpa, mas já não temos Frize Limão. Pode ser a Limão-Cola? Ou Morango-Framboesa, ou ainda Pêssego? Ou só Morango...?
- Acho que prefiro mesmo sem sabores...
- Não, mas experimente. De certeza que vai gostar. É como se fosse um sumo mas sem açúcar e mais leve.
- Não me parece... Não quero mesmo. Prefiro a água com gás simples!!
- Pois, mas não temos.
- Não...? E sem gás...?
- Só um momento...
(...)
- Lamento, mas também não temos. Sabe, as novas águas vendem-se muito melhor...
- E por isso acabam com as outras?
- Olhe, recomendo também a Vitalis de Maçã e Chá Branco, que até lhe faz bem ao organismo, é boa para purificar. Já viu?
(Silêncio, inspiração profunda, expiração...)
- Acho que afinal vou querer uma Super-Bock, normal, por favor...
- Não temos... (e treme). Mas temos a nova Super-Bock Pêssego...

Vai ser MUNTA BOUM!!!!!!!!!!!!


segunda-feira, 16 de abril de 2007

Tss, Tss!!

Já o disse uma vez, mas repito, que não se usa cueca / tanga preta com calças brancas. Numa mulher dá um certo ar de desleixo e, acho, de vulgaridade... Agora, num homem, é um bocado estranho, a nossa mente perversa leva-nos a pensar automaticamente que é gay. Afinal, de calça branca e tanga preta só pode. Mas se tivermos em conta que este homem é o nosso professor de Step, então, está tudo explicado.

É gay, na mesma!!

sexta-feira, 13 de abril de 2007

And then...


... it rained

like that first November day.

It washed away all the signs you left untouched upon my body.

And then I died.

And I never became a butterfly.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

A nova oportunidade de Sócrates!

Estão espalhados por toda a cidade de Lisboa e arredores e a nova versão recorre à velha (mas sempre eficaz e rentável) estratégia das figuras públicas. Os outdoors e pubs Novas Oportunidades mostram um Carlos Queiroz de impermeável e luvas na mão e um cortador de relva como instrumento de trabalho. Chamada de atenção: "Este é o Carlos Queiroz que não acabou os estudos". O timing da campanha não podia ser o mais apropriado, ou não estivesse em causa e em debate público a licenciatura de José Sócrates, para mim, um assunto de vital importância para o meu dia-a-dia e que me tem ocupado os serões lá em casa com fervorosos debates. Afinal, ele é ou não é engenheiro? É que isto de termos um Primeiro Ministro sem canudo, quer dizer, não pode ser, não é? Fala-se que Portugal ainda tem uma taxa de analfabetização elevada, que a maioria dos portugueses (e dos funcionários públicos) não tem a escolaridade mínima, quanto muito, a 4.ª classe, ou 1.º ciclo, como lhe chamam agora, e depois, vem a público que o nosso PM é tão engenheiro como o Guterres é bom a fazer contas de cabeça! Mas se todos merecem uma segunda oportunidade, então, vamos dá-la também ao Sócrates. Ele também vai fazer campanha pela iniciativa Novas Oportunidades e vai ser fotografado com um capacete, um tijolo numa mão e uma colher com cimento na outra e atrás dele, vai ver-se o novo empreendimento turístico de Tróia. O slogan: "Este é o José Sócrates que acabou os estudos. O que não acabou, é agora Primeiro-Ministro. Por isso, se queres seguir carreira política e ocupar um cargo de chefia, caga na licenciatura."

terça-feira, 3 de abril de 2007

Ainda dizem mal dos espanhóis!

Lili e Andrea saem tarde do trabalho e preparam-se para apanhar o metro, quando a Lili se lembra que ainda não comprou o passe. A bilheteira já estava fechada e toca a comprar nas máquinas. Ainda estamos a colocar as moedas quando passa um casal de espanhóis, estende-nos dois cartões de 10 viagens e diz:
- Podem ficar com estes cartões que ainda têm 3 viagens cada um. Nós vamo-nos embora amanhã. Fiquem com eles.
- Hã?