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quinta-feira, 29 de março de 2007

Uma questão de cheiro - outra vez

O tema não é nenhuma novidade, mas volta vai que alguém se lembra de fazer um debate sobre os chats e os casalinhos que se conhecem através da net. Alguns insistiam no perigo dessas relações, das mentiras que se dizem, da facilidade em conhecermos verdadeiros psicopatas. Outros assumiam que usavam estes canais para trair as mulheres e os maridos, sem considerarem tratar-se de uma traição, no verdadeiro sentido da palavra. Se não havia contacto físico, também não havia traição. Contacto físico, era aqui que eu queria chegar. Na minha modesta opinião, que para mim vale muito, para os outros, valerá o que vale, é-me difícil imaginar a excitação que se pode obter ao flirtar com outras pessoas através da net, sem as conhecer pessoalmente. Podem dizer que são assim e assado, e se parecem não sei com quem, e que fazem isto e aquilo. Mas há detalhes que fazem toda a diferença e que só com o contacto visual é que nos podemos aperceber. A primeira impressão é sempre o exterior, não me venham cá dizer que o que interessa é o interior e cenas. Sejamos honestos. Isso acontece, sim, mas só depois de gostarmos do que vemos. Certo? Há mulheres que atentam nas mãos, no rabo, nos olhos, nos lábios, nas pernas... Para mim, é tudo uma questão de cheiro. E não me refiro ao perfume x e y, que é muito importante, também. Afinal, se o perfume for piroso, não é preciso saber mais nada. Falo do cheiro natural, daquele que sobressai ao gel duche, ao creme, aquele que se sente mesmo sem nos pendurarmos no pescoço. Aquela cena. Isto sim, é o verdadeiro cartão de visita.
Agora, a não ser que inventem e dotem os computadores dessa capacidade olfactiva, então, eu mudo de conversa!

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Uma questão de cheiro e de tudo o resto

Essa coisa do amor não escolher idades é uma bela verdade, mas é, também, um pau de dois bicos. Pode ser amor verdadeiro, a gaja de vinte e cinco anos pode mesmo amar o velho de cinquenta, sem estar a pensar na recheada conta bancária do velho, com tantos zeros à direita que ela nem sequer se importou em contá-los. Eles, claro, amam-nas sempre, até aparecer outra dois anos mais nova que os fazem sentir-se dez anos ainda mais novos.
Acredito que haja casais nestas circunstâncias, que se amem mesmo, que passeiem de mãos dadas, que façam as suas loucuras.
Mas há casos em que o interesse económico é flagrante. Caso do Barão Von Breisky e da sua mais recente noiva de 30. Igual a uma Elsa Raposo de há 10 anos. Igualmente cocainómana, alcoólica. Olhando para o Barão, que além de gordo e velho com dentes amarelos, tem a mania de olhar em duas direcções (nunca se sabe se ele está a olhar para as mamas dela, um olho para cada uma, ou se a galar o rabo da outra), o homem cheira a MOFO. MOFO! E não é da roupa, meus caros. É mesmo dele, da pele, do cabelo, da respiração, do hálito, de todos os poros. E isto, nem com os melhores perfumes vai lá!