quarta-feira, 14 de maio de 2008

Este nosso Mundo

1) Mais uma subida dos combustíveis, o que me leva a equacionar a hipótese de tirar o carro todos os dias da garagem e de fazer a visita àquela amiga que mora mais longe, ou de dar aquele passeio ao fim-de-semana.
2) Imagens que mostram a dimensão da estupidez humana numa peregrinação que juntou um milhão de pessoas para ver uma santa. Cotoveladas, pontapés, crianças atiradas ao molhe para tocar na santa, nem que fosse com a ponta do cabelo. Às vezes, a fé das pessoas não é mais do que uma manifestação de loucura.
3) Sócrates foi apanhado a fumar num avião. Chiiii, Ehhhhh, Ohhhhhh! Temos assunto de importância de Estado e vital para o desenvolvimento do país para a próxima semana, no mínimo. Isto se a Fátima Campos Ferreira não quiser debater isto no Prós & Contras.
4) Astronautas precisam-se. Eu vou. Onde é que assino?

terça-feira, 13 de maio de 2008

The National - Notes of a concert (agora que já estou mais calma e consigo expressar a histeria)

Muito nervosismo em palco, com vista para uma plateia cheia. Um violino influente. Uma voz personificada numa figura que povoa as mentes femininas. Calor humano que suava por todos os poros.

Eu... fiz os trabalhos de casa.

I
I've been draggin around from the end of you coat for two weeks
And now I'm sorry I missed you
I had a secret meeting in the basement of my brain
Didn't anybody tell you how to gracefull disappear in a room
You get mistaken for strangers by your own friends
Another uninnocent elegant fall into the unmagnificient lives of adults

II
Baby, come over, I need entertaining
I had a stilted, pretending day
Lay me down and say something pretty
Lay me back down where I wanted to stay
Just say something perfect, something I can steal
Say, look at me
Baby, we'll be fine
I wanna hurry home to you
Put on a slow, dumb show for you and crack you up
This isn't working, you, my middlebrow fuck-up
My mind's not right
My mind's not right
My mind's not right

III
You're all humming live wires under your killing clothes
Get over here, I wanna kiss your skinny throat
You're a wasp nest
Sometimes you get up and bake a cake or something
Sometimes you stay in bed
Leave it all up in the air
Let them all have your neck
So worry not
All things are well
We'll be alright
We have our looks and perfume
Stay inside till somebody find us
I have your dreams and your teeth marks
And all my fingernails are painted
Break my arms around the one I love
And be forgiven by the time my lover comes
Turn the light out say goodnight
No thinking for a little while
Lets not try to figure out everything it wants
Whatever went away I'll get it over again, I'll get money, I'll get funny again
Walk away now and you're gonna start a war

IV
Falling out of touch with all my friends are something getting waisted
I wish that I believed in fate
I wish I didn't sleep so late
Let me come over I can waist your time, I'm bored
You just walked away and I just watched you
What could I say
How close am I to losing you?

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Night sessions

Facto n.º 1: adoro estar com o meu amigo Pedro. Adoro conversar com ele, ouvi-lo e, principalmente, adoro a boa disposição, as tiradas hilariantes que me fazem rir até me doerem os músculos, o equivalente a ter feito 100 abdominais.
Facto n.º 2: adoro a minha amiga Mártam. A capacidade de análise que ela consegue ter mesmo quando tem a vida de pernas para o ar.
Facto n .º 3: irrita-me quando quero muito ir a um concerto e ele está esgotado com pessoas que vão, não por gostarem e conhecerem, mas porque lhes disseram que aquilo estava na berra.
Facto n.º 4: Soulwax estava esgotado. E isso chateou-me. Quanto muito, teria que esperar pelas 3h para ver 2 Many Dj's.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Do Alentejo, com amor

De cada vez que vou à terra da mãe (Barbacena, Elvas, Alto Alentejo), é como se fizesse uma viagem no tempo. Recordações, objectos antigos, livros, fotografias, paisagens. De todas as vezes, a minha lenga lenga é sempre a mesma.
"Mãe, dá-me o rádio dos anos 40, rectangular, castanho, que ainda funciona."
"Mãe, dá-me o ferro em ferro, que funciona a carvão, pesado como tudo."
"Mãe, dá-me os pratos em latão com frutos para pendurar na minha cozinha."
"E dá-me também a cafeteira em latão."
A todos estes pedidos um redondo NÃO, que já foi mais convincente. Talvez daqui a uns anos ceda.
Abro os armários à procura de coisas, que já conheço de cor. Vasculho as loiças. Três canecas castanhas para cerveja calham-me na rifa.
Encontro uma caixa de madeira com fotos da juventude do meu avô. Alto, magro, cabelo sempre penteado, bem arranjado, um belo partido, ainda que com poucas posses. Fotos com a data escrita à mão e a memória do local.
Um pequeno livro do Ministério do Exército, "Rumo à Índia", Natal de 1956, composto e impresso pela Papelaria Fernandes, ocupa-me o resto da tarde. É um guia de missão para os soldados, com conselhos para a defesa da Bandeira, da terra e da unidade. Missão: "garantir, a todo o custo, a manutenção da nossa soberania em Goa, Damão e Dio." Isto promete...
Frases como "podemos dividir o seu clima em três estações: uma quente, uma menos quente e outra ainda menos quente", e "Em Damão, não chove tanto como em Goa, e em Dio, chove ainda menos", fazem-me ficar com aquela cara de parva.
"A embriaguez é o caminho directo para a desordem e a razão segura da quebra de prestígio. (...) Mais perigosos ainda são os produtos das destilatórias locais, conhecidos por fenim e sura. Se os beberdes, mesmo que em pequena quantidade, depressa ficareis perturbados e, se abusardes deles, arruinareis a vossa saúde."
Os conselhos continuam... "Não penseis em namorar uma moira (maometana); nada conseguireis e, se insistirdes, provocareis grande agravo e uma desordem de que saires mal, com prejuízo para tudo e para todos."

quarta-feira, 23 de abril de 2008

As coisas que eu sei

Uma gaja sabe que é VIP quando, ao ligar para a Radar, nos dizem assim: "Ah, já sei quem é".

terça-feira, 22 de abril de 2008

Mr. Fucking Fascinating Nick Cave

Tenho uma admiração e fascínio pelo Nick Cave que roçam os meandros do exagero. Gosto de tudo. Da sensualidade em palco, do corpo magro, das calças justas nas pernas e à boca de sino, dos sapatos bicudos, da camisa justa desabotoada, do fio ao pescoço, do cachucho na mão direita, dos gestos com as mãos, do bigode, do cabelo escorrido e para trás da orelha, do movimento de ancas e pernas. Da voz, sobretudo, da voz. Grave. Dito assim, parece que estou a falar de um chulo qualquer. Até pode ser. O Nick Cave tem ar disso. Mas tem também muito estilo em cima. Para alguns, é uma figurinha, com todo o sentido depreciativo que isto comporta. Para mim, é arrebatador.
Gosto do que as músicas dele me dão. Ontem, deram-me muita coisa. Principalmente, em que pensar. É o que eu gosto nos concertos. A música ao vivo dá-me que pensar. E a do Nick Cave, mais ainda.
Vi-o chegar de carro, com o seu look impecável. Do camarote, vi um coliseu cheio. E um Nick Cave por inteiro. Uns queriam o Nick Cave das baladas, outros o Nick Cave das músicas pesadas. Tiveram os dois. Como ele próprio disse, ouvem "a loud or a soft song. We can´t do anything between".
"Into my arms" foi a que mais me chegou aos olhos. E a que ouvi na rádio a caminho de casa. Do meu lado direito, parado nos semáforos, um rapaz de Beetle trauteava a mesma canção que eu.
Dois encores. Muito à vontade em palco, pesem também os anos de rodagem. Talvez regresse. Para mim, faltou uma. A minha. Porque todos nós temos uma canção que tomamos como nossa. "Babe, you turn me on".

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Temo que estes momentos de insanidade se repitam frequentemente II - Eu avisei...

E se, de repente, alguém nos diz que vivemos numa ilusão? Que o que tomamos como certo é, na verdade, uma grande incerteza?
E se, de repente, alguém nos faz questionar tudo, até a cor do verniz com que pintamos as unhas dos pés?
E se alguém nos diz que, mais dia menos dia, vamos ter que decidir? E que essa decisão vai ser a desilusão de outro? (decidir o quê?)
Até que ponto sabemos que somos amadas e que amamos um outro? Amar é chegar a casa e ter o jantar feito? É abrir a porta de casa e sentirmo-nos feliz por não estamos sozinhas?
É ter saudades? É ter prazer quando fazemos amor? Ou ficarmos completamente KO, de todas as vezes que o fazemos?
É sentir ciúme ou ter plena confiança?
É seguirmos em frente sem medo de cair porque sabemos que seremos amparadas?
O que é? (a terceira cerveja começa a falar...)
É sentirmo-nos completas? É olhar para um futuro longínquo e não nos imaginarmos com mais ninguém?
É gostar? É cuidar? É acarinhar?
É termos um porto de abrigo para onde vamos sempre que ficamos sem chão?

E agora, para descontrair, uma e outra coisa.

I think I need rehab, too.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Temo que estes momentos de insanidade se repitam frequentemente

Sozinha em casa, com o Bono refastelado na almofada que tomou de assalto, qual poltrona, enquanto o vento sopra forte lá fora, dou por mim a pensar em coisas tão estúpidas como estas:
- Por que é que não guardei os All Stars amarelos que calçava aos 15 anos?
- Por que é que as mães ficam com cara de mães?
- Por que é que a comida indiana me faz mal? E por que é que eu insisto em comê-la?
- Por que é que uma só imperial me faz ir quatro vezes à casa-de-banho?
- Por que é que os gajos que cantam realmente bem e têm vozes orgásmicas, ou são gays ou são feios?
- Por que é que eu insisto em guardar roupa que sei que nunca mais vou vestir?
- Por que é que as mulheres não recebem forwards de links do youporn?
Ah... descobri que há algo de sensual no ritual de um homem fazer o próprio cigarro.


Gosto...

... deste silêncio. Pena que os telefones o interrompam!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Shame on you

Eis que, à primeira nesga de sol, as moçoilas largam as botifarras (eu sei que já escrevi sobre isto. Se não se lembram, não faz mal) e vão à pressa comprar umas sandálias para calçar no dia seguinte. Esquecem-se, porém, de um pequeno grande pormenor. Pelo menos, cortem as unhas. É o mínimo.

terça-feira, 1 de abril de 2008

O caso do telemóvel / Dá-me o telemóvel JÁ / O caso Carolina Michaelis

Chamem-lhe o que quiserem. Eu estou cansada de ainda ouvir falar neste episódio e de ver o vídeo. De repente, o país ficou em choque com tamanha audácia da aluna que enfrentou a professora. Já não há respeito. É verdade. Foi indecente a atitude da aluna e da própria professora. É verdade. Se eu fosse a professora, e se soubesse que estava a ser filmada, nunca, em tempo algum, andava à roda feita parva. Mas também é verdade que estes casos de abuso não são de agora. Lembro-me que no meu tempo, havia sempre um espertinho na turma que enfrentava o/a professor/a, fisica e psicologicamente. Lembro-me, por exemplo, de um aluno armado em esperto com cara de santo "não fui eu", encher a bola de futebol com pedras e chamar o Terry, um professor novo com pêlo na venta e ar de maluco, para dar um chuto. Lembro-me que a expressão do Terry passou de alegria por os alunos terem sido porreiros com ele, para uma expressão de dor contida. O típico gozar é também, uma espécie de violência. Outro exemplo. Na minha turma, um dos alunos mais velhos, já com algum andamento e por quem eu tinha fascínio especial e ele por mim também, mais como se ele fosse o meu irmão mais velho que me protegia lá na escola, atirou uma cadeira à professora de inglês. Foi para a rua? Sim, mas porque ele próprio saiu sem ela ter tempo de fazer nada. Lembro-me ainda da discussão das notas no final do ano com a professora de Técnicas de Tradução de Inglês. As aulas já eram a rebaldaria, quanto mais a avaliação. Resultado: carro da prof com pneus furados.
Na altura, ninguém ficava escandalizado nem faziam notícia destes episódios durante 15 dias seguidos. Tão pouco os alunos eram levados a julgamento.
Outros tempos!

segunda-feira, 31 de março de 2008

quinta-feira, 27 de março de 2008

Oncinha!!!

Por mais modas que passem, não consigo perceber como é que o padrão leopardo, vulgarizado "tigress", continua, estação após estação, a estar nos fashion-hits. Aquilo é poluição visual!

segunda-feira, 24 de março de 2008

Velha infância

Gosto de ler o Expresso ou qualquer outro objecto de leitura ao domingo de manhã, até passar da hora de almoço, sentada na cadeira com o sol a bater de chapa na cara. Não fosse o vento e este teria sido O momento do meu fim-de-semana pascal. Fiz uma pausa na leitura e debrucei-me no muro a contemplar (sim, a contemplar) o quintal hortícola do vizinho do lado. Por entre aquelas hortaliças já um bocado amareladas, houve uma coisa que me chamou a atenção. Brilhozinho nos olhos... AZEDAS!!!! Voltei 18 anos no tempo, àquelas tardes de verão e aos fins-de-semana de sol passados no Maria Lamas, o parque. Tardes em que andava com a minha bicicleta amarela, muito diferente das bicicletas de menina com cestinho à frente que as minhas amigas tinham. Não. Eu gostava era de andar com os rapazes, porque eram mais divertidos. Destas companhias resultaram muitos joelhos esfolados, cotovelos em sangue das manobras de skate, biqueira dos ténis desgastada de jogar à bola. Era uma espécie de Maria Rapaz que queria fazer tudo o que os rapazes faziam. De tal forma que ainda hoje tenho a marca nos joelhos de um salto mortal que tentei imitar. Correu mal. Era suposto suportar a queda com os pés mas aqui a Espalha esqueceu-se desse pormenor e caiu de joelhos na gravilha. Lá ia eu, a conter as lágrimas até chegar a casa, mostrava à minha mãe e era um choradeira seguida, desde o sermão "O que é que andaste a fazer?" até ao ardor da água oxigenada. Esta aventura marcou-me a pele.
Outras tardes incluíam apanhar azedas no terreno do lar das antigas meninas de Odivelas. Não que fossem mais saborosas que as outras, talvez lhes faltasse a urina dos cães. Mas davam mais luta. Tinhamos de entrar para dentro de um pequeno varandim em pedra, saltar para o chão, a uma distância ainda considerável, apanhar o máximo de azedas que as nossas mãos e bolsos podiam carregar, correr o mais depressa possível para as velhotas não darem o alarme e voltar a subir ao varandim, com a ajuda dos amigos. Havia sempre alguém que ficava, literalmente, pendurado, à mercê das velhotas, enquanto os outros se deliciavam com as azedas, à sombra da árvore. Belos tempos, hein?
Tudo isto passou pela minha cabeça em segundos. E deu-me uma vontade tremenda de comer azedas. Do vizinho, claro. Desta vez, não tive de saltar nenhum muro nem entrar num varandim. Foi muito mais fácil. Menos luta, portanto. Ainda assim, as azedas ceifadas ao vizinho continuam a ser as mais saborosas de todas.

quinta-feira, 20 de março de 2008

À Bruta

Falo.
Ninguém me ouve.
Ouço.
Mas ninguém me entende.
Preciso deles.
Não querem saber.
Grito. Esfolo. Esmurro.
Fogem. Esquecem-se de mim.
Corro. Levo tudo à frente.
Chove. A vida é triste.
Quero mais.
Ira. Luxúria. Preguiça.
Preto. Tudo preto com pinceladas de prata.
Lua cheia.
Uivo. Choro. Sorrio.
Amo-o.
Odeio-os. A todos os outros. Todos.
Ela passa-me pelas mãos como areia. A vida. Minha.
E se um dia eu não travar?

NO PHOTO!

terça-feira, 18 de março de 2008

Hello, baby!

Há pequenas coisas neste mundo que me causam uma sensação quase orgásmica, que me fazem soltar um prolongado "ahhhhhh" e sorrir de orelha a orelha. Coisas simples. Como o facto de conseguir vestir as mesmas calças ao fim de 10 anos. Ahhhhhhhhhh!

domingo, 16 de março de 2008

Amanhã, é segunda-feira

O fim-de-semana até pode ter corrido mais ou menos. Sem chuva, sol, calorzinho, o Bono não fez estragos no jardim, aniversário da mamãe e da Kitty (atenção, isto não é nenhuma alusão à gata mais irritante do planeta), pequena reunião familiar, uma visita rápida a uns amigos. No entanto, basta uma simples afirmação como esta para nos arruinar o resto do dia, da semana, dos meses, dos anos seguintes. "Estás mais gordinha" e o mundo cai-nos em cima da cabeça, logo seguida de uma nada apaziguadora "mas fica-te bem, estás com um ar mais saudável". P*** que os pariu!! Caguem um pé!!! Que vos apareçam furúnculos na ponta da p*** e na borda da c***. Chiça!!


sexta-feira, 14 de março de 2008

Always the piano...

Patrick Watson. Aula Magna. Muito bom. Lavou-me a alma.
Conseguem imaginar este senhor a tocar piano desta maneira? Se não o tivesse visto e ouvido ao vivo, não daria nada por ele. Cá fora, ainda houve tempo para um: "Hi Patrick. Can you give an autograph? Thanks. It was a great concert. I mean it!"



I do want a luscious life too.
First, I'll have my great escape and get away from the storm.
And some day, I'll be close to paradise. It will be just me, the fish and the sea.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Bastards!!!!!

Agora que consegui recuperar do choque, posso escrever sobre o assunto. Não, não vai ser um post sobre o concerto de Caribou, ontem. Bom para quem tem ouvidinhos sensíveis e gosta de "sound makers" e não apenas de "song writers". Grandes duetos nas baterias (2), pena que estas abafassem as guitarras, o baixo, e a voz delicada de Daniel Snaith. Problema do Santiago Alquimista, não de Caribou.
Voltando ao início...
O Vaticano decidiu abanar as coisas e adicionou seis aos sete pecados mortais originais. Quando li a lista, primeiro ri até me doer a ponta do dedo grande do pé. Depois fiquei com uma paralesia facial, tal a minha ausência de expressão. E depois, fiquei fula da vida com aqueles cabrões. Acho até que me cresceu um cabelo branco nesse preciso momento.
Analisemos (gosto de usar a primeira pessoa do plural para criar uma relação mais íntima convosco, meus dados e acarinhados leitores), portanto, a dita cuja:
- Pedofilia: AH AH AH AH AH AH AH AH AH AH. Sendo este um pecado mortal, temo que a Igreja Católica fique sem 73,6% dos padres, bispos e arcebispos. Os restantes 26,4% são mais espertos e comem as freiras.
- Aborto: A velha questão. Condenemos à morte todas as mulheres que o pratiquem. Louvemos as que têm filhos e os abandonam no mato à morte, as que têm filhos que com dois anos de vida são entregues a assistentes sociais por maus tratos, e as que os matam de porrada já fora da barriga. Alguém me explica a diferença? É que eu não consigo perceber. MESMO.
- Manipulação genética: clonagem e afins. Eu cá até acho que este Papa já encomendou um clone dele.
- Tráfico de droga: caríssimos, se fumassem uma ganza de vez em quando ou dessem uns risquinhos de branca, tenho a certeza que ficariam muito mais perto do Senhor.
- Riqueza desmesurada: a todos os que já ganharam o primeiro prémio do Euromilhões, os meus pêsames... Estão todos condenados.
- Poluição ambiental: a vossa corja com essas batinas é um verdadeiro atentado ao ambiente e à poluição visual.
Eu, que já me tinha assumido como seguidora dos sete pecados mortais, vou continuar com mais um ou outro destes novos.


terça-feira, 11 de março de 2008

Uwáti???

- Quem é esse Tiago Alpinista que está sempre com músicos?
- Quem?
- Esse nome que eles dizem na rádio...
- Ah... Wiwi, é Santiago Alquimista e não é uma pessoa, é um local onde se realizam os concertos.
- Aqueles onde tu vais à borla?
- Yep!

segunda-feira, 10 de março de 2008

Isto há coisas...

... que me fazem uma certa espécie. Como ter a tal pedrinha no sapato ou sentir que a tanguinha não está no sítio certo.
- Por que é que os funcionários públicos têm panca por carimbos? Já repararam que eles carimbam os documentos com tal convicção, que as mesas e balcões até abanam? E esboçam um sorrisinho do estilo: "toma lá que já levaste com ele!
- O que é que leva uma senhora a escolher como leitura no metro o Manual de Instruções de um frigorífico?
- Eu sei que alguns homens acham abichanado usar bolsas, mas eu prefiro isso a ver aqueles inchaços nos bolsos da frente (carteira, telemóvel e chaves)... É que não os favorece!


domingo, 9 de março de 2008

Please... could someone kill Hello Kitty?

É que já não há pachorra! Automóveis, torradeiras, sofás, puffs, telemóveis, colecção de roupa, biquinis, malas, sapatos, lingerie, ganchos, canetas, blocos... É uma lista sem fim, todas as gajas usam ou têm qualquer coisa da Hello Kitty. Nunca tive nem vou ter. ENJOEI!!!!!

Só uma nota: deve ser hiper-mega-ri-sexy para um gajo ver a mulher (ou uma mulher) com lingerie da gatinha. Ui!


quinta-feira, 6 de março de 2008

Estou velha!

Ia mesmo agora escrever um post sobre uma coisa qualquer e de repente... Puff!!! Isto deve ser sintoma de alguma coisa, não?

quarta-feira, 5 de março de 2008

Calma aí com a histeria!!!

As novas coqueluches da música cool vêm a Portugal no dia 26 de Março, Aula Magna. Chamam-se Shout Out Louds e foram catapultados para a categoria "está na moda ouvir e eles são muita bons, mesmo que eu nunca tenha ouvido nada destes gajos", pela Optimus. Aliás, várias bandas conheceram sucesso através dos advertisings (podia dizer em português, mas apetece-me ser fancy) da Optimus e da Vodafone. Block Party e Peter, Björn and John são os que me vêm rapidamente à cabeça. Eu só digo isto. Antes de "Tonight I Have to Leave It", os Shout Out Louds têm mais umas coisinhas que convém ouvir... Isto é só uma amostra.

Vá, mais uma.

São bons, mas não são aquilo tudo. Mas são bons. E ouvem-se bem.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Juno

Foi o meu filme de sábado à noite. O argumento é leve, ideal para descontrair ao fim-de-semana. O que se pretendia, portanto. A novata, que ganhou a estatueta para Melhor Argumento Original, conseguiu a proeza de transformar a gravidez de uma adolescente numa espécie de comédia. Uma odisseia acompanhada de uma banda sonora inspiradora. O argumento em si não é nada de extraordinário, mas ganha com o desempenho de Ellen Page, no papel de Juno, grávida aos 16 anos, e do freak lá da escola, Paul Bleeker, de fraca figura, por quem ela se apaixona. Já para não falar do pai de Juno, um pai com um sentido de humor que todos gostaríamos de ter. Poderia ser uma história comum, não fosse a ideia de dar a criança para adopção a um casal escolhido a dedo. Um pequeno reparo. Jovens deste Portugal, não fiquem com ideias de seguir este exemplo. Mais depressa têm a criança (ou não) do que alguém a adopta.
Descontraída, Juno encontra no futuro pai adoptivo (que afinal não vai ser) uma espécie de "guru" da música, com quem partilha uma série de afinidades musicais e descobre outras tantas. Pensei até que se apaixonassem. Afinal, que melhor motivo para uma paixão se não a própria paixão partilhada pela música? Não se concretizou. Ainda bem, seria demasiado previsível. Assim como seria previsível se Juno decidisse ficar com a criança.
Quero eu com isto dizer que Juno vale a pena ver, aliás, ouvir, pela BSO, com nomes como The Velvet Underground, Cat Power, Belle & Sebastian, e a própria Ellen Page e o seu Paul Bleeker (não me lembro do nome do rapaz e agora não me apetece interromper a escrita para pesquisar na net).
Vale também a pena por estas "tiradas" magníficas (não transcritas tal e qual mas muito parecidas com o original):
- Porque é que perguntam se somos sexualmente activa? Isso quer dizer o quê? Que depois carregam num botão para nos desactivarmos?
- A pessoa que amas vai achar que tudo em ti é bonito. Até achar que tudo o que sai do teu cu é um raio de Sol a brilhar.

Indústria farmacêutica+médicos= Seita do caraças!!!!

O ritual é simples. Dói-me a cabeça. Comprimido cor-de-rosa não sei quantos. Não passa. Tomo mais um. Dói-me o estômago, porque abusei na dose dos comprimidos. Tomo um branco pequenino não sei das quantas. À noite, e para conseguir alienar-me de uma série de coisas e tentar dormir uma noite descansada (o que é raro), tomo mais um, cor-de-rosa claro, não sei quantos.
Bom, isto não é sistema. Penso. Vou ao médico para tentar resolver isto. Talvez me possa dar um comprimido 1000 em 1, que me resolva tudo de uma só vez.
Médico: E que tal fazer uma profilaxia (o que quer dizer, tomar durante 6 meses, quiça, eternamente, um comprimido só para as enxaquecas)?
Eu: Pode ser.
Médico: E mais um para dormir bem, essencial no seu estado.
Eu: Ok...
Médico: No seu caso, não vejo problema mas é capaz de engordar mais dois quilos.
Eu: O quê? Não quero.
Médico: Tem de ser.
Eu: Não quero.
Médico: Mas tem de ser.
Eu: Ok. Deixo de comer, então (simples...). Comprimidos e água. Sim, que o tempo do "a pão e água" já deixou de ser expressão de pobreza, ao preço que o pão está!
Médico: Faça isto durante 6 meses e depois volte. Vai ver que melhora.

Sinto-me defraudada. Em vez de 3472358 comprimidos diferentes, vou tomar dois até ao fim dos meus dias. É a mesma coisa, mas mantenho-me fiel àqueles dois. Fiel até à morte!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

News - Agenda

Eu podia alimentar este blogue só com coisas deste género. Mas estes dois eu tenho de publicar:
22 de Julho - Kings of Convenience, Casa da Música, Porto
27 de Julho - Beirut, local a designar

Que belos presentes de aniversário!!!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Momento Musical da semana

Para quem já se esqueceu desta, aqui fica um update dos The Frames. Um cheirinho da banda sonora de "Once"... How often do you find the right person? Vale a pena visitar o site oficial.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Carta em envelope roxo, tal como a fita que segura a chave do teu caixão

Foi um fim-de-semana cinzento, chato, monótono, melancólico, nostálgico. Damien Rice, "q", para condizer. O concerto dos Spoon foi um lusco-fusco de algum ânimo, depois, tudo na mesma.
Deitada no meu (novo) sofá, enrolada na manta, pensava em ti, avô, e nas saudades que tenho tuas. Lembro-me que não gostava quando a mãe dizia: "Este fim-de-semana vamos ver o avô." Tinha medo daquela casa. E continuo a ter, de uma outra forma, por sentir que falta ali a tua alma. Na altura, e por mais que a mãe insistisse, não querias água canalizada. "Para quê? Eu tomo banho ali no quintal, com água fria para ficar sempre rijo." Sempre o foste. O meu avô era o típico homem que gostava de beber a sua pinga, com moderação, de cantar o fado (e que bem ele cantava), de andar sempre bem arranjado e penteado, e de ter a esposa a cuidar da casa. Depois que ela se foi, desleixou-se. Com ele e com a casa. Do que eu mais gostava naquela casa era da barbearia. O avô Laranjo era o único barbeiro da aldeia. Ao sábado de manhã, logo às 8h, já tinha clientela. Adorava vê-lo a manejar a navalha (sem o sangue de Sweeney Todd...), conversar sobre a filha da ti Jaquina que tinha ido a Badajoz, fazer aquilo que toda a gente sabia e condenava. Uma pouca vergonha. Ou do João da Conceição, um malandro de tão preguiçoso que era, não trabalhava e só queria era copos e putas. Isto tudo, claro, ao som dos fados da Amália. Quando os clientes saíam, eu saltava para a cadeira de barbeiro e rodava, rodava, rodava... "Cuidado, gaiata, qualquer dia dás-me cabo das pernas, a mim ou a alguém que aqui passe." Era uma cadeira daquelas típicas de barbeiro, como poucos ainda têm, com o apoio dos pés em aço. Mortífero para quem ali passasse no preciso momento em que eu a girava. Gaiata, era assim que ele me tratava. Era tão bom ouvi-lo.
A mãe obrigava-me a ir com o avô ao café e às tascas, fazer-lhe companhia, passear com ele. Eu não gostava. Ele bebia um copo traçado (só mais tarde soube o que era aquilo) e conversa aqui e ali, já estava a cantar o fado. Cantava tão bem!! Eu escondia-me, para ver se ninguém reparava em mim... Só agora percebo o quanto eu ficava fascinada com o meu avô. Na altura, não sabia que poderia ficar sem ele. Mas fiquei. De um momento para o outro. Uma queda estúpida acamou-o, definhando-lhe o corpo numa cama de hospital. Ficou irreconhecível.
Aquela casa sem ele não faz sentido. Nem o banco do jardim. Nem a cadeira de barbeiro que, entretanto e sem eu saber, a minha mãe vendeu.

Tenho saudades...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

You want the candy

E tivemos. Por pouco, ficávamos todos agarrados ao pau, do chupa-chupa, claro. Sharin Foo entrou e explicou que o companheiro, Sune Rose Wagner, estava sem voz e, por isso, não conseguia cantar. Teria de ser ela a fazê-lo sozinha. Pediu desculpa por isso. Ninguém se importou. Perante aquela cara redonda, pele branca de faces rosadas, olhos pintados de preto e cabelo louro platinado, vestido preto com lantejoulas e transparências, estilo cabaret, ninguém virou costas. De guitarra em riste, ela e Sune Rose levaram-nos ao rubro, ao constante bater de pé, ao abanar da cabeça, ao olhar fixo naquela figura feminina, aos ouvidos hipnotizados por aquela voz. Tem um ar frágil, ela, mas quando a vemos a pegar na guitarra com aquela garra, sabemos que está ali uma verdadeira mulher de palco. Eu sempre tive um grande fascínio por mulheres que sabem manejar uma guitarra. Ele, Sune, faz-me lembrar Brian Ferry mas em versão magra e sem rugas. Também ele estava de olhos pretos, com uns jeans skinny e botins bicudos. Falta o baterista. De barba ruiva comprida, boné preto, camisa, calças estilo clássico pretas, e botins bicudos, também. Assisti a tudo na varanda, de frente para a plateia mas com o trio virado de costas para mim.
Um encore para uma última música, não me lembro bem do nome.
Saí satisfeita com o meu candy e com esta love song.

Já agora, um pequeno grande reparo. Eles são os The Raveonettes e não os The Raveoheads...


terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Agenda para o 1.º semestre do ano

20 de Fevereiro: The Raveonettes, Santiago Alquimista (à borla by Radar 97.8)
29 de Fevereiro: Lou Rhodes, Santiago Alquimista (€ 15... tentativa de ir à borla)
13 de Março: Patrick Watson, Aula Magna (€ 25 a € 30)
2 de Abril: Editors, Campo Pequenos (€ 22 e € 30)
12 de Abril: David Fonseca (ah pois é), Coliseu dos Recreios (€ 20)
21 de Abril: Nick Cave & The Bad Seeds, Coliseu dos Recreios (€ 30... nem vou dizer o preço dos camarotes)
29 de Abril: José Gonzalez, Aula Magna (€ 22 e € 30)
11 de Maio: The National, Aula Magna (não interessa o preço)
30 de Maio: Lenny Kravitz (ah pois é), Rock in Rio Lisboa (à borla)
11 de Junho: Leslie Feist

Façam as contas... Isto já para não contar com o Optimus Alive!!!!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

No one ever told me that I was gorgeous... in english

This guy looks like Colin Farrel but it's fare away more charming an good looking. He came in with his girlfriend, a hot girl but very barbie style... I usually don't like guys with that british accent but this one is different. God, he's hot!!!! Not very tall but very sexy, though. And so charming! I'm always nervous when I speak english and now my legs are shaking... I explain him the procedure, how to fill in the paper and then, he looks at me and says: "You have a pretty accent, you know? And you're gorgeous, too! Oh, you don't need to be flushed. Take it as a compliment... You are a perfect example of how portuguese women can be!"

I think I fall down the floor...

A primeira vez




Sempre a imaginei intocada. Com aquela pele alva cheia de sardas, imaculada, os caracóis ruivos que prende de vez em quando com um lápis. Pernas altas, ancas generosas, um mulherão... Para mim, sempre uma criança em corpo de mulher. Apesar da maquilhagem cheia de brilhantes, das roupas sofisticadas, aquele sorriso não engana ninguém. Tem voz de criança que cresceu depressa. Sim, tenho-lhe um afecto quase maternal e um instinto protector.
De tal forma que me é tão difícil imaginá-la a ter aquele momento. Aquele porque todas as raparigas aspirantes a mulheres anseiam, aquele em que algumas se tornam mulheres, outras em mulheres frustadas e outras até que decidem ser lésbicas.
Imaginar as mãos daquele rapaz com pretensão de ser homem e aspirante a macho cobridor, percorrerem-lhe a pele macia e impoluta... Imaginar aquela boca a chupar-lhe os mamilos cor-de-rosa, aquelas mãos brutas a agarrarem-lhe os seios alvos. Será que a magoou? Cabrão... Puto insensível... Será que ela sentiu aquele arrepio na espinha e a tontura própria de quem não sabe bem o que é aquilo que está a experienciar?
A minha cabeça não consegue reproduzir a vagina dela, tão cor-de-rosa e pueril, a ser penetrada. Será que foi à bruta? E se ele não a olhou nos olhos no preciso momento em que a penetrou e rompeu o certificado de virgindade? E se ele não encostou a face dele à dela? Terá sangrado? Acho que sim. Sei que ela preparou o momento como qualquer adolescente que sonha com aquele dia. Acredito que terá feito a cama de lavado, com lençóis brancos, tal como ela. Aposto que passou pelo corpo aquele creme cheio de brilhantes.
Será que ele a soube despir? Ou na pressa dos seus 18 anos terá desapertado a braguilha, tirado o membro nervoso para fora, baixado as calças dela e desviado as cuecas, enfiando-o assim, de repente? Terá feito movimentos vagarosos, com tempo para ouvi-la gemer a cada estocada, contemplando a expressão dela? Espero que de prazer.
Sei, porém, que não foi neste momento que ela perdeu a virgindade. A virgindade perde-se a partir do momento em que fazemos amor sem pensar em mais nada, sem complexos, sem tabus. Até mesmo sem amor. Perde-se quando desfrutamos do sexo pelo sexo.
Poderá ter tido um minuto de espanto, um minuto daquele carrossel colorido, como as gomas que ela come. Mas o verdadeiro prazer ela não o terá em dez quecas de dois minutos cada. Daqui a uns anos, ela vai querer mais e vai saber como o conseguir. Vai saber que três horas seguidas são bem melhores que 3o vezes 3 minutos. Espero que aprenda. Por ela, por ele e por todos os que poderão vir no futuro.


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Eu pergunto

Por que é que os seguranças e porteiros dos prédios com elevadores têm a mania de cuscuvilhar o andar para onde vamos? Dá mesmo vontade de carregar em todos os botões e andar a brincar ali para cima e para baixo. Empatas!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Pedido

Bebé Wiwi: Tenho tantas saudades de ouvir as tuas musiquinhas... Põe lá!
Eu: Tenho umas coisas novas.
Bebé Wiwi: Daquelas calminhas, em que eu te imagino a conduzir...
Eu: Já sei, pela estrada fora com o pôr-do-sol...
Bebé Wiwi: Simmmmmm!
Eu: Então ouve lá estas...
Bebé Wiwi: Oh... estas fazem-me lembrar um prado verde, com um rio e tu a molhares os pézinhos...
Eu (sorriso em riste): Então e esta?
Bebé Wiwi: Ahhhhh, nesta imagino-te a dançar com uma saia rodada, comprida, e descalça, a rodares e rodares!
Eu (sorrio mais ainda): E esta...?
Bebé Wiwi: Nesta, vejo-te a fazer uma sessão fotográfica, nua, a preto e branco...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Eu, pecadora, me confesso!

Se pensarmos nos Sete Pecados mortais, e não estou a falar do filme, chegamos à conclusão que já cometemos, pelo menos, um. Cometemos ou continuamos a cometer. Inveja, Ira, Vaidade, Preguiça, Gula, Avareza e Luxúria, qualquer um deles. No meu caso, confesso que tenho um grave problema de preguicite aguda que não tem fim à vista, que é como quem diz, "Sou tão, mas tão preguiçosa...". Mas, bolas, eu não tenho culpa. Que mal tem querer aproveitar estes dias de sol quentinho e ficar de papo para o ar na minha espreguiçadeira, a ouvir Radiohead e Beirut no mp3, sem pensar no que tenho em casa para fazer? Afinal, só tenho de aspirar os rolos e rolos de pêlo do cão, passar a ferro o equivalente ao Everest em roupa... Qual é o problema de ficar horas e horas deitadinha no sofá a fazer uma maratona de dvd's ou a ver a nova temporada de Prison Break, mesmo sabendo que tenho de passear o cão e que ele está com aquele ar de quem vai lá atrás fazer o que tem a fazer se não for imediatamente à rua? Que culpa tenho que o meu corpo não obedeça ao comando da minha mente, quando o despertador toca de manhã, e acabe por ficar na ronha pelo menos, durante uma meia horinha?



Não devo ir para o Inferno por causa disto...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Detesto esperar!

Há poucas coisas tão irritantes como estar na fila de uma caixa mutlibanco e ver que a senhora velhota de óculos fundo de garrafa, puxa dos seus 4 cartões multibanco, tira o saldo a cada um e faz os pagamentos da água, luz, gás, TV Cabo e carrega o telemóvel, com toda a calma deste mundo. Como se de um momento de grande intimidade acontecesse entre ela e aquela caixa. Tudo isto enquanto as pessoas que estão na fila agonizam porque têm mais que fazer. Com a agravante daquela ser a ÚNICA caixa existente na rua.
Calma... Até porque hoje é sexta-feira...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Basta!!!

O mês de Fevereiro é rico em dias inúteis, que a maioria das pessoas gosta de assinalar. Falo do Carnaval e, claro, do dia dos Namorados. Aquele dia em que somos praticamente obrigados a comprar um presente, a jantar fora num restaurante que tem tudo menos um clima romântico, porque está à pinha de casais, e dar uma queca. Eu estou farta!!! Basta!!! Basta de dias ridículos. Basta de dias programados para isto e para aquilo. Chega de restaurantes cheios e com filas intermináveis, arranjadinhos com florzecas e coraçõezinhos. Chega de sms que, de tão melosas, fazem disparar a minha glicémia. Chega de montras com peluches, postais, canecas, pijamas, tudo com corações e dedicatórias ridículas. Basta de amo-tes forçados e quase tirados a ferros. E principalmente, basta de quecas programadas. Eu quero ir jantar fora na noite que me apetecer, sem ter de enfrentar restaurantes arranjados só com mesas para dois e com música (pirosa) ao vivo. Quero dizer "amo-te" no dia e na hora em que me apetecer. Quero, se assim o quiser, mandar uma sms provocante ou deixar-lhe um bilhete de bom dia escondido na carteira, num dia qualquer. E quero dar uma trancada quando tiver vontade.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Chocolate, o vício

É incontrolável. Principalmente, em alturas de carência, qualquer que seja a sua natureza. E a verdade é que funciona mesmo. Nada como uma bela dentada naquela massa castanha, dividida em quadrados, impossíveis de comer um a um, para sentirmos uma satisfação tremenda. Orgásmica, para ser francamente sincera, passo o pleonasmo. Para mim, é um verdadeiro prazer comer chocolate. Negro, de preferência. Por falar nisso, vou ali e já venho!

Hoje, no METRO (jornal), descobri estas coisas

- Heath Ledger morreu. Mais do que o "Brokeback Mountain", entrou num filme, "Candy", muito bom.
- Amy Winehouse é, sem sombra de dúvidas, uma "ganda maluca". Não tarda, será mais uma a ser encontrada morta no apartamento.
- Leslie Feist vem a Portugal, dia 10 de Junho no Coliseu do Porto e dia 11 de Junho na Aula Magna.
- Felipão é um homem feliz...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Size Do matters - Mais uma conversa de gajas

- Então, como é que foi?
- O quê?
- Foste primeiro a uma consulta?
- Não estou a perceber...
- Marcaste e foste à consulta. O que é que o médico te disse?
- Mas qual médico?
- É o cirurgião que te vê logo?
- Do que é que estás aí a falar?
- Disso, bolas!! É notório, ou vais dizer que não?
- Não a quê?
- Quanto tempo demorou da consulta à cirurgia?
- Eh pá, tu estás parva, não estás?
- Não queres admitir, tudo bem. Mas que se vê bem, lá isso vê.
- Ainda não percebi que merda é que estás aí a falar.
- Olha lá, e demorou quanto tempo?
- Pá...
- Mas olha que ficou muito bom. Eu já tinha pensado em fazer uns, mas são tão caros.
- Uns quê?
- Acho que na Corporación Dermoestética facilitam o pagamento.
- Tu só podes estar a gozar comigo. Achas que eu... (é interrompida logo de seguida)
- Mas olha que ficou muito bom. Por isso é que agora só te vemos com decotes e camisolas justas. Fizeste bem. É um investimento. E ele? Deve ter adorado!!
- Se continuas com essa merda de conversa, levas com uma no olho!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Diz que é uma espécie de sadismo

Com tantos sem-abrigo e velhos abandonados em lares, eu pergunto-me vezes sem conta: "Por que é que continuas a dar-te com pessoas estúpidas, a levar patadas atrás de patadas, quando sabes que não vale a pena?"

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Bodas de Ouro

Os Estrunfes, ou Smurfs, se preferirem, celebram 50 anos. Eram os desenhos animados que eu mais gostava quando era miúda e cheguei a fazer colecção dos bonecos e dos cromos. Ainda hoje, são dos bonecos mais giros, principalmente, as Estrunfinas!!!
Aqui fica um episódio para recordar!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Ser jornalista não é, de todo, uma profissão fácil

E só exerce quem gosta mesmo do que faz. Eu, que durante 4 anos o fiz, sei do que falo. É preciso gostar. Não se trata de amor à camisola a esta ou àquela revista ou determinado jornal. Falo do prazer que se tira em escrever, em criar um texto e assiná-lo no fim.
Isto tudo para falar de uma notícia que li hoje no Record, enquanto bebia o morning coffee, sobre o jogador do Leixões, Nwoko. O texto focava única e exclusivamente a "excelente boa forma do jogador", que festejou um golo com o típico despir da camisola, evidenciando uns abdominais perfeitos e um peitoral de se lhe tirar o chapéu. Ou neste caso, a camisola. Não consigo precisar ao certo as palavras exactas da notícia, mas sei que tinham a ver com "granda peitoral", "o gajo tem um corpo bom cumó caraças", entre outras coisas. Mais, o jogador falava que aquele corpinho se mantia assim não só com os treinos do clube mas também com umas corridas na praia e na "passadeira lá de casa". A questão essencial de todo este post é só esta: o jornalista era um gajo e se eu não confirmasse várias vezes o nome dele, até pensava que o texto tinha sido escrito por uma mulher. Por isso é que eu digo, é preciso gostar-se mesmo muito do que se faz. Ou então, o gajo até aprecia jogadores com grandes peitorais.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

O Katrina passou por Mafra

Numa escala menor, é certo, mas suficiente para me deixar o terraço num caco e o meu cão acagaçado, o que lhe valeu uma estadia na almofada de estimação durante toda a noite e o dia de hoje, também...

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Porque hoje é segunda-feira...

... estou de greve.
Greve de ideias.
Greve de fome.
Greve de alma.
Greve de emoções.
Greve de sorrisos.
Greve de sexo.
Greve de amor.
Greve de café.
Greve de música.
Greve de socialmente correcto.
Greve de paciência.
Greve de boa educação.
Greve de internet.
Greve de amizade.
Greve de informação.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

"É só isso... Não tem mais jeito... Acabou... Boa sorte!!!!"

É isto!!!

Adoro...

Quando os que têm a mania das suas certezas, passado um tempo, dizem-me assim: "Afinal, tinhas razão".

Em casa de ferreiro...

Ah e tal, agora a trabalhares numa agência de modelos, deves andar aí toda em forma, magra e com tudo no lugar. Ossos do ofício, não é?. Isto é a mais pura... Mentira!!!
Eu bem tento resistir e ir ao ginásio fazer 500 abdominais e correr meia-hora para não ficar flácida. Tarefa impossível. Tenho uma bruxa má a trabalhar comigo (porém, muito fofinha), que TODOS (quase todos, vá lá) os dias insiste em passar na pastelaria e trazer-me uns pecados de bolos (miminhos, diz ela).
Lili, assim, não dá!!!!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

E eis que...

... a meio de um jantar de aniversário, que juntou amigos de infância (a malta lá do bairro), descobri, por entre recordações daqueles tempos, a razão pela qual a frequência e consequente satisfação sexual entre os casais, diminui quando se juntam/casam.
A conversa começou mais ou menos desta forma: "naquele tempo, quando íamos para o monte..." A partir daqui, seguiu-se uma série de lembranças que me fez chegar a uma conclusão, exposta lá mais adiante.
Não conheço ninguém que no auge dos seus 15/16 anos (no mínimo), não fosse lá para o monte da cidade, que por acaso, tinha uma vista do caraças: ponte 25 de Abril, Cristo Rei, aeroporto... Um luxo!! Chegávamos devagar, com os faróis apagados como sinal de respeito pela privacidade dos que lá estavam. Até tinhamos lugares cativos. O meu é o actual Lote 88. Não me lembro de me ter acontecido um episódio digno de memória, para além das maratonas óbvias, tendo em conta que, no meu tempo, eu tinha que chegar a casa à meia-noite... E quando o horário se prolongava, era a festa no monte. Sei de alguém que experimentou a bagageira de um carro comercial e colocou a toalhinha entre a porta para esta não fechar. Findo o acto, puxa da toalha para a devida higienização e ups, f...-se, a porta fechou-se. A chave, as roupas, estavam na parte da frente do carro. Solução: partir o vidro, o que lhe valeu um prejuízo ao nível de uma noite num hotel de 4 estrelas.
Além do monte, havia alguns que recorriam aos descontos do cartão jovem nos hotéis de 3 estrelas e algumas pensões... da Costa da Caparica. Passeio de domingo com o namorado, directos à Costa, uma passagem pela praia, pela rua dos Pescadores e pimba, uma entrada rápida no hotel/pensão, com aquele ar de caso, de cabeça baixa, a pedir um quarto duplo... só para descansar, porque viemos de longe. Era até à noite, o apetite (de comida) só aparecia a caminho de casa. Pergunta a mãe: "Então onde foste?", responde a filha: "Fui comer um gelado à Costa", nova pergunta da mãe: "À Costa? Com esta chuva...? Vens com o cabelo molhado...", responde a filha na distância confortável do wc: "Então, apanhei chuva quando saí da geladaria."
E a malta era feliz... sexualmente. Ou pelo menos, pensava que era.
A mesma coisa quando íamos às matinés no cinema, ver os filme do Van Damme e do Steven Siegel, que ninguém via... Era aproveitar o desconto do cartão jovem, o escurinho da sala e cada casal ia para um canto da fila...
Nesse tempo, ninguém se preocupava em ser apanhado, se alguém estava a ver... Era no banco do jardim, rodeado de putos e velhotes, era nas escadas de um prédio qualquer, era numa esquina mais escondida... Era onde nos apetecesse.
Hoje, isso mudou. Bem podemos experimentar as divisões da casa, a mesa da sala, o lavatório da casa-de-banho, o terraço, a cama de rede, a garagem... Ou até, ir a um motel no aniversário de casamento. Mas nada, NADA, se compara à espontaneidade daquela idade. E foi isso que se perdeu e que se perde com a idade.

Belos tempos, aqueles...

Merda!

Deram um concerto acústico à 1h30 da madrugada no Casino de Lisboa, eu fiz um daqueles esforços para manter os olhos abertos. Até que eles entraram. Tocaram quase todas em versão acústica, o que, na minha opinião, se torna menos interessante para algumas músicas. Mas não tocaram esta... Merda... Imperdoável!!!!

Como gastar 10 milhões de euros em 3 dias

Se há coisas que este Governo nos tem ensinado é como gastar dinheiro. Mal ou bem, ele ensina-nos a gastá-lo. A Cimeira UE/África foi mais um destes exemplos.
1 - Organiza-se um encontro de amigos europeus e convidam-se todos os países africanos, porque fica sempre bem o convidado ser mais desfavorecido que o anfitrião;
2 - Paga-se-lhes os hotéis de 5 estrelas e satisfaz-se-lhes todas as mordomias e manias;
3 - Transforma-se o já caótico trânsito de Lisboa numa confusão ainda maior;
4 - Reúnem-se todos na FIL para falar sobre... NADA!!!

E assim se gastam uns milhões, mais aqueles que ficaram para recompensar o PM britânico que fez birra... Acho que não gostou do hotel em que o queriam colocar...

O prémio para a melhor cobertura jornalística do evento vai, sem dúvida, para a SIC, que soube, como mais nenhuma outra estação, aproveitar a única coisa que havia para aproveitar dali: as ridicularidades da Cimeira. O estilo de roupa dos convidados, a luta de protagonismo entre Mugabe e Kadafi (este a ganhar, sem sombra de dúvida, pelo estilo), Angela Merkel a dormir, os hábitos alimentares de cada um (nota para a desconfiança de Kadafi, que virou vezes sem conta uma chamuça...), e mais outras coisas ridículas, como foi, aliás, toda a Cimeira... Ridícula.
Ah e tal, mas o Clube Europa deu um puxão de orelhas àqueles bárbaros africanos sobre os direitos humanos. Então não deu? Eu desconfio até que, depois desta cimeira, o próximo Nobel da Paz será atribuído à União Africana.
E também mostraram umas imagens do Darfur, para impressionar... então, Espalha, não sejas assim...

Vão-se...!!!!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

As asneiras que um gajo faz quando chega aos 40

Brad Pitt anunciou que não fará mais nus nos filmes, para não envergonhar os filhos...
Meu querido Brad, amigo, tirando 2 ou 3 filmes em que não apareceste como vieste ao mundo, todos os outros, eu só os vi porque tu aparecias de rabinho à mostra. Por favor, deixa-te lá dessas merdas, tá bem?

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Eu me confesso

Assumo, sem qualquer problema, vergonha ou pudor que gosto dele, desde os Silence 4. Como cantor e como pessoa. Não fiquem chocados. Gosto e pronto. Já tive grandes discussões (leia-se, grandes trocas de ideias) sobre gostos musicais que, a meu ver, se discutem, sim senhor. Mas isso fica para outros posts.
Tive oportunidade de o entrevistar para uma coluna destinada apenas a 1000/1500 caracteres. A conversa durou quase 2 horas e fugiu muito ao guião de perguntas que tinha preparado. Dei por mim a falar de músicas e grupos que ambos gostávamos. Enfim...
Neste último álbum, "Dreams in Colour", fez um excelente trabalho, com traços de genialidade e originalidade. Gosto disto e disto.

Agora sim, a maravilhosa viagem a Pipa, passadas quase duas semanas e o bronze, esse, está quase a ir...

Demorou mas cá está. Afinal, isto de se escrever sobre viagens, principalmente, as que se fazem a nível pessoal, é mais difícil do que parece. "Vou ter imensa coisa para escrever, para contar", pensei. E é verdade! Mas também é que há coisas difíceis de explicar por palavras. Pipa é uma vila simples e tudo o que vi baseou-se nessa simplicidade. Talvez por isso, seja complicado escrever sobre a viagem, que começou pela simplicidade e rodeou-se sempre daquele espírito "boa onda" típico, agora sei, dos brasileiros do Nordeste. E contagiante... Aquelas pessoas não sabem o que é stress, não sabem o que é andar depressa para não chegar atrasado. É tudo na boa. A verdade é que passei uma semana "sempre na boa", no "relax", no "tou nem aí"...
Nem sei por onde começar... talvez pelas frases brejeiras e simpaticamente graxistas do guia, Tiago, "cês são um grupo show dji bóla", "eta, gentje arretada". E, claro, a piada sem piada, "Natal é a única cidade do mundo onde se pode desejar Feliz Natal todo o ano".
Podia também começar pelo percurso Natal-Pipa, já de noite (19h), em estradas estreitas, sem qualquer iluminação a não ser a das televisões das casas, algumas ainda em tijolo, sempre de porta aberta, mas todas, sem excepção, com uma TV, um sofá e uma parabólica gigante no telhado. À beira da estrada, grupos de homens jogavam às cartas e bebiam Skoll, iluminados por uma puxada ilegal de um poste de electricidade.
Ou então, podia começar pela osga que me recebeu na recepção do hotel, queitinha no candeeiro laranja. Alguém comentou: "estamos no meio da natureza, calangos (lagartos) não vão faltar". E não errou. Não se passou um dia sem ver uma espécie rastejante, na mesma proporção que via os golfinhos à minha beira, no mar, à distância de dois, três metros. Confesso que este foi, para mim, o ex-libris desta viagem. Ter por ali os golfinhos a nadar... Sei lá, nem sei explicar a sensação. Eu, que já nadei com eles em alto mar, em Cuba, sentia uma alegria infantil inexplicável a olhar para aquilo. E todos os dias, eles andavam apenas naquela praia. Mais do que o hotel, o chalé em madeira, os jardins, aquilo sim, era um verdadeiro luxo.
Conheci pessoas simpáticas, humildes, sem vícios de dar graxa ao turista tuga. Pobres de bens materiais mas ricos de espírito. Como o Xico da Rede, que calcorreava as praias debaixo daquele braseiro, com várias camas de rede e colchas, sempre bem disposto que, com sotaque sertanejo, apregoava: "Tá dormindo no chão? Xico da Rede é a solução". Inchava e sorria de orelha a orelha (deixava ver que mascava erva o dia inteiro) quando falava de um jornalista holandês que o conheceu e que fez duas páginas sobre ele. Mostrava-as plastificadas, como um tesourinho nada deprimente.
Afirmo sem dúvidas que esta viagem foi a minha terapia, mas não a cura. Infelizmente. E agora percebo o que me diziam sobre algumas zonas do Brasil (realço o "algumas"): há ali qualquer coisa que te cativa imediatamente, que te vicia e que te deixa profundamente infeliz por partires.






Parece exagerado? Não é.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Ainda antes de Pipa

Alguém ouviu bem o relato do jogo de ontem ManchesterxSCP? Não... Bom, assim do meio do nada, um dos comentadores saiu-se com esta tirada brilhante, depois de uma falta: "ah, foi só uma faltinha..." Eh pá, faltinha? Daqui a uns tempos, os comentadores falam em "palmadinhas", "jogadores fofinhos", "amiguinhos" e mais coisas terminadas em "inhos" e "inhas".

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Carta a São Pedro

Meu querido,

Como sabes (se não sabes, deverias saber, afinal, Vocês aí em cima deveriam saber de tudo o que se passa cá em baixo), estou de partida para umas mini-férias no Brasil. É uma escapadela a este stress do trabalho, aos transportes públicos cheios de gente que cheira mal e o contrário, aquela que abusa dos perfumes, uma fuga à rotina do dia-a-dia, à falta de imaginação sexual porque o trabalho suga-nos toda e qualquer réstia de de capacidade (e vontade) de inovação (ouvi dizer que os ares do Brasil são demoníacos, se é que me permites utilizar este termo). E, motivo principal, para curtir o sol enquanto os tugas cá ficam a gramar o frio e a chuva típicos da época. Mas a bem dizer, o tempo não está assim tão mau, talvez um arrepiozinho pela manhã e à noitinha, mas nada de especial. Nada de malhas grossas, de galochas, de collants, de sobretudos, chapéus de chuva, gorros, luvas, enfim, nada do nomal para os dias de Novembro.
Por isso, meu querido São Pedro, faz-me um favor. Vê lá se mandas uma chuvinha e um friozinho de rachar. É que chegar cá depois de umas férias no Brasil, com sol, mar quente, caipirinhas e paçoquinhas, morena como os outros chungas todos que cá ficaram e que aproveitaram os fins-de-semana na praia, não pode ser.
Faz-me este jeitinho. Mas olha, é só durante uma semana, porque depois regresso e quero manter o bronze, tás a ver? Dou-te um balde de paçoquinha em troca.

Cumprimentos aí em cima.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Isto sim, é serviço público

Às vezes, surpreendo-me com a facilidade em obter certas informações. Há algum tempo que o ouvia na Radar e nunca chegava perceber quem era. Hoje, liguei para a rádio e foi tão fácil: "Boa tarde, eu queria saber o nome do músico que passou há cerca de 2 minutos, antes desta canção".

Cá está.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Emergência telefónica

Telefono para o 112
- Boa tarde, queria saber o número de telefone de uma loja no Porto.
- Desculpe...
- Quero saber o número de telefone da loja XPTO, no Porto, não sei a morada.
- Ligou para o número errado. Este é para as emergências médicas...
- Ah... Mas isto também é uma emergência, mas não é médica...

Mais do mesmo

Estou farta de blogues.
É só isso...

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Éfe-érre-á

Belos tempos aqueles em que a minha vida se resumia a estudar, naquela fase em que não levamos falta se nos baldarmos e nos contentamos com um 12, o equivalente a um 16 no secundário. Hoje, regressei à minha faculdade, porque descobri que tinha o papel para levantar o diploma. E ser licenciada sem emoldurar o diploma no escritório, não é a mesma coisa. Volvidos 5 anos, bora lá levantar aquela relíquia que me custou 100 euros na altura. Apesar de ter passado o último ano nas novas instalações, tudo aquilo me pareceu um admirável mundo novo. E eu parecia uma caloira. Os putos (sim, muitos deles têm menos 9 anos que eu) olhavam-me como uma perfeita estranha, que sou, caída ali de páraquedas. Muitas mudanças: aquilo agora parece-se mesmo com uma faculdade a cheirar a novo, ainda que já tenham passado 6 anos. Mas sem mística, sem o romantismo do Palácio de Burnay, na Junqueira, sem o cheiro das árvores que às sextas-feiras de manhã se misturava com o cheiro a grego, sem aqueles corredores frios de pedra, sem o pátio, sem as escadarias, sem o Chico, o cão racista com olhos de humano, sem a roupa estendida dos porteiros, sem a cúpula que visitei uma única vez. Fria, impessoal. Estes putos nunca vão ter o mesmo espírito que o palácio nos incutia, só de lá entrarmos.
O mesmo funcionário da secretaria, com o mesmo penteado, o mesmo anel de ouro no dedo mindinho, indica-me onde posso levantar o diploma, não sem antes soltar um "Eh pá, este diploma já cheira a mofo." Confesso que me senti feliz com o diploma na mão. Não sei explicar bem porquê. Não cheirava a mofo. Saio do ISCSP debaixo do olhar daqueles putos que para mim, nunca serão verdadeiros iscspianos, por mais anos que lá andem.

Empurra dali pr'acolá

O simples acto de marcar uma consulta pode tornar-se uma dor de cabeça, o que, para o meu caso, se torna ainda mais gravoso, tendo em conta o estado de "enxaquecomania" em que me encontro.
Debaixo de um braseiro típico de finais de Outubro, qual Outono, arranco para o Hospital da Cruz Vermelha para marcar a dita cuja. Logo para começar, a caça de um lugar deixa-me cansada, até que, qual passeio demasiado alto para o meu boguinhas, lá encontro um sítio à maneira para estacionar. Longe do dito cujo. A caminhada em tacão alto com este calor não ajuda... Chegada ao balcão de informações, tento marcar a dita cuja, com a devida credencial assinada pelo médico e uma carta a explicar o sucedido. "Ah, mas isto não serve para marcar a consulta. Tem de ser este papel (e saca do dito cujo), de recomendação deste hospital assinado pelo médico." "Mas qual papel?" "Este papel". "Então mas estes dois papéis que trago não chegam porquê?" "Porque falta este papel". "Não consigo mesmo marcar, é isso?" "Não".
(Raios e coriscos!!!!!!!!!!!!)
2.ª parte: centro de saúde do médico que passou a credencial e que, afinal, não chega. A sala de espera está vazia mas elas gostam de fingir que estão cheias de trabalho e deixam-nos à espera durante, pelo menos, 10 minutos. Quando lhe apresento o tal papel, a senhora diz-me que tem mesmo de ser o médico a assinar e que não pode ficar com o papel, nem tão pouco ser o centro de saúde a marcar a consulta. "Passe cá amanhã de manhã para o médico assinar o papel." Então não? Eu até nem tenho mais nada que fazer do que andar a fazer rally centros de saúde/hospitais! Merda mais o cabrão do sistema de saúde público!!!!!!!!!!!

sábado, 13 de outubro de 2007

Amazing!!!!

http://www.inrainbows.com/

1.º Discbox or Download
2.º Download: order
3.º View basket
4.º Price: it's up to you (deixa-me cá ver como é que está a libra... ok, £0,69 = € 1, é mesmo isto... fogo, tão pouco? Até parece mal... Olha, deixa...)
5.º Pay now
6.º Register
7.º Payment details
8.º Ok
9.º Begin download
10.º Done
11.º Begin to listen...

terça-feira, 9 de outubro de 2007

A vida em stand-by

Esta é uma das poucas certezas que tenho neste momento. A minha vida está em stand-by. E é uma verdade assustadora, que vai das pequenas coisas como continuar com a lâmpada do candeeiro de mesa fundida, quando bastava chegar lá e trocá-la, às grandes, como, por exemplo, não saber o que ando aqui a fazer. Acredito que existam por aí mais umas quantas pessoas como eu. Que não sabem o que querem, não se contentam com o que têm, que têm inúmeras coisas inacabadas. Tão simples quanto isto. No outro dia, passei por uma loja e decidi comprar várias telas, de tamanhos diferentes, porque cogitei uma nova técnica de colagem com sobreposição de fotos e cores pelo meio. Comprei até uns pincéis novos, daqueles que não largam os pêlos no meio da tela, tipo efeito vanguardista mas que não é suposto lá estar. Ainda lá estão no armário. As telas e os pincéis. E o postal que ficou de fora daquele quadro (um que eu demorei um ano a montar), também lá está. Aquela roupa que tenho separada para dar. E a que tenho para dar uma segunda vista de olhos, experimentar, saber se a dou ou se a guardo para quando perder estes quilos. Está lá tudo. Em stand-by.
Os currículos, as moradas das possíveis escapatórias a esta rotina laboral... guardados dentro da pasta.
As fotos para revelar, do Bono, das viagens, dos jantares com os amigos...
O fim-de-semana no Alentejo para retemperar, com o pãozinho fatiado, os enchidos que nunca me fazem mal ao estômago e o requeijão que parece iogurte, a sesta de duas horas no sofá apertado e desconfortável. Fica para o mês que vem.
O tal churrasco com os amigos que era para ter feito este Verão, com direito a um mergulho na piscina e uma ronha na cama de rede... agora, fica para o ano.
Aquela escapadela a Paris ou Londres, sempre adiada.
O passeio ao final do dia na praia com o Bono... Hoje não, porque cheguei tarde. Amanhã ou logo se vê.
Tudo em stand-by...

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Agenda

Seu Jorge apresenta "América Brasil":
1 Novembro, Casa da Música - Porto
2 Novembro, Cine-teatro de Estarreja
3 de Novembro, Centro Cultural de Vila Flor - Guimarães
9 de Novembro, Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre
12 de Novembro, Coliseu dos Recreios - Lisboa

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Fobias, Medos, Atrofios & C.ª

A noite passada serviu para me dar certezas de uma coisa: os medos de infância continuam na idade adulta. Desde muito novinha que fechava os olhos com força quando via os relâmpagos e tremiam-me as pernas quando se seguiam as trovoadas. Chorava porque não queria ir para a escola. Sentava-me no sofá, tapava os ouvidos e encostava a cabeça nos joelhos. Normalmente, chovia logo a seguir, um dilúvio que deixava a estrada intransitável. Com o passar dos anos, a minha reacção à trovoada tornou-se mais tranquila. Tirando o fechar os olhos quando vejo um relâmpago, mesmo quando vou a conduzir (não aconselho). Ontem, voltei à infância. Mal começou a trovoada, fui deitar-me, encolhida, tapei-me até à cabeça e gelei. Voltei a sentir medo. Não consigo perceber aquelas pessoas que encaram uma noite como a de ontem apenas como um fenómeno normal da natureza. Não percebo, porque tenho medo. Bolas, um terramoto, um furacão também são fenómenos da natureza e não conheço ninguém que goste de assistir a isto! A mesma coisa com os bichinhos. Tenho fobia a coisas rastejantes, com muitas pernas ou com pele escamada. Ainda assim, as pessoas insistem em defender estes bichinhos como parte do ecosistema, e soltam daquelas frases típicas: "É a Natureza! Não fazem mal a ninguém." Tudo bem. Mas acham que dá para eles ficarem junto à Mãe-Natureza e eu na civilização? Obrigada!

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Portugal x Sérvia: diário de uma visita a Alvalade

(Calma, eu não vou escrever um post sobre o jogo de ontem. E este também não vai ser um post sobre uma gaja que foi pela primeira vez assistir a um jogo no estádio e que, por isso, ficou toda molhadinha de ver os jogadores ali tão perto. Mas há pormenores que só uma gaja consegue captar nestas alturas...)

Não foi a primeira, nem a segunda, nem a terceira vez que entrei no Estádio de Alvalade. Admito que ainda não fui ao novo Estádio da Luz. E isto quer dizer apenas uma coisa: que me estou a preparar para o grande dia, próximo, e que até lá, vou apreciando os outros estadiozinhos...
As emoções de se ver um jogo de futebol no estádio, ao vivo e a cores, em nada se comparam às de ver o jogo na televisão. O campo parece muito maior e os jogadores parecem muito mais pequenos. Acima de tudo, existe uma mística estranha que se entranha (clichés à parte...) a partir do momento em que nos sentamos. Manifestações populares contagiantes, deslumbrantes e algumas irritantes... Passado um minuto, saem da minha boca coisas como "Portugal, Alê"... Com o decorrer do jogo, saem-me outras bem diferentes, como "f...-se", "corre, c......". E em matéria de asneiras, até as crianças estão permitidas a dizê-las (e muitas, que eles sabem-nas todas). Em dia de jogo, podem até limpar as mãos à roupa que os pais acham piada a tudo.
A minha atenção desvia-se para fora do relvado... Um senhor à minha frente, em conversa com o amigo, diz esta brilhante pérola que até eu, como benfiquista, tenho de concordar. "Este gajo (Nuno Gomes) é inegociável...! Ninguém o quer!"
O empate, mais que esperado, é a combustão da minha ansiedade. Mais umas asneiras , enfim, o costume... O momento de animação estava bem guardado... Scolari, antevendo que o seu futuro no futebol tem os dias contados, lançou-se a dar uma esquerda a um dos Vic (ler "vich"), quiçá, a piscar o olho a uma carreira promissora no kickboxing português.

domingo, 9 de setembro de 2007

Fast food

Se eu soubesse que era tão fácil fazer arroz basmati, já me tinha convertido há mais tempo.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Às vezes...

... tenho a sensação que a estupidificação de uma pessoa se desenvolve, não pela ausência de contacto com outros e pela falta de informação, mas por se dar com demasiada gente e ter acesso a tudo o que quer.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

I can't resist!!!!

O meu cão já é um Cão com C grande! Descobriu a arte de levantar a pata para marcar território em tudo o que é poste, caixote do lixo, árvore, muros. Eu bem reparei no ar altivo dele quando passava por outros cães que lhe ladravam.
Daqui a uns tempos, perde os três...

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Pérolas de uma agência de modelos - Parte I

À simples pergunta : "O que o/a leva a inscrever-se numa agência de modelos e quais os trabalhos que gostaria de fazer?", os futuros modelos e manequins de Portugal respondem:
- A importância do trabalho em equipa, a comunicação interior e exterior.
- Inscrevi-me porque sempre sonhei em ser modelo, mas infelizmente a minha estrutura óssea nunca o permitiu.
- Para experimentar coisas novas, não sei bem quais.
- Conhecer gente nova é, de um certo modo, interessante e vai aumentar o meu conhecimento e cultura geral.
- Gosto do trabalho de actore e com prazer de jogar um outro personaje.
- Interesse crescente por esta área através de conversas com os amigos.
- Já tenho muita experiência. Participei em alguns desfiles, nomeadamente, a Moda Mafra e fiz um trabalho de figuração numa novela. (Esta vai longe!)
- Ganhar dinheiro.
- Qualquer área ligada aos audiovisuais.
- Modelo, a minha namorada.
- Eu gostar de poder cumprir um sonho.
- Por me considerar bonito e com bom físico.
- A razão não sei.
- Tentar encontrar emprego.
- Aprender novas modalidades.
- Gosto de ser fotografada.
- Este tipo de trabalho é importante para o meu CV profissional.
- Ganhei uma grande paixão pela moda.
- Ser actor ou outro qualquer.
- Procuro a representação.
- Adoraria trabalhar em anúncios publicitários fazendo uso da voz.
- Porque gosto que as pessoas me vejam.
- Gosto de quebrar a rotina.
- O fascínio pela moda corre-me nas veias.
- Queria experimentar as minhas forças.
- Gostava de um dia ser actora.
- Ter outra ocupação sem ser dona de casa.

Esta era, até há pouquíssimo tempo, uma realidade desconhecida para mim, até que a Bebé Lili começou a vasculhar os nossos arquivos. E foi o delírio total, horas de risada total. Tornou-se um vício, confesso. Outras partes virão. Desconfio que consigo alimentar este blogue só com isto...


(Posted by Espalha Brasas e Bebé Wiwi)

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Presente da Islândia

Trailer de "Heima" - Sigur Rós

Hoje, a caminho do trabalho

Sono, muito sono. O que é que eu vou ouvir...? "The National", para não variar... Curvinhas e mais curvinhas. GNR lá à frente. Mandam-me encostar. Olha, olha...
"Bom dia..."
"Bom dia. Importa-se de abrir a mala?"
"Não, não."
Vazia. Um saquinho de papel do Ikea nada naquela imensidão.
"Obrigado. Pode seguir."
"Já? Não me vai pedir os documentos do carro?"
"Não."
"E soprar o balão?"
"Não."
"E o teste das drogas?"
"Não."
"Então, está bem..."

Que chatice! É a primeira vez que me mandam parar e não dão pica nenhuma!

Ontem, no caminho para casa

Merda mais estas lombas da Av. de Ceuta... Xiiii, esqueci-me da porcaria do radar. De certeza que passei a mais de 50 km/h. Olho para o conta-quilómetros, 70... Já na auto-estrada, uma fila indiana de carros anormal àquela hora. Dá para se despacharem? Vruummmm. Merda, o carro da BT. Olha, agora já está. Logo a seguir às portagens, outra fila indiana, mas estavam todos a encostar à direita. Ó cum caraças, era só o que me faltava. Perninhas a tremer... Olha, afinal não, mandam-me seguir. Que sorte!

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Eu gostava...

... de um dia ter cojones, virar-me para os paizinhos e mãezinhas deste Portugal que me telefonam a perguntar porque é que o filhinho está sem trabalho (desempregados, coitadinhos) e dizer-lhes: "O seu filho nunca na vida vai desfilar nem aparecer num anúncio, porque é feio, gordo, porco, desdentado, cheira mal dos pés e tem ranho no nariz!"

É que gostava mesmo!

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Ando toda FOXtrot!!

Há coisas fantásticas e temos que saber dar-lhes o devido valor. O fenómeno televisão por cabo (quer seja TV Cabo ou Cabovisão) trouxe um novo ânimo aos lares portugueses. É pró menino e prá menina, prós grandes e prós pequenos! Podemos pagar ou ser trafulhas e neste caso, conseguimos ter até 300 canais... de borla! Nos canais Lusomundo, ainda temos direito a dois de cada. No caso de termos perdido o início do filme, passado uma hora começa o mesmo filme no Premium 2. No meio destas centenas, há apenas um... dois, vá, não, três que já me estão memorizados: FOX, Lusomundo Premium e Sport TV. O primeiro tornou-se um sério vício e, como todos, difícil de largar. House, Donas de Casa, Earl, Os Simpsons, American Dad, Family Guy, Casos Arquivados, A Lei dos Mais Forte, The O.C, Ossos, Perdidos... Papo aquilo tudo! Mesmo sem saber a programação, está sempre a dar qualquer coisa, seja a que horas for. E se não tivermos conseguido ver um episódio, no dia seguinte, repetem-no. Fantástico! Há melhor do que isto? Há! Quando dão dois episódios seguidos do Dr. House! Melhor, melhor, só mesmo quando a sequência é Simpsons, Dr. House em dose dupla e Donas de Casa.
Claro que há sempre alguma coisa que estraga o cenário idílico de chegar a casa, jantar qualquer coisita, sentar-me no sofá e carregar no 53 do comando. Quando ele quer ver "O Dia Seguinte" na SIC Notícias, porque se parte a rir com as birras do Fernando Seara... Valha-me a televisão no quarto (é para isso que serve) para ver a moca de "Weeds", na 2.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

A hora de almoço do obril!!

Para quem trabalha perto de zonas de obra, sair para almoçar fora pode trazer algumas surpresas, principalmente, se tivermos que passar pelas ditas. O óbvio: vamos ter de ouvir piropos do pessoal do obril, mesmo que tenhamos a depilação à Tony Ramos ou uma cara de quem foi atropelado por um camião e não teve direito a indemnização. A surpresa: o requinte e imaginação dos piropos das construções modernas. Os tradicionais “papava-te/comia-te/lambia-te toda”, “ganda rabo!”, “Anda cá ao pai”, “És MUNTA BOUA”, passaram à história. Do novo repertório fazem parte: “Ainda dizem que as flores não andam” ou a variante “Ó flor, queres vir para o meu jardim?”. Ou ainda “Que belas pernas… A que horas abrem?”. Até hoje, eu achava que o melhor deles todos era: “Ó jóia, anda aqui ao ourives!”. Mas a cereja no topo do bolo, o Globo de Ouro dos Piropos do Obril vai paaaaaaaaaara: “Eu só não tenho pêlos na língua porque tu não queres!”. Clap, clap para o pessoal do obril! Ainda dizem que são básicos!

terça-feira, 7 de agosto de 2007

A loucura começou!!!

Estava a demorar!! Em vez de aproveitar os saldos para mim, estoiro o dinheiro todo para a mais "piquena" que há-de vir! Quem é que resiste às merdinhas dos vestidinhos e camisolinhas e gorrinhos e botinhas?

segunda-feira, 30 de julho de 2007

A Lili entrou para o Guiness!!!

Numa manhã, a Lili conseguiu comer meio quilo de gomas!! 500 gramas!! Alguém consegue superar este feito?? Eu duvido...


sábado, 28 de julho de 2007

Béléza!!

Acorda para mais um dia. Mais um, pensa. Levanta-se e arrasta-se até à casa-de-banho. Nem abre os olhos e enfia-se na banheira. Deixa a água quente, quase a ferver, aquecer-lhe o corpo, demasiado até. "E se for só com água quente, será que me queimo? Será que aguento? Será que grito?". Demora-se no duche. Apesar de tudo, gosta da sensação da água a correr-lhe pelo corpo, do arrepio da pele, de se ensaboar com a esponja, tão suave que lhe abraça o corpo disforme... Não sente o volume da barriga nem a flacidez das pernas grossas. Gosta daquela sensação... Todos os dias, este é o único momento de prazer que tem. Quando termina, está envolta numa nuvem de vapor. Limpa o espelho embaciado com a toalha. Olha-se nua com nojo. "Odeio-me e odeio-te! Qualquer dia, mato-te para nunca mais ter de olhar para ti." Passa o body lotion pelos ombros, em movimentos circulares e desce pelo braço. Demora-se nos seios, nos mamilos arrepiados. Passa as mãos entre as pernas, fecha os olhos e sorri. Sorri enquanto se massaja. Encontra-se novamente com o espelho e chora, de raiva, todos os dias antes de sair de casa.

Acorda para mais um dia. Olha para o relógio e espreguiça o corpo delgado, com os braços esticados para trás. Passa as mãos pelos belos seios e pela barriga plana. "Bom dia", diz, sozinha na cama. Levanta-se de um pulo e desfila até à casa-de-banho. Olha-se ao espelho e sorri. Entra na banheira, água morna, nem muito quente, nem muito fria, no ponto. Massaja os cabelos canela com prazer, com um shampôo de volume extra. O gel duche de morangos e champagne escorre-lhe pelos seios, perfeitos, simétricos, agarra-lhe as nádegas redondas, perfeitas, e beija-lhe as pernas até aos pés, esguios, perfeitos. Olha-se ao espelho e sorri. A pele bronzeada reflecte como ouro. "Odeio-te! Achas que consegues ser mais bonita do que eu... Estúpida!! Olha para ti... És pequena demais para mim. Qualquer dia, mato-te!". Apressa-se no body lotion de morangos e champagne. Espalha-o freneticamente com movimentos brutos e chora. De raiva. Olha-se novamente ao espelho, limpa as lágrimas e sorri.

terça-feira, 24 de julho de 2007

27...

Am I happy?
Am I stronger than I was last year?
Will all my good friends call me to say Happy Birthday?
Will I ever be a good mother.. or just a mother?
Am I a good wife?
Am I better woman?
Am I a good friend?

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Então e o último dia?

Pois... Já cá faltava para completar o diário do SBSR. Muito bom, mas, claro, nada como o primeiro dia do segundo acto.
Não cheguei a tempo de ver The Gossip, acho que foram muito bons. Os TV On The Radio pareceram-me pouco entusiasmantes, mas já apanhei o concerto a meio.
Scissor Sisters foram muito animados e tornaram impossível as tentativas de dar apenas um abaninho de rabo. Era para mexer tudo.
Interpol... para ver no Coliseu dos Recreios, em Novembro, com calma e outra onda (tenho de dar a mão à palmatória ao mestre Diaz).
Underworld... Apesar do meu cansaço de 3 dias a deitar tarde e levantar cedo e algumas cervejas, fizeram-me dançar e curtir durante mais de uma hora e meia. Mostraram-se em muito boa forma e abriram o apetite para o que aí vem, o Dance Station.

Para o ano há mais!

quarta-feira, 4 de julho de 2007

A surpresa do 3 de Julho

Por vezes (muitas, até), as bandas que actuam nos palcos secundários ou que fazem a primeira parte de um grande concerto, revelam-se verdadeiras pérolas, que me despertam o bichinho de ir à net e pesquisar umas coisas sobre aqueles, até então, desconhecidos. Os The Magic Numbers começaram a tocar quando eu estava ainda sentada nas mesas, a acabar de beber a segunda cervejola. As duas primeiras músicas já me eram familiares da Radar, ouvi-as sem olhar para o palco. 1.ª surpresa: a voz não tinha nada a ver com as pessoas que eu tinha idealizado (isto acontece-me frequentemente). 2.ª surpresa: eles surgem em palco extremamente simples e muito bem-dispostos, contagiam de imediato o público. 3.ª surpresa: a voz de uma das vocalistas, Angela Gannon, é angelical e faz com que todas as pessoas que ainda não estivessem a olhar para o palco, o fizessem. 4.ª surpresa: as canções inundam o público de boa-disposição, criam uma verdadeira boa onda antes dos dois últimos concertos. "Sof, isto é muito fixe". Têm ar de canadianos (não são, vêm de Londres). Os irmãos Romeo e Michelle são filhos de mãe portuguesa. 5.ª surpresa: existem há 5 anos e contam com 2 álbuns editados, o terceiro, disseram, será lançado dentro de algumas semanas. Os The Magic Numbers estão muito na onda dos Broken Social Scene (canadianos), Arcade Fire (também canadianos), misturado com um estilo country nada foleiro. Arrisco ao afirmar que, em algumas partes do concerto, lembraram-me os Sigur Rós (!!!!!!!), pelo xilofone e pela voz de Angela Gannon. Pequenos flashes, apenas.


Então e os Bloc Party e os Arcade? Estes não me surpreenderam. Fizeram o favor de ir ao encontro das minhas expectativas. Kele Okereke tem um sorriso fantástico, irreverente. Puxa pelo público, que sabe as músicas de cor. São putos com sucesso garantido (quase de certeza) para os álbuns que hão-de vir. Sinto-me bastante satisfeita. Só falta Arcade... Começam com a projecção de um vídeo de uma criança brasileira a pregar perante uma plateia. Black Mirror abre o último concerto às 00h15. Eu e as milhares de pessoas que me rodeiam estão ao rubro. Eles tocam freneticamente, com paixão. Começa a chover... Só podia. E é por isso que eu digo que sim, que os Arcade Fire são isso tudo e mais alguma coisa.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

São poucos os que se apercebem...

A Lili, a miúda de 17 anos que trabalha comigo, companheira e amiga que me faz rir o dia todo, diz que a música que eu oiço é música de viagem, tipo banda sonora da minha vida, e que me imagina sempre a ouvi-la num daqueles carros antigos, com bancos grandes em pele e um volante enorme, toda contente, pela estrada fora…

Nos próximos três dias...

... eu vou estar a curtir no Super Bock Super Rock!!!! A partir das 19h, claro, que a patroa não papa grupos!